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Chope Extração DBB 2

Antes da pandemia global, os modelos de negócios da maioria das microcervejarias baseava-se na venda através do comércio, venda direta ao consumidor e poucas vendiam pela internet.

Com o advento da pandemia, em meados de março de 2020, a venda direta ao consumidor tornou-se um perigo potencial para a saúde. Rapidamente, muitas cervejarias começaram a vender cerveja pela internet, direto ao consumidor, via delivery. Criaram-se também os drive-thrus e os pontos de vendas móveis, que se instalavam em pontos estratégicos nas cidades.

Durante os meses iniciais da pandemia, o novo coronavírus afetou profundamente a indústria cervejeira. As vendas de cerveja em bares desapareceram, as choperias fecharam e os consumidores recorreram aos comércios atacadistas ou varejistas (os únicos abertos), para comprar principalmente as cervejas das grandes cervejarias.

As cervejarias de menor porte começaram uma corrida frenética para encontrar novos canais de vendas, voltando-se para a venda remota e a entrega a domicílio. As vendas começaram a ocorrer online, e com alguns cliques os clientes puderam se reabastecer com as suas cervejas preferidas.

Embora as vendas online de bebidas alcoólicas fossem mais comuns em outros países, a pandemia acelerou a entrada da cerveja brasileira no comércio eletrônico.

O esforço para ficar online

O comércio eletrônico está integrado à vida moderna. O consumidor digital de hoje compra eletrônicos, roupas, alimentos e todo tipo de artigos para entrega em casa, porém as cervejarias não tinham urgência em entrar no e-commerce. Por que construir uma plataforma de venda eletrônica quando os seus clientes visitam você no ponto de venda físico?

Ainda logo antes da pandemia ter se tornado global, as lojas on-line ofereciam apenas mercadorias, porque havia ainda venda em lojas físicas. Quando os governos fecharam bares, