Cervejeiros Caseiros

O número de adeptos da elaboração de cerveja em casa vem crescendo a cada dia no mercado brasileiro. Além de ser um lazer apaixonante e divertido, o cervejeiro caseiro cria sua cerveja com características diferentes das grandes marcas.

 

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Vem aí o 1º Concurso Cervejeiro Caseiro JinBeer

Concurso Cervejeiro Caseiro JinBeer malte cervesia

Somente cervejeiros caseiros do Centro-Oeste podem participar da primeira edição do Concurso Cervejeiro Caseiro JinBeer. As inscrições abrem nesta sexta

Aos paneleiros já habituados à fascinante alquimia entre maltes, lúpulos e leveduras, uma boa notícia: vem aí o 1º Concurso Cervejeiro Caseiro JinBeer. Aliás, pode ser também uma boa oportunidade para quem nunca brassou na vida e quer finalmente pôr a mão na massa.

Amanhã, dia 13 de outubro, a JinBeer divulga o regulamento e a ficha de inscrição em seu site, www.jinbeer.com.br. Mas aqui, na Tribuna da Cerveja, você vai saber agora, em primeira mão, um pouquinho sobre o que vai rolar no concurso.

Concurso Cervejeiro Caseiro JinBeer English IPA cervesia

English IPA foi o estilo escolhido para esta primeira edição do concurso

English IPA

A oportunidade é aberta a todos os cervejeiros caseiros do Centro-Oeste. Não é direcionada, portanto, a profissionais de cervejarias ciganas, com fábricas próprias ou que tenham marcas de cervejas comercializadas.

Nesta primeira edição, o concurso vai eleger a melhor English IPA produzida totalmente em equipamentos caseiros. Devem ser utilizadas, obrigatoriamente, leveduras Levteck Tecnologia Viva, uma das patrocinadoras do certame. O estilo proposto também deve seguir os parâmetros do BJCP (Beer Judge Certification Program).

Júri selecionado

A avaliação das amostras ficará a cargo de um júri de especialistas selecionados pela comissão organizadora do concurso, os quais serão revelados na próxima semana.

As cervejas serão avaliadas segundo os critérios de sabor, aroma, impressão geral, sensação na boca e aparência.

Prêmios

O primeiro colocado receberá uma edição especial de sua receita fabricada nas instalações da JinBeer – 48 garrafas de 500 ml –, tendo direito de acompanhar a produção.

Além disso, ganhará um equipamento semiautomatizado de produção caseira, CoutBrew 40 Litros, desenvolvido pelo engenheiro e empresário Ricardo Coutinho, proprietário da loja de insumos Fábrika da Cerveja.

O segundo colocado, por sua vez, receberá 50 kg de malte Pilsen Avangard e kit com quatro leveduras Levteck. Cada uma delas produz até 20 litros. O terceiro colocado receberá metade desses insumos.

Fique atento!

As inscrições vão de 13 a 23 de outubro, enquanto as amostras serão recebidas no período de 15 a 30 de janeiro de 2018. Os ganhadores serão revelados no dia 4 de fevereiro próximo.

SERVIÇO

1º Concurso Cervejeiro Caseiro JinBeer

Programação:

13/10/2017 a 23/10/2017 – Inscrição

15/01/2018 a 30/01/2018 – Recebimento das amostras

02/02/2018 a 03/02/2018 – Avaliação das amostras

04/02/2018 – Divulgação dos ganhadores

As amostras podem ser entregues pessoalmente na JinBeer Cervejaria Artesanal (Rua 5, Chácara 278 A, Lote 9, Loja 1) de segunda à sexta, das 8h às 17h.

Obs: as leveduras da Levteck Tecnologia Viva podem ser adquiridas em pontos de venda de insumos cervejeiros ou diretamente pelo site: www.lojavirtual.levteck.com.br.

Formulário e regulamento completo do concurso estarão disponíveis a partir do dia 13 de outubro, pelo site www.jinbeer.com.br.

Fonte: Tribuna da Cerveja – 12/10/2017

Aplicativos e redes sociais impulsionam cultura cervejeira

Tecnologia auxilia produção, identifica estilos e até une bebedores e apaixonados pela bebida.

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Lucas Guerra, da república Os Ogro, usa um aplicativo no preparo das cervejas (Foto: Paula Ribeiro)

Arte milenar, o processo de fabricação de cerveja conta com a ajuda da tecnologia para impulsionar a cultura cervejeira. Softwares e aplicativos auxiliam na pesquisa de receitas, ingredientes e conversão de unidades, entre outras facilidades.

