Cervejeiros Caseiros

O número de adeptos da elaboração de cerveja em casa vem crescendo a cada dia no mercado brasileiro. Além de ser um lazer apaixonante e divertido, o cervejeiro caseiro cria sua cerveja com características diferentes das grandes marcas.

 

*O conteúdo é de responsabilidade exclusiva das fontes citadas.

**Caso haja necessidade podem haver adaptações no texto.

***Se você deseja compartilhar alguma matéria nas redes sociais

e os ícones não apareceram, clique no ícone da impressora.

Weird Barrel promove concurso para cervejeiros caseiros de todo o Brasil

Concurso irá escolher 'Aspirante a Capitão Cervejeiro"; três melhores receitas serão produzidas no bar para que os clientes escolham a melhor

imagem release 919931 1

Daniel Navarro / Divulgação

imagem release 920448 1

U.S. Air Force photo/Senior Airman Aaron J. Jenne 

O brewpub Weird Barrel abre no dia 1º de maio as inscrições para o 1o Concurso "Aspirantes a Capitão Cervejeiro". A competição definirá a melhor cerveja pirata caseira na opinião os clientes do bar-cervejaria. Nesta primeira edição, os cervejeiros de panela terão que produzir uma receita do estilo alemão weizenbock, uma cerveja de trigo forte, com características de maltes caramelizados no aroma e no sabor.

Poderão participar cervejeiros caseiros de todo o Brasil. Para se inscrever, o candidato deve acessar o link: https://www.sympla.com.br/aspirantes-a-capitao-cervejeiro__132676. As inscrições vão até dia 31 de maio ou até o limite máximo de 100 inscrições. Os candidatos terão que enviar para julgamento oito garrafas de 600 ml ou 16 garrafas de 300 ml, sem qualquer identificação de rótulo ou tampas.

A disputa será realizada em duas etapas. Na primeira fase, um corpo técnico de jurados irá avaliar as amostras produzidas pelos próprios cervejeiros caseiros em suas panelas. Nesta fase, o  juri irá escolher, em uma degustação às cegas, as três melhores receitas de acordo com as definições estabelecidas pelo Beer Judge Certification Program (BJCP) para o estilo.

Na segunda etapa, no mês de junho, as três melhores receitas serão produzidas na cervejaria e servidas nas torneiras do brewpub para que os próprios clientes do bar possam escolher a receita vencedora entre as selecionadas pelo júri. As cervejas serão produzidas seguindo as especificações das receitas enviadas pelos cervejeiros caseiros no ato da inscrição.

Premiação – Cada um dos três finalistas receberá um convite com direito a acompanhante para participar da festa de premiação do Concurso, além de diploma de mestre Cervejeiro Pirata e um growler cheio da sua cerveja produzida na Weird Barrel.

O vencedor receberá também uma certificação de vencedor do concurso e um crédito de R$ 500,00 para consumo na Weird Barrel, em Ribeirão Preto. O segundo colocado receberá um crédito de R$ 200,00 e o terceiro, crédito o valor de R$ 100,00.

Serviço
1o Concurso Aspirante a Capitão Cervejeiro
Inscrições e regulamento: https://www.sympla.com.br/aspirantes-a-capitao-cervejeiro__132676

Prazos

1º a 31 de maio: Inscrições
1º a 8 de junho: Recebimento das amostras
8 a 10 de junho: Avaliação das amostras
12 de junho: Divulgação das 3 cervejas selecionadas
A partir de 13/06: Produção das 3 receitas no brewpub
Junho e Julho/2017: Consumo das 3 selecionadas na Weird Barrel e votação
8 de agosto: Divulgação da receita vencedora     

Fonte: OPA Assessoria em Comunicação - 20/04/2017

Muito além de cerveja: amigos criam rótulo de sucesso e planejam expansão como marca lifestyle

praya

Praya tem em seu conceito a tentativa de reproduzir o estilo e a leveza de seus criadores

Em 2016, um novo rótulo de cerveja artesanal surgiu no Rio de Janeiro, conquistando imediatamente o público mais cool da cena carioca: a Praya. Mas engana-se quem pensa que a marca está limitada ao rótulo da bebida. O objetivo da Praya envolve a experiência passada ao público para transmitir seus valores e a percepção. Para isso, os sócios planejam ações estratégicas que vão muito além das garrafas.

A marca surgiu com a cerveja de forma despretensiosa, quando o surfista, base jumper e skydiver Marcos Sifu buscava uma versão da bebida que remetesse às boas lembranças do mar e de estar entre bons amigos. O empresário se jogou de cabeça na fabricação da cerveja. Autodidata, Sifu descobriu o universo da cervejaria artesanal na Califórnia, por um simples acaso. "Estava em uma festa e soube que a cerveja servida era fabricada em casa. Eu não fazia ideia de que isso era possível. Voltei para o Brasil decidido a me aventurar" conta. Em uma semana, Marcos transformou sua cozinha em seu laboratório de experimentos. Tudo montado a próprio punho. Durante o processo, amigos foram dando sugestões e o surfista foi aprimorando a fórmula.

Foi então que chegou o momento de fazer do hobby, um projeto de vida. Em parceria com Tunico Almeida, Duda Gaspar e Paulo de Castro - o badalado DJ ZehPretim - o negócio tomou forma e a Praya teve seu primeiro lote vendido em janeiro de 2016 . O sucesso foi instantâneo: em apenas um ano, a produção caseira que gerava em torno dos 20 litros cresceu para 15 mil litros e atualmente é distribuída em mais de 600 pontos do Rio de Janeiro, com apenas 1 rótulo. Hoje, os sócios esperam aumentar a produção ainda mais: a previsão de fabricação é de 50 mil litros até o fim de 2017.

Mas durante o período de lançamento, os sócios perceberam que o conceito Praya é muito mais abrangente que somente um produto. "É um estilo de vida. Representa o mar, a alegria e leveza da nossa orla. Praya é esporte, música, arte e moda. Queremos que a marca seja sinônimo de experiência, do nosso lifestyle", diz o DJ ZehPretim. Para isso, a equipe já participa de eventos de esporte - de surf, skate, base jump e kitesurf -, realiza parcerias e coleções com marcas de moda carioca, além de incentivar artistas locais promovendo exposições com encontros musicais de jazz.

Outra novidade é o início do e-commerce da marca. O projeto, previsto para ser inaugurado em maio, pretende vender produtos da grife como guarda sois, cangas, roupas, acessórios e objetos de decoração. "Pode parecer estranho, mas só não vamos vender cerveja! (Risos). Será a venda produtos que fazem parte da família Praya. Vamos lançar toda uma linha que remeta ao conceito da marca. As garrafas da Praya estarão presentes apenas nos kits, afinal, a cerveja já está disponível nos nossos canais de venda", explica o sócio Duda Gaspar.

Enquanto a loja on-line não é inaugurada, o público pode encontrar a bebida em novos endereços. Com rótulo que acaba de chegar em São Paulo, os sócios pretendem aportar, ainda este ano, em Minas Gerais, Espírito Santo, Brasília e Porto Alegre. "É a Praya invadindo o Brasil. Nada mais natural em um país que possui mais de 7 mil quilômetros de litoral", brinca Tunico Almeida.

praya1

Divulgação: Hochmüller Multimidia

Fonte: Guia GPHR - 23/04/2017

Cervejeiro desenvolve receita no quintal de casa e vence concurso

Flávio Domingues é de Poços de Caldas e ganhou evento em Blumenau.

Fórmula premiada foi cedida à cervejaria e produzida em alta escala.

<< Cervejeiro de Poços de Caldas (MG) desenvolve receita no quintal de casa e vence concurso (Foto: Arquivo Pessoal/ Flávio Domingues)

Um engenheiro de alimentos de Poços de Caldas (MG) desenvolveu no quintal da casa dele e da esposa, no bairro Jardim Country Club, uma fórmula de cerveja caseira que foi premiada em um concurso realizado em Blumenau (SC), eleita a capital da cerveja no Brasil. A paixão Flávio Domingues, de 31 anos, pela cerveja caseira já vem de alguns anos e surgiu depois ele se formou na faculdade.

A fórmula vencedora do concurso foi do estilo Baltic Porter, uma cerveja escura feita com malte torrado ou cevada torrada, lúpulo, água e fermento. Mas, até chegar a ocupar o lugar mais alto do pódio, o engenheiro de alimentos precisou de muito estudo, teste e paciência para conseguir obter a fórmula da bebida ideal. Segundo o engenheiro de alimentos, além disso, o espaço adaptado comporta todos os utensílios para a elaboração da bebida.

“Eu precisei adaptar o local, buscando otimizar o espaço e dando mais funcionalidade, mesmo de forma artesanal. Além disso, a preparação da cerveja exigiu bastante estudo, pois o estilo Baltic Porter é bem complexo em suas características. Assim foram algumas semanas de estudos, livros, teorias até estruturar a formulação final. Eu também segui o guia Beer Judge Certification Program (BJCP), que reconhece as habilidades na degustação e avaliação da cerveja”, explicou o cervejeiro.

O interesse pela bebida feita na panela, segundo ele, era encarado apenas como hobby, mas desde que teve uma das suas receitas premiadas em um concurso, os planos começaram a mudar.

"Eu comecei a me aprofundar no universo das cervejas artesanais surgiu em 2011. Desde então, fui buscando qualificações e capacitações de forma a ir otimizando minhas produções caseiras. Aliado a experiências particulares, como um hobby, desde o ano passado passei também a lecionar profissionalmente em um curso de fabricação de cerveja artesanal oferecido na cidade".

