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 A composição é de uma lager escura e leve, que pode ser harmonizada com sobremesas e carnes assadas, e é maturada em temperaturas da época, em carvalho


cruzeiro munchen

(Foto: Divulgação/Fabiano Ferreira) 

A cada ano percebemos que o número de microcervejarias cresce de maneira exponencial, em todo país. A cada ida ao mercado na sessão das cervejas, percebemos uma marca ou um rótulo novo chamando atenção. Em Curitiba, não é diferente, pois já se consagra como uma referência emergente no setor cervejeiro, atendendo a todos os consumidores apaixonados e apreciadores de um puro malte, não só no estado, mas em boa parte do país e mundo afora.

E você sabia que o Paraná abriga uma das cervejarias mais antigas do Brasil? A Cervejaria Cruzeiro foi a primeira do estado, construída por volta de 1870, junto ao Grande Hotel, na região central – um dos primeiros construídos na cidade – quando a produção cresceu, mudaram as instalações da fábrica para um bosque, no coração do bairro Batel. Há exatos 151 anos, os austríacos de Tirol, João e Jorge Leitner deram um pontapé inicial às produções de cervejas especiais para servirem aos seus hóspedes.

As produções aumentaram quando a comunidade germânica da época descobriu e também passou a frequentar o hotel para a consumir a bebida naquele local. Os Leitner começaram a servir uma cerveja de cor clara e, com o passar do tempo, as cervejas foram evoluindo e outros rótulos também foram lançados. Hoje, a cervejaria é conduzida pelo bisneto de João Leitner, o empresário Beto Glaser.

Há dois anos, foi recuperada uma das joias mais preciosas da família, a receita da Cruzeiro Keller, de cor clara, a mesma que seu bisavô fabricava naquela época. E há pouco tempo, encontraram os manuscritos da cerveja München: a cerveja Lager preta, bem escura, estilo Munich Dunkel, com 5% de álcool (ABV) e 30 IBU de amargor. Por ser uma cerveja puramente curitibana, ela tem se destacado muito bem e caído no gosto do público cervejeiro.

Beto Glaser conta que fica surpreso com os curiosos que chegam na Cervejaria Curitibana e pedem uma receita genuinamente Cruzeiro.

“Nós fabricamos e vendemos exclusivamente a Cerveja Cruzeiro no nosso ponto. Todos que chegam perguntam, querem provar o mais novo lançamento das nossas cervejas. Percebo que a aceitação da galera é positiva quando experimentam um copo, pedem o segundo, terceiro e por aí vai. A cerveja está em processo limitado de fabricação, mas a ideia é tê-la com mais frequência e disponibilidade”, explica Glaser.

Todas as receitas da Cruzeiro foram escritas à mão e em alemão por João Leitner. Elas estão sendo reorganizadas e traduzidas para que passem pelo processo de fabricação o mais similar possível como naquele tempo.

“A ideia é reproduzir nos mesmos moldes. A cerveja é maturada com carvalho, nas mesmas condições de temperatura da época de sua fabricação original, fermentação e mesmo assim, alguns ingredientes, tiveram que passar por uma alteração”,  ressalta o empresário.

As readequações foram necessárias, pois alguns insumos originais são totalmente diferentes de hoje em dia. “Dificilmente iria encontrar esses insumos, por isso pedi uma ajuda ao mestre cervejeiro da Babuína e Solo Um, o Lucas Gonçalves. A receita passou por uma reformulação, onde conseguimos introduzir os ingredientes mais similares possíveis para não perder as características que reajam bem às temperaturas e preserve o sabor da Cruzeiro München”, concluiu Beto.

A cerveja Cruzeiro München tem aroma de café e chocolate, corpo médio, espuma densa, sendo ideal para acompanhar com uma torta de chocolate amargo e sobremesas. É indicada para harmonizar com pratos que tenham molhos mais consistentes e densos, e as carnes assadas também são sempre bem-vindas.

 

Fonte: Ricmais – 21/04/2021

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