Quando o assunto é fabricação, um software que recentemente virou aplicativo é o preferido entre os cervejeiros caseiros. Além das funcionalidades como pesquisas de fórmulas e ingredientes, o Beer Smith arquiva as receitas que já foram preparadas para futuras comparações.

“Quando você coloca ali os ingredientes, ele faz o cálculo e te dá até uma imagem com o aspecto que sua cerveja vai ter quando estiver pronta”, explica Alfeu Julio, cervejeiro da Toca da Mangava, de Campinas (SP).

“É neste software que os cervejeiros da maior parte das microcervejarias fazem as suas receitas”, garante Robson Vergílio, cervejeiro caseiro e juiz do BJCP (Beer Judge Certification Program). O profissional conta que usa o aplicativo do BJCP, uma espécie de guia de estilos de cerveja.

Redes sociais

Redes sociais dos cervejeiros, o Untapp e o Bier Tap permitem que o internauta mostre onde está, qual cerveja está tomando, comente e classifique a gelada. Já o BeHoppy dá informações sobre a bebida se o usuário fizer uma foto dela.

Tecnologia semelhante usa o aplicativa SRM Vision, um aplicativo para plataforma Android, que dá, com ajuda da câmera do celular, uma classificação de estilo da bebida. Com base na cor, o app dá uma pré-visualização em tempo real de tabelas que classificam as cervejas por tom.

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David Figueiras com aplicativo que auxilia produção e compra de insumos (Foto: Paula Ribeiro/G1)

Completo

Outro aplicativo usado por cervejeiros é o Lamas Brew Tool, que possui conversor de unidades, cálculo de ABV (medida de álcool por volume), correção de densidade, IBU (escala de amargor), cronômetro com controle de tempo de mosturação, fervura e lupulagem.

“A gente vai deixar o aplicativo mais interessante nos próximos meses. Além da calculadora cervejeira e a calculadora de conversões, teremos um guia de estilo e todos os insumos que comercializamos, possibilitando a escolha certa dos ingredientes e dos parâmetros da receita", explica David Figueiras, sócio-proprietário da Lamas Brew Shop.

De acordo com Figueiras, a versão 3.0 do sistema permitirá ao usuário, depois que montar sua receita, guardar no fichário virtual e, se quiser, comprar os insumos com apenas um clique. "A previsão é para o próximo semestre, com versões em português, inglês e espanhol."

Fonte: G1 – 31/08/2017

República da cerveja: amigos criam espaço em Campinas para vivenciar fabricação da bebida

Grupo de 12 homens se reúne no imóvel para produzir e consumir cerveja artesanal; cervejeiro da turma fala sobre experiência e dá dicas para evitar erros na fabricação.

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Flávio de Andrade Silva, o 'cervejeiro' da república 'Os Ogro', de Campinas (SP) (Foto: Paula Ribeiro)

Um imóvel alugado no Jardim Boa Esperança, em Campinas (SP), é sede de uma república bem diferente das demais existentes pela cidade, berço de universidades como a Unicamp e que recebe milhares de estudantes todos os anos. A 'Os Ogro', como a república é chamada, é destinada exclusivamente ao mundo da cerveja.

É nesse espaço que 12 homens que querem fazer cerveja, mas não querem deixar bagunça em casa se revezam em brassagens e envases. Pelo menos uma vez por mês os amigos Flávio de Andrade Silva e Lucas Guerra 'batem cartão' na 'Os Ogro'.

Engenheiro eletrônico, Flávio é o cervejeiro da dupla. Por conversas de celular, ele e o pesquisador Lucas combinam os estilos que serão produzidos. Geralmente fazem 180 litros da bebida a cada encontro.

Cervejas dos estilos dubbel, tripel, American Pale Ale (APA) e Indian Pale Ale (IPA) estão entre as mais fabricadas pela dupla, que conta com ajuda de amigos “flutuantes” nos encontros mensais.

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Rodrigo e Lucas, integrantes da república cervejeira de Campinas: vivenciando a produção (Foto: Paula Ribeiro)

Errando é que se aprende...

A república é um sucesso entre os amigos, mas muitos erros de fabricação marcaram a história da dupla, que riem ao lembrar das tentativas equivocadas das cervejas de abóbora. No total, foram três 'tiros n'água'.