Flávio Domingues é de Poços de Caldas (MG) e ganhou evento em Blumenau (Foto: Lúcia Ribeiro/G1)

Sigilo total
Por ser muito criterioso, Flávio encarou o concurso como um grande desafio, por isso ele preferiu que tudo acontecesse em sigilo. “Decidi participar pois acreditava que seria um grande desafio e teria a chance de receber um feedback detalhado com a avaliação dos especialistas sobre a minha cerveja. A minha fórmula foi avaliada por mim e por alguns amigos cervejeiros. Como aprovaram, decidi enviar as amostras para Blumenau. Tudo correu em sigilo e não anunciei a ninguém. Nem esses amigos sabiam. Na verdade, só a minha esposa sabia”, contou o cervejeiro.

Depois de enviar as amostras veio a ansiedade. Até o resultado final, foram alguns meses de expectativa. Dias que agitaram alguns momentos em família. É o que explica a esposa do cervejeiro, Marília Braz Dias Domingues, única a ficar sabendo que a receita do marido estava concorrendo no evento.

Ao lado da esposa, cervejeiro de Poços de Caldas (MG) comemora cerveja premiada em concurso (Foto: Lúcia Ribeiro/G1)

“No dia da própria inscrição, ele ficou o tempo todo atualizando o site para conseguir cadastrar, porque as inscrições acabam em poucos minutos. Ele ficou com uma expectativa boa, do bem. No dia que ele ficou sabendo que estava entre os seis finalistas, ele ficou muito feliz”, disse Marília.

Ainda segundo Marília, o casal já está junto há quase 13 anos, e por isso ela se lembra muito bem de quando o hobby começou. Data que ela tem na ponta da língua. “A primeira brassagem foi no dia 1º de janeiro de 2012. Desde então, já são mais de 80 brassagens, e até hoje todas deram certo. Ele é muito determinado e dedicado, por isso sempre apoiei. É um hobby dele, mas que eu também aprendi a amar e sei que tem tudo para pular do amador para o profissional”, contou orgulhosa.

Reconhecimento
Entre luzes de flashes, abraços dos amigos e familiares, e ao som de copos brindando, é assim que o engenheiro de alimentos vai se lembrar da última quinta-feira (16). A descrição, na verdade, refere-se ao lançamento, em Poços de Caldas, da cerveja caseira e artesanal de Flávio.

"É um reconhecimento e tanto, viu. Quem diria que a minha cerveja sairia das panelas, lá do quintal de casa, e atingiria um enorme público. Ao ver a versão final, engarrafada, posso dizer que é um troféu que será lembrado para sempre", disse Flávio.

Representante da cervejaria, responsável pelo concurso, esteve em Poços de Caldas (MG) (Foto: Lúcia Ribeiro/G1)

O evento realizado em uma loja especializada de cervejas na cidade, contou com a presença de amigos e familiares. Quem também acompanhou o lançamento no Sul de Minas foi o sommelier de cervejas Yuri Holbrich, de Blumenau. O representante da cervejaria, responsável pela organização do concurso, disse que o evento marca uma das etapas da premiação.

“O Flávio foi até Blumenau e acompanhou a primeira brasagem da receita da cerveja dele lá na fábrica. Esse lote foi envasado - é o que estamos degustando agora - e esse mesmo lote vai ser envasado e será disponibilizado para todos os nossos distribuidores e clientes do Brasil afora. Por isso é com muita alegria que acompanho o lançamento aqui, na cidade de origem dessa Baltic Porter”, disse Yuri Holdbrich, sommelier de cervejas, que trabalha na cervejaria que organizou o concurso.

Bebida premiada do estilo Baltic Porter e foi desenvolvida em Poços de Caldas (MG) (Foto: Lúcia Ribeiro/G1)

Ainda segundo o sommelier, o concurso tem como premissa despertar o que de melhor existe no mundo dos cervejeiros caseiros. “Um dos principais objetivos do concurso é, justamente, fomentar essa cultura da cerveja caseira, da cerveja de panela. Fomentar a criatividade do cervejeiro caseiro e a capacidade técnica dele. A gente vem fazendo e descobrindo o melhor de todos os participantes que ganharam os concursos. Então, a gente fica bem contente que a gente sempre conseguiu premiar cervejeiros dedicados”, contou Yuri.

A expectativa agora é que o lote da receita de Flávio, envasada em Blumenau, seja revendido em todos os estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além do Distrito Federal e alguns estados do Norte e Nordeste do país, como Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Pará, Rondônia e Roraima.

"As expectativas são as melhores possíveis. Com todo o reconhecimento a ser proporcionado em âmbito nacional, creio que essa conquista possa abrir novos horizontes, expandir meus conhecimentos e transformar o que é hobby em uma profissionalização no segmento de cervejas artesanais", concluiu Flávio Domingues.

Fonte: G1 Sul de Minas – 21/03/2017

Concursos são incentivo para fabricantes caseiros de cerveja no DF

luishenrique jorgerafael

Os irmãos Luís Henrique e Jorge Rafael e o servidor público Renzo Viggiano venceram recentes disputas com suas criações de quintal

A onda está boa para os cervejeiros caseiros – também conhecidos como homebrewers ou paneleiros. Além de projetos motivadores como o Pontapé, da Corina, os concursos têm sido um grande incentivo para eles. Duas dessas competições anunciaram seus resultados nos últimos dias.