"A primeira 'contaminou', a segunda ficou bem ruim mesmo, e a terceira gaseificou demais. A gente tem que errar para conseguir fazer cerveja boa, quem fala que não errou tá mentindo”, explica Flávio.

Mas as cervejas, mesmo as que não saíram como o esperado, quase nunca vão para o lixo. No estoque da república há uma outra tentativa equivocada de produção: a 'IPA 3 fermentos'.

“Como o Lucas é pesquisador farmacêutico, tentamos fazer o nosso fermento. Mas no laboratório dele, a levedura de cerveja não vive por causa da temperatura. Colocamos um fermento que depois de uma semana vimos que estava morto. Depois colocamos outro que também estava. E finalmente coloquei o fermento da dubbel, que é um fermento forte que salva (risos). Ela está aí, no estoque, estamos bebendo devagar, mas ela está melhorando. As que sobram são as que não deram certo. As outras acabam rapidinho”, revela Flávio.

Mas engana-se que só de cervejas ruins vive a dupla. Eles garantem que muitas levas boas saem da república, e há planos até de estabelecer, no ano que vem, uma fabricação própria como cervejaria cigana (quando realizada a produção em outras microcervejarias).

Um detalhe que falta é a criação de um nome ou uma marca para as bebidas, que além dos integrantes da república, abastacem amigos e familiares.

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República cervejeira faz produções de 180 litros por vez (Foto: Paula Ribeiro)

Dicas

Depois de alguns erros nessa jornada cervejeira, a dupla acertou a mão, mas separou algumas dicas que aprenderam para quem quer fazer cerveja:

  1. Não use fermento morto!
  2. Não beba (muito) enquanto faz a sua cerveja.

“Se você começa a beber empolgadamente quando está na etapa quente da produção, está bêbado quando está na etapa fria, que é mais delicada e a que mais demanda atenção. Daí acaba cometendo pequenos erros, que aparecem na sua cerveja com certeza”, adverte Flávio.

Como bem explica o professor do curso de extensão em cerveja artesanal da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp, Flavio Schmidt, cerveja “não é um processo difícil, mas é fácil de errar”.

“Muita gente boa já passou por essa república e sempre tem gente nova. Uns vão ensinando os outros e a vontade de fazer cerveja só cresce”, conclui Lucas.

Para a turma da república cervejeira, produzir a bebida é uma forma econômica de beber bem. “Aqui sai R$ 6 o litro de cerveja que a gente faz em média. No mercado você vai pagar entre R$ 15 e R$ 30 uma cerveja artesanal ou especial, ainda mais de estilos como tripel ou dubbel. Há anos eu só tomo a minha cerveja”, completa o pesquisador.

Fonte: G1 – 16/08/2017

Cirurgião encara fabricação de cerveja artesanal como terapia

Tomaz Lomonaco, de Campinas (SP), colocou a ideia em prática no início deste ano e, com a ajuda de amigos, está aperfeiçoando o processo.

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Tomaz Lomonaco (à dir.) reúne amigos para fabricar cerveja artesanal (Foto: Tomaz Azevedo Lomonaco)

A ideia estava matutando na cabeça há quatro anos, mas foi no início de 2017 que o cirurgião plástico Tomaz Azevedo Lomonaco, de Campinas (SP), se uniu a um amigo e ambos decidiram fazer a própria cerveja seguindo apenas as instruções de um livro e de tutoriais da internet. O que eles não imaginavam era que o hobby viraria uma grande terapia.

Hoje, na sua terceira leva de cerveja e um curso depois, ri do fato de ter esquecido de colocar um malte da receita. “Quando estávamos na fervura percebi que tinha esquecido um dos maltes. Corri para moer e fervi por cerca de 30 minutos e adicionei à mistura”, lembra.

Atualmente, o cirurgião e outros três amigos têm se reunido periodicamente para fazer cerveja e se divertir. Para Lomonaco, a cerveja tem sido apenas um importante coadjuvante de encontros com amigos de adolescência e um momento para esfriar a cabeça.

“No final, percebemos que é uma terapia. Estamos descansando, mas botando a cabeça para funcionar. Já estamos bolando formas de economizar água no processo e de aumentar a produção porque 20 litros para quatro é muito pouco”.

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Tomaz Lomonaco testa criação, uma terapia nas horas vagas (Foto: Reprodução/Arquivo pessoal)

Perfeccionista e metódico como exige a profissão, quer repetir a mesma receita à exaustão até chegar à perfeição.

“Fizemos uma American Golden Ale que coloquei para fermentar e maturar na geladeira. Depois de uma semana fui abrir e não tinha nada de espuma. Tirei da geladeira e separei para jogar fora. Na semana seguinte, abri a garrafa e ouvi aquele sonzinho peculiar. Experimentei e estava ótima, dava para beber em temperatura ambiente. Depois fui ver que a fermentação não ocorreu na temperatura da geladeira, mas sim com a temperatura ambiente. Com os erros, vamos aprendendo”, pontua.

Depois do curso que fez com os amigos viu o que tinha errado. “Identificamos uma série de erros e a cada brassagem aprendemos mais e mais. Também vou anotando o passo a passo em um caderno e vou vendo o que foi fazendo de errado e reviso tudo depois. Entre uma cerveja e outra, brincamos, nos xingamos e lavamos a alma. Ao invés de ficarmos bêbados, estamos fazendo as coisas e conversando”, explica.

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Produção do cirurgião e dos amigos é registrada nas redes sociais (Foto: Tomaz Azevedo Lomonaco)

A brincadeira já está ganhando corpo e a ideia de criar a própria marca não é descartada. Cada brassagem e envase está sendo registrada nas redes sociais. “Se isso ficar sério serei o mestre cervejeiro porque estou acostumado com as panelas, cozinho nas horas vagas”, avisa.

Fonte: Por Paula Ribeiro, G1 Campinas e região - 21/08/2017

A importância da levedura na cerveja

levedura cerveja

A importância da levedura: Controles Microbiológicos em Cervejarias

A produção da cerveja consiste em processos de conversão de amido em açúcares menores, processo conhecido como mosturação e, após o término da fervura do mosto, dá-se início ao processo de fermentação, por meio da adição da levedura.

Apesar de estas etapas serem muito importantes para o processo de produção da cerveja, temos de lembrar que, a partir da fermentação, a cerveja de verdade será produzida pelo fermento.

O fermento é composto por fungos unicelulares, conhecidos como leveduras.

Estas leveduras irão consumir os açúcares que foram produzidos durante a mostura os convertendo em gás carbônico, álcool e outros compostos de sabor, típicos da cerveja.

Assim podemos concluir a importância que a levedura tem em nosso processo produtivo, sendo ela a verdadeira cervejeira!

Portanto cuidar de sua saúde é algo de grande interesse.

Muitos controles podem ser realizados durante a fermentação. Dentre esses controles podemos listar a contagem de células e a verificação da viabilidade de células.

Esses dois testes em conjunto irão verificar se o fermento está saudável para realizar uma boa fermentação, além de possibilitar conhecer a quantidade de células, pois para a realização de uma boa fermentação precisamos de uma quantidade adequada de células saudáveis.

Porém, mesmo possuindo quantidades suficientes de levedura saudável, podem ocorrer problemas durante a fermentação, ocasionados pela presença de outros seres microscópicos, como as bactérias.

Assim como as leveduras, bactérias estão presentes na atmosfera, e podem eventualmente cair no mosto. Ao tocar o mosto, um alimento muito nutritivo para elas, as bactérias irão se multiplicar, competindo com as leveduras pelo alimento.

Muitos problemas podem surgir desta competição, podendo resultar em sabores indesejáveis para a cerveja.

Mas como saber se temos bactérias contaminando nossas cervejas?

Alguns testes simples, como testes de degustação, podem ser o suficiente para determinarmos a presença de bactérias ou outros microrganismos indesejáveis em nossas cervejas, porém, na maioria das vezes, a sua presença estará oculta, sendo perceptível somente após algum tempo.

Caso esta cerveja seja consumida rapidamente, isso não será problema, porém se ela for para uma prateleira e ficar algum tempo, os sabores serão perceptíveis.

Para evitar que isso aconteça, é possível a realização de testes que verificarão a presença destes microrganismos e a sua quantidade, podendo permitir que verifiquemos a necessidade de consumirmos rapidamente a cerveja ou se ela poderá ficar estocada por mais tempo.

A produção da cerveja demanda bastante dedicação do cervejeiro, além de gerar muita expectativa.

Por esses motivos é que tomar precauções e fazer controles microbiológicos faz-se necessário, evitando eventuais perdas e frustrações.

Fonte: Cerveja e Malte – 12/04/2017

Especiarias na Cerveja

especiarias cerveja

A procura por sabores e aromas inusitados na cerveja leva os cervejeiros a buscarem novos ingredientes que proporcionem uma experiência única na degustação da cerveja. Tais aromas e sabores podem vir das mais variadas especiarias, aumentando a complexidade da bebida.