No sábado (11/3), a Valkyrja ganhou o concurso promovido no X Bier Hub Festival, realizado naquele mesmo dia no Mané Garrincha. Escolhida por júri e público entre cinco concorrentes, a receita, uma Witbier, é dos irmãos Luís Henrique e Jorge Rafael Alves de Souza (foto no alto).

A Valkyrja terá 2 a 5 mil litros produzidos no primeiro lote e será entregue para todo o país, no mês de junho, para assinantes da Wbeer. Também fará parte do portfólio da Bier Hub. Uma boa chance de ganhar espaço no mercado.

Desafio da Panela
Na segunda-feira (13/3), a Cervejaria Lund, de Ribeirão Preto, anunciou o vencedor de seu concurso Desafio da Panela, aberto exclusivamente a cervejeiros caseiros. A disputa teve uma edição voltada aos paneleiros brasilienses, somente com amostras de Russian Imperial Stout.

O primeiro lugar ficou com Renzo Viggiano, um servidor público que aprecia cervejas especiais há mais de 30 anos. Somente nos últimos dois anos, Viggiano começou a fabricar cervejas com amigos e, pelo visto, acertou na mão.

"Considero-me um apreciador da boa gastronomia e um estudioso dedicado à cerveja artesanal. Leio títulos importados e participo de cursos locais para a fabricação de cervejas de panela" Renzo Viggiano, servidor público e cervejeiro

A criação de Renzo Viggiano e suas concorrentes foram analisadas na sede da cervejaria, em Ribeirão Preto, por um grupo de 10 jurados. Também vai ser lá a brassagem da receita campeã, com a presença do autor e do cervejeiro da Lund, Evandro Zanini.

Serão produzidos mil litros, engarrafados e disponibilizados exclusivamente em pontos de vendas de Brasília e no Bar da Lund, em Ribeirão Preto, no início de maio.

Fonte: Metrópoles – 15/03/2017

Festival goiano premia melhor cerveja caseira

Primeira Copa Piri Bier vai escolher receita da cerveja oficial da próxima edição do Festival, que ocorre no segundo semestre do ano

Inscrições do concurso poderão ser feitas até o próximo dia 31
Foto: Reprodução

Já em sua quinta edição, o Piri Bier — Festival de Cervejas Artesanais foi idealizado como uma maneira de fomentar a cadeia produtiva da cerveja artesanal brasileira, dando destaque ao trabalho de microcervejarias espalhadas pelo país. Em 2017, o Festival inicia uma nova missão, lançando a primeira edição da Copa Piri Bier de Cerveja Caseira.

O concurso vai dar aos cervejeiros amadores a oportunidade de testarem a qualidade e o padrão de sua produção da bebida. Aberta à participação de cervejeiros caseiros de todo o Brasil, o júri da competição — formado por mestres cervejeiros, sommeliers e degustadores profissionais da bebida — vai selecionar a melhor cerveja caseira para ser produzida em larga escala pela Cervejaria Goyaz, resultando, a princípio, em dois mil litros da bebida.

Os demais concorrentes também terão oportunidade de aprimorar suas bebidas, uma vez que os jurados farão uma avaliação aprimorada e com embasamento técnico e receberão orientação sobre a qualidade do produto apresentado, e dicas para melhor harmonizá-lo.

O lançamento oficial da cerveja campeã será feito durante a sexta edição do Piri Bier, que acontece no segundo semestre de 2017 em Goiânia. O vencedor será presenteado com 120 garrafas da cerveja idealizada por ele e receberá a menção de seu trabalho e seu nome impressos no rótulo da bebida.

Um cervejeiro caseiro que queira hoje produzir os 2 mil litros da sua receita em uma cervejaria profissional teria que investir a partir de R$ 40 mil reais, para custear os gastos envolvidos com insumo, utilização do maquinário e mão de obra, calcula a proprietária da Cervejaria Goyaz, Patrícia Mercês. Quando incluídos outros custos como planejamento de marketing, desenvolvimento de rótulo, distribuição e logística, esse valor pode atingir até R$ 250 mil, para se colocar um produto inédito no mercado.

“O Piri Bier quer promover essa experiência da profissionalização da produção caseira a um cervejeiro amador que tem potencial criativo para investir neste segmento. Conhecemos história de cervejeiros caseiros que, ao serem bem classificados em concursos Brasil afora resolveram entrar de vez no mercado. Esse é o pontapé inicial que pode despertar novos talentos, que hoje estão bebendo seus excelentes produtos apenas nas rodas de amigos”, explicou o idealizador do Piri Bier, Ricardo Trick.

Regras

Podem participar da I Copa Piri Bier cervejeiros caseiros que tenham mais de 18 anos. O concurso vai analisar amostras que atendam os estilos “Extra Special Bitter” e “Saison”. Os concorrentes podem inscrever até duas cervejas, sendo uma de cada estilo.

A organização do concurso liberou a adição de frutas, condimentos e especiarias aos competidores para permitir, com isso, uma maior liberdade ao processo criativo da bebida, sendo necessário que os competidores atendam às regras preconizadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para produção e comercialização de bebidas alcoólicas.