Hoje encontramos cada vez mais cervejas que recebem especiarias e condimentos em sua receita. Essa nova tendência vem mudando o conceito dos apreciadores da bebida. As opções são várias: Anis estrelado, café, canela, coentro, erva-mate, pimenta, gengibre, etc.

O que são especiarias?

Especiarias são condimentos muito utilizados na gastronomia para temperar e conservar alimentos. A utilização delas, vem crescendo no mundo cervejeiro como forma de acrescentar mais aromas e sabores ou até mesmo realçar um sabor já existente na cerveja, como a Inglesa-stout com aromas de café e cacau ou a Belga-witbier com aroma cítrico de laranja e condimentado do coentro.

Mas como utilizá-las?

Existem vários métodos de adição de especiarias, que vai ser escolhido de acordo com a característica final que se deseja obter. Isso devido aos vários compostos químicos que podemos extrair das especiarias. Dentre elas, podemos destacar açúcares, óleos essenciais, sementes, xaropes, etc.

Podemos adicionar especiarias na cerveja durante a fervura do mosto, agregando aromas e sabores de forma mais suave. Também podem ser adicionadas na cerveja durante a maturação onde as características são extraídas devido a presença do álcool.

Dentre as possibilidades de temperos, diferentes fontes de açúcar também podem ser considerados para o uso. A sua adição na cerveja, pode ter tanto a finalidade de aumentar a quantidade de açúcares fermentáveis no mosto, quanto aumentar a complexidade do seu sabor. Um exemplo deste caso pode ser a adição do açúcar demerara. Este açúcar servirá como fonte de extrato mas, por ser um açúcar menos refinado, passa para a cerveja suas características de melado e mel. Dentre estas opções também podem ser citados o melado da cana, rapadura, caramelos, etc.

Outra boa forma de utilizar especiarias é extraindo os óleos essenciais das mesmas. Os óleos essenciais são compostos aromáticos, extraídos geralmente de plantas, frutas e especiarias. Puros, podem ser utilizados para diversos fins. Um bom exemplo para utilização de óleos essenciais é na cerveja Belga-witbier. Na produção, são adicionados a ela cascas de laranja e sementes de coentro. Poderíamos substituir a adição de cascas de laranja pelo óleo essencial da laranja, chamado limoneno, composto presente em sua casca, responsável pelo aroma cítrico. Podem ainda ser adicionadas em forma de suco, frutas in natura, frutas desidratadas, extratos, sementes e ervas.

Experimente novas combinações

A adição de especiarias é então uma forma de incrementar na cerveja, características novas, aumentando a complexidade através de aromas e sabores diferenciados que o malte, lúpulo e o fermento não proporcionam. O número de combinações a serem criadas é imenso, mas muita atenção na escolha das especiarias a serem utilizadas em cada cerveja e nas suas quantidades. Dosando-as corretamente, o cervejeiro irá alcançar o resultado desejado, possibilitando a obtenção de uma cerveja com características únicas.

Fonte: Cerveja e Malte – 06/06/2017

Técnicas de Lupulagem: um Guia Básico para diferenciar suas receitas

lupulo

Tudo bem, o título pode ter saído mais sensacionalista do que o desejado, mas é fato inegável o quanto o lúpulo tem relevância na criação de suas receitas, diferenciando-as para que se tornem alvo de deliciosas experiências de degustação.

Isso significa que, além da escolha do lúpulo que vai dar características peculiares à sua cerveja — como o seu amargor e aroma —, existem também técnicas de lupulagem que colocam essa etapa produtiva em um aspecto muito mais estratégico.

E, para que você seja destaque dessa transformação, evitando resultados sensoriais indesejados em suas cervejas, vamos nos aprofundar em toda a questão que envolve as técnicas de lupulagem — e como usá-las em seu favor. Acompanhe!

A ação do lúpulo na produção de cerveja

Diferentes técnicas de lupulagem trazem, lógica e consequentemente, resultados distintos. E isso tudo se inicia na compreensão do que o lúpulo pode fazer pelas suas experiências.

Formado por alfa ácidos e óleos essenciais, entre outros elementos, o lúpulo conta com a ação do primeiro para conferir o amargor à bebida, em um processo conhecido como isomerização (durante a fervura). Quanto mais tempo em contato com o mosto fervente, mais amargor pode-se obter do processo.