As inscrições estão abertas desde a última terça-feira (7/3) e podem ser feitas até o dia 31 de março. Será cobrada uma taxa de R$ 75 por bebida inscrita. O processo de inscrição e o pagamento serão efetuados pelo site do concurso.

O participante terá até o dia 12 de abril para enviar as amostras — três de cada cerveja inscrita — à sede da Cervejaria Goyaz, em Goiânia, para que sejam devidamente julgadas nos dias 18, 19 e 20 de abril. O resultado final será divulgado no dia 21 de abril, durante a realização do Piri Bier em Pirenópolis.

Fonte: Jornal Opção por Amanda Damasceno – 10/03/2017 

Cresce no DF número de lojas de insumos para quem quer fazer cerveja

Era uma vez um alemão. Um alemão que decidiu morar no Brasil porque se apaixonou pela brasileira mais alemã de Brasília. Ele veio, casou e ficou. Ele se adaptou ao nosso cerrado, adorou os restaurantes que serviam frango assado e estava feliz da vida com a esposa candanga.

Só havia um problema: a cerveja. Aprender português foi peixe pequeno perto da tortura de encarar uma Skol. O desespero foi tanto que Andreas Nagl decidiu fazer a própria cerveja. E já que precisaria importar os ingredientes, ele e a esposa (foto abaixo), Heide Seidler, inauguraram uma loja de insumos.

A Candango Bräu foi a primeira “brew shop” de Brasília e abriu caminho para outras três empresas que hoje suprem a demanda dos cervejeiros caseiros. Entre as novidades, está a franquia mineira Casa O.L.E.C, inaugurada no comecinho deste ano com uma proposta diferente.

Giovanna Bembom/Metrópoles

Candango Bräu
Quando a Candango Bräu abriu as portas em 2010, a demanda por maltes, lúpulos e leveduras era tão pequena que o funcionamento da loja limitava-se a dois dias por semana. Naquela época, a variedade de malte não passava de uma dezena e mesmo assim, os cervejeiros estavam no céu.

Para quem não tinha nada, o pouco já era muito. Como dava para contar nos dedos o número de clientes, a relação da Candango Bräu com os produtores sempre foi de amizade. Quando alguém precisava de alguma coisa e a loja estava fechada, era só ligar para o celular do Andreas que ele ia correndo. Nós, do Ohmybeer, cansamos de fazer isso e sair felizes da vida para a brassagem do fim de semana.

Aulas práticas
Além de vender os insumos, Andreas começou a ensinar a arte de produzir cerveja. “O curso nunca foi de assistir e sim de fazer. O aluno escolhe um estilo e faz a sua cerveja, cada um com a sua panela. No fim, as garrafas são compartilhadas”, explica.

Fato é que esses cursos ajudaram a formar uma legião de cervejeiros caseiros. Cerca de 1.200 pessoas já passaram pelas panelas da Candango Bräu. Cervejarias como a Corina, por exemplo, deram seus primeiros passos com a ajuda do alemão.

"Fazer cerveja não é difícil, só é trabalhoso. Quem faz o curso e não vira cervejeiro acaba valorizando e entendendo a cerveja artesanal " Heide Seidler

Variedade no estoque
Essa turma de novos produtores fez a demanda por insumos crescer e o mercado precisou se adaptar. Hoje, a Candango Bräu trabalha com aproximadamente 30 tipos de malte, 55 variedades de lúpulo e 30 cepas de fermento.

O bacana é que alguns ingredientes podem ser fracionados de acordo com a receita da cerveja, a pedido do cervejeiro. Além dos elementos básicos, todos os equipamentos para a produção em casa estão à venda na loja.

Panelas, termômetro, abraçadeiras, medidores, arrolhadores, tampinhas e moedores fazem parte da longa lista. Sem dúvida nenhuma, MacGyver seria capaz de produzir uma bomba nuclear com essa quantidade de peças.

Giovanna Bembom/Metrópoles
Ciro Lemos e Kirk Douglas, da Casa O.L.E.C.

Giovanna Bembom/Metrópoles
Balcão simpático na entrada e freezer cheio de cervejas artesanais

Giovbanna Bembom/Metrópoles
Peças dispostas em prateleiras de um jeito fácil e organizado

Casa O.L.E.C
Oficina Laboratório de Experimentação Cervejeira. Esse é o significado da sigla que chegou a Brasília com proposta diferente e que tem dado uma mexida no mercado. A Casa O.L.E.C é, na verdade, uma empresa de Belo Horizonte criada em 2013 e com franquias em Juiz de Fora, Petrópolis e, agora, na capital federal.

Aqui, a brew shop é comandada por Ciro Lemos, Cláudia Lemos e Kirk Douglas. Desde a fachada até a disposição dos produtos, tudo faz o cervejeiro querer entrar na loja e se deliciar. As peças estão dispostas em prateleiras de um jeito fácil e organizado.  Equipamentos como panelas, balanças, dosadores, moedores e fermentadores também ficam expostos e até ajudam a enfeitar o lugar.

Nos fundos, o tesouro é guardado com carinho. As estantes acomodam 31 tipos de malte em embalagens que vão de 250 g a 25 kg. Já os freezers guardam 90 variedades de lúpulo e 26 de leveduras. Ou seja: tem material mais que suficiente para o mais criativo dos cervejeiros.

Ponto de encontro
Ora, se a casa vende insumos para a produção de cerveja e recebe clientes apaixonados pela bebida, por que não fazer do espaço um ponto de encontro? O balcão simpático perto da entrada e o freezer cheio de cervejas artesanais ganharam uma placa com as três letras que tanto amamos: bar!

O pessoal vem no fim do dia e já toma uma cervejinha. Tem muita gente dessa região do Setor de Indústrias Gráficas que entra curioso sem saber do que se trata. Ainda existem pessoas que não sabem da possibilidade e facilidade de se fazer cerveja em casa" Kirk Douglas

A casa também oferece cursos para a produção caseira e ainda organiza encontros de produtores. Uma vez por mês, os paneleiros se reúnem na O.L.E.C para trocar informações, compartilhar receitas, mostrar suas criações e dar muita risada.

Ah, é bom deixar claro: Qualquer pessoa pode fazer cerveja em qualquer lugar. No quintal, varanda, cozinha de casa, apartamento, basta ter os equipamentos adaptados ao tamanho da produção.

Vai encarar?

Confira o roteiro de lojas de insumos cervejeiros no DF.

Candango Bräu
CA 2, Lote 14, Lago Norte. Segunda a quarta, das 12h30 às 18h; quinta e sexta, das 12h30 às 20h; sábado, das 9h às 14h.

Casa O.L.E.C.
SIG, Quadra 2, Bloco B, Lote 25, Loja 23, 3542-8652. Segunda a sexta, das 10h30 às 19h; sábado das 9h às 15h.

Point do Cervejeiro
CLSW 104, Bloco B, Loja 64, subsolo, Sudoeste. Segunda a sexta, das 12h30 às 19h; sábado das 8h às 17h. Tem delivery.

Fábrika de Cervejas
Rua das Paineiras, Lote 6, Loja 27, Shopping One, Águas Claras. Segunda, das 14h às 18h; terça a sexta, das 14h às 22h; sábado das 9h às 18h.

 

Fonte: Metrópoles – 23/02/2017

Melhor cerveja caseira de São Paulo é selecionada para o Clube WBeer Bier Hub

Os campeões do festival – Crédito Caue Diniz

No último sábado (4), mais de mil pessoas estiveram no Rooftop 5, no prédio onde fica o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, para eleger a melhor cerveja caseira da cidade – a qual fará parte da seleção do clube de assinaturas da Wbeer.com.br, o Clube Wbeer na modalidade Bier Hub. Depois de um dia de degustações, o público e um júri especializado escolheram a cervejaria caseira Tribal como a grande vencedora – a única, entre as cinco finalistas presentes no evento, comandada por uma mulher.

A receita campeã foi anunciada durante o IX Bier Hub Festival, evento promovido pelo e-commerce de cervejas Wbeer.com.br e pelo Bier Hub, primeiro Hub de cervejas artesanais do país. Com a conquista, a cerveja vencedora, chamada Xamã, será produzida em larga escala e entregue em todo o Brasil no mês de maio.

Cerveja Xamã a campeã do festival.

“Ter este rótulo escolhido como a melhor cerveja caseira de São Paulo e ainda ser distribuída pelo Clube Wbeer é uma grande conquista para a Tribal, um mix de alegria e muita honra pelo reconhecimento da nossa dedicação”, conta a cervejeira caseira da Tribal, Rebeca Barreto.

Para a Wbeer.com.br, a seleção representa mais um passo importante do e-commerce em direção à valorização das cervejas artesanais no Brasil. “Estamos muito felizes com o resultado da votação. A Xamã é uma cerveja de qualidade e foi uma excelente escolha para o nosso clube. Estamos orgulhosos em fazer parte de um movimento que valoriza as cervejas artesanais no país”, conta Luis Martini, diretor de marketing da Wbeer.com.br.

“Uma grande celebração que uniu cervejas incríveis a um público diversificado e apaixonado pela bebida, parceiros bacanas com ativações cativantes e atrações que deram o que falar, tudo envolto em clima de festa em um dos locais mais badalados de São Paulo. Assim foi o IX Bier Hub Festival, uma bela homenagem aos amantes da verdadeira cerveja artesanal”, conta Diego Valverde, fundador do Bier Hub.

 

O IX Bier Hub Festival contou com diversas experiências, como: food trucks (Burger Lab, LOX Deli, Torta da Vila, Comida de Boteco, e Minidonuts Factor); Hostel Tattoo; Dj Daniel Cohen; barbearia Paulistana; show das bandas Black Albino e Flix e a Banda, além das degustações e da presença de cervejarias consagradas no mercado – Urbana, MeaCulpa, Satelite, El Roboto Bier, Avós e Tarantino.