Com os óleos essenciais, tão presentes quanto os alfa ácidos no lúpulo, a atenção deve estar no momento de adicioná-lo ao mosto da fervura, pois eles evaporam com facilidade. Isso nos diz que, quando adicionado no mosto já frio ou mesmo na etapa final de fervura, obtém-se mais aroma na sua receita.

E é nesse ponto de equilíbrio entre os óleos essenciais e os alfa ácidos que surgem algumas técnicas de lupulagem capazes de gerar resultados diversos em sua bebida. A seguir, vamos ver alguns deles!

First Wort Hopping

Neste processo técnico, a ideia consiste em acrescentar o lúpulo durante a transferência da panela de filtragem — antes da fervura, portanto.

O bacana desse conceito até que recente, na cultura cervejeira, é que o resultado final confere um amargor mais uniforme à bebida. A questão está apenas no uso de um lúpulo com baixa concentração de alfa ácidos e na quantidade utilizada.

Mash Hopping

Uma das técnicas de lupulagem que mais tem caído em desuso é a Mash Hopping, que ocorre no momento da brassagem e permite um equilíbrio geral no aspecto da bebida.

O fato de ela estar sendo deixada de lado se deve à alta quantidade de lúpulo necessária, sendo que o sabor é pouco afetado no processo, já que os óleos vão se perder durante a fervura.

Para promover o amargor em sua cerveja

Já mencionamos, no começo do artigo, mas vale a atenção a essa técnica de lupulagem. Afinal, muito de uma cerveja, que tende a cativar os seus apreciadores, é o característico amargor.

Em média, o lúpulo é adicionado por cerca de 1 hora durante a fervura — podendo variar levemente além ou abaixo desse tempo. Caso exceda essa média parte do aroma irá se perder.
Dessa maneira, é comum trabalhar com a aromatização da bebida durante a sua finalização, e não durante a fervura.

Para promover aromas em sua cerveja

Quando faltar algo em torno de 30 a 15 minutos para finalizar o processo de fervura, a utilização de um lúpulo com menor concentração de alfa ácidos ajuda a criar uma bebida bastante equilibrada, mas com uma leve acentuação para a melhor percepção do olfato. Quando o lúpulo é adicionado por cerca de 15 minutos em contato com o mosto do mosto fervente, obtém-se uma bebida mais aromática, embora menos amarga.

Dry Hopping

Por fim, temos o dry hopping, que conserva os aromas dos óleos essenciais a partir da adição do lúpulo durante a maturação. Muitos cervejeiros que utilizam a técnica fazem uso de um hopbag para isso, pois facilita a remoção do lúpulo posteriormente.

Existem outras técnicas de lupulagem que podem ajudar você a se guiar cada vez com mais qualidade por entre as suas experimentações.

Fonte: Blog Cerveja e Malte – 01/06/2017

Primeiro concurso de receitas caseiras com a categoria Catharina Sour está com inscrições abertas

Promovida pela Vale do Lúpulo Brew Shop, loja de Blumenau (SC) especializada em itens para produção caseira da bebida, competição vai premiar o melhor na categoria incentivada pela Associação das Cervejarias Artesanais de Santa Catarina (Acasc)

Os cervejeiros caseiros são agentes fundamentais no mercado das cervejarias artesanais. A pesquisa e a dedicação deles fomentam o segmento no país e, com a sua profissionalização, centenas de microcervejarias surgem todos os anos no Brasil. É por isso que a Associação das Cervejarias Artesanais de Santa Catarina (Acasc) convoca os produtores caseiros para a disseminação do estilo Catharina Sour, criado para valorizar os ingredientes locais e fortalecer a relação dos brasileiros com a bebida.

Estão abertas as inscrições para o primeiro concurso de cervejas caseiras, que traz a oportunidade da apresentação do estilo no Brasil. O 1º Concurso de Cerveja Caseira Vale do Lúpulo premiará as três melhores inscritas nos estilos Catharina Sour e American Pale Ale.

As inscrições vão até o dia 4 de junho e o anúncio dos vencedores ocorre no dia 16 de setembro. Todas as informações estão no link http://bit.ly/Regulamento-ValedoLúpulo.

Carlo Lapolli, presidente da Acasc, acredita que a iniciativa é um novo marco para a consolidação do estilo brasileiro. "Um dos termômetros deste mercado é o interesse dos cervejeiros caseiros. E temos certeza que logo outras marcas no Brasil também produzirão Catharina Sours", diz. Hoje, algumas marcas catarinenses já comercializam o estilo.

Fonte: SEGS – 24/05/2017