 

Nossas considerações: O evento foi muito bem pensado, o lugar a organização e o dia estavam perfeitos para provar novidades cervejeiras ou repetir uns copos das cervejarias já conhecidas nossas. Na entrada foram entregues cédulas de votação, tentei provar as cervejas em uma sequencia em que uma não alterasse muito o sabor da próxima, minha primeira foi a vencedora Xamã e agradou bastante. Meu coração bateu muito forte também pela black seaweed gose, cervejaria Law Less Brew Lab, uma gose com algas marinhas, umame entre outras especiarias. Enfim todas cervejas finalistas tinham seu potencial. O evento está de parabéns por dar oportunidade aos cervejeiros caseiros mostrarem o que andam aprontando e que venham garrafas e garrafas de Xamã em breve no clube Wbeer.

Para mais informações sobre a Wbeer.com.br, visite os endereços:

www.Wbeer.com.br

https://www.Wbeer.com.br/info/clube/

Fonte: Boteco e Cerveja – 10/02/2017 

Contra a crise, irmãos apostam em produção de cerveja artesanal

Quando tempos difíceis se aproximam do bolso do brasileiro, a regra básica para manutenção de uma vida financeira saudável é clara: cortar ao máximo os gastos, principalmente, aqueles que são considerados supérfluos. Uma viagem. Uma festa. Um jantar. A cervejinha do fim de semana...

Um destes mercados especificamente, no entanto, vem remando na contramão da crise econômica no país e, a cada ano, registra um crescimento maior, impulsionando a geração de empregos, a criação de novos negócios e, sobretudo, a perpetuação de uma nova cultura: o consumo de cerveja artesanal.

Créditos: Reprodução/Instagram - Bruno e Lucas Lanzoni abriram mão de suas carreiras de origem para se dedicar à produção caseira de cerveja artesanal

Segundo dados do Instituto da Cerveja Brasil (ICB), o mercado de cerveja artesanal cresceu de 12% a 15% no Brasil somente em 2016 e, com a expectativa de que a economia se reestabeleça nos próximos tempos, projeta-se que o segmento – hoje representando 1% do total da indústria de bebidas – dobre de tamanho até 2020.

Se os números ainda são acanhados, eles significam muito para quem se lançou neste mundo, pois além de assistirem outros setores de bebidas enfrentarem um momento duro nas vendas, os profissionais que vêm trabalhando com o potencial da cerveja artesanal estão acompanhando de perto o surgimento de uma série de novas possibilidades no ramo, inclusive, pela impulsão do mais surpreendente dado do setor: as pessoas estão priorizando a produção e o consumo de cerveja em suas próprias casas.

Fermentando a questão

Se está difícil arcar com o custo das cervejas artesanais por aí e as cervejas tradicionais já não despertam o mesmo interesse de um consumidor exigente, por que não produzir em casa, equilibrando os gastos e o consumo?

“O movimento de informações que proporcionou maior conhecimento sobre a produção de cerveja caseira precede a crise no Brasil, inclusive, ele se estabeleceu durante um período de ascensão econômica do país. Naquele momento, o brasileiro criou um gosto porque teve contato com uma qualidade que desconhecia, com uma variedade imensa e com uma alternativa perante aquilo que já era habituado a consumir. Desta forma, o fator de comparação resistiu ao momento econômico, pois a cultura não é estática, ela sempre se molda a uma nova realidade, neste caso, uma realidade com menos dinheiro. O gosto permanece”, afirma Rodrigo Pedroso, mestre em Sociologia pela Pontificia Universidad Católica de Chile.

E parece ser este mesmo um dos trunfos do mercado de cerveja caseira: os consumidores não se incomodam em gastar mais pela qualidade do produto, mesmo que isso represente ingerir uma quantidade menor da bebida, apontada por especialistas como um hábito saudável, caso dosado.

Créditos: cerveja_3 - Além dos insumos e produtos para a fabricação, irmãos oferecem aos clientes novas tecnologias, processos e ingredientes.

“Os benefícios do consumo moderado de cerveja são conhecidos há tempos, mas só nos últimos anos chegou ao conhecimento do consumidor brasileiro, que passou adaptar sua relação com a bebida, tanto em gasto como em ingestão. Isto porque hoje já se sabe que é possível encontrar uma resposta equilibrada para essa equação consumo x gasto x saúde.

E, entre os amantes de cerveja caseira, ‘beba menos e beba melhor’ é uma espécie de lema, uma premissa para que a vontade seja saciada com qualidade e, mesmo assim, os limites do corpo sejam respeitados”, diz Bruno Lanzoni, 32 anos, professor de Educação Física que deixou a carreira nas escolas de lado para dedicar-se ao E-Brew Shop, loja especializada em insumos e equipamentos para os produtores de cerveja caseira de todo o Brasil.

Crescimento colaborativo

A Casa do Cervejeiro Caseiro. Mais do que uma identidade de seu negócio, o agora ex-professor garante que o slogan é a verdadeira essência do nascimento do estabelecimento, idealizado por ele e seu irmão Lucas Lanzoni, 31, quando ainda eram apenas mais dois aventureiros neste universo de maltes, lúpulos e leveduras.

Oferecer insumos e equipamentos de qualidade é uma obrigação, mas nosso grande negócio é fazer com que o cervejeiro realmente se sinta em casa e, com isso, possamos movimentar ainda mais a troca de experiências entre a comunidade cervejeira”, explica Bruno, citando os cursos, brassagens coletivas, concursos, confraternizações e rankings que promovem periodicamente.

Neste momento do mercado, aliás, não enxergam concorrências diretas para a loja, localizada na Zona Sul de São Paulo, pois, como explicam, as pessoas ainda estão descobrindo e explorando as infinitas possibilidades de atuação neste segmento

Créditos: Reprodução/Instagram - Irmãos prezam pelo compartilhamento do processo de fabricação da cerveja artesanal, com cursos, brassagens coletivas, concursos e confraternizações

“Somos uma loja de insumos e equipamentos para produção de cerveja. Porém, com esse conceito de crescimento colaborativo, passam por aqui pessoas de todas as outras frentes do mercado. Na troca de experiências, estabelecemos uma relação que vai além de compra e venda. Se abrimos um negócio percebendo que faltava um tratamento menos impessoal ao cervejeiro, o mínimo que podemos oferecer são papos que tratam de novas tecnologias, processos e ingredientes. E o cliente que não tem dúvidas sobre o processo se torna hábil para contribuir com novas descobertas também”, afirma Lucas, que é engenheiro ambiental e, inclusive, encontra espaço para desenvolver conceitos sustentáveis no novo trabalho - “Reutilizamos água em alguns processos das brassagens e encaminhamos nossos resíduos de maltes para compostagem”.

O conceito de “comunidade cervejeira” mencionado talvez seja o responsável direto pelo sem fim de rótulos, blogs, redes sociais, feiras, confrarias, bares e aplicativos relacionados ao tema que surgiram nos últimos anos. O ambiente de troca de conhecimento potencializou o consumo de cerveja, uma prática já consagrada pelos brasileiros, desta vez, porém, com participação efetiva no processo de produção e garantia – pessoal e intransferível – de padrão de qualidade.

“Não existe apenas uma relação de serviço. Existe um simbolismo em comprar os produtos e, ao mesmo tempo, dialogar, trocar conhecimento, aprender novas técnicas. O cervejeiro caseiro neste caso está participando de uma troca, criando um laço mais profundo, que transcende a questão econômica por estabelecer um elo mais produtivo, uma relação mais prazerosa”, lembra o sociólogo Rodrigo Pedroso.

Quem são os cervejeiros (as)?

Segundos os irmãos Lanzoni, o público que encontram no E-Brew Shop - e em todos os outros estabelecimentos que seguem a linha “comunidade cervejeira” – é absolutamente variado. Jovens, sedentos por informação. Adultos, preocupados com a qualidade. Leigos, querendo aprender. E, de algum tempo para cá, felizmente, cada vez mais mulheres.

A publicitária Sabrina Rodriguez, 28, é um exemplo claro deste aumento do interesse feminino. Estimulada pelo namorado a ter contato com as brassagens, ela conta que sempre gostou de cerveja e já há algum tempo nutria curiosidade pelo processo de produção. Porém, só há seis meses começou a produzir a sua Menipa’s.

Créditos: Reprodução/Instagram Menipa's surgiu com a ideia de resgatar a figura da mulher como mestre cervejeira

“Desde então, aumentei minha produção de 20 litros para 100 litros de cerveja caseira e, com meu interesse pelo ramo, também acabei entusiasmando minhas amigas, que agora querem produzir. Além, claro, dos tantos contatos e canais que conheci, como o pessoal do Maria Cevada e do Mulheres Cervejeiras, que complementam meu conhecimento”, conta a publicitária.

Flavia Lacour é mais uma prova que cerveja caseira não tem público, perfil, idade ou gênero. Atuando no ramo há pelo menos oito anos desenvolvendo cardápios, ministrando cursos e palestras, escrevendo sobre o assunto e participando de degustações e harmonizações em bares, a produtora artesanal explica que nunca sofreu qualquer tipo de preconceito por ser uma cervejeira.

“Nunca senti isso em nenhum lugar que passei, muito pelo contrário. Quando digo que produzo cerveja e trabalho com isso, percebo que causo uma surpresa boa nas pessoas, um sentimento de admiração”, explica Flávia, que, contudo, ainda enxerga nos homens um interesse maior em etapas do processo como a montagem do equipamento, por exemplo. 

As mulheres, no entanto, são muito mais engajadas em outros sentidos, como nas discussões em grupos cervejeiros, ao tirarem dúvidas e buscarem constante contato nas redes sociais para aprimorar o conhecimento sobre receitas”, finaliza Bruno Lanzoni.

Fonte: Catraca Livre Por Thiago Sagardoy - 16/02/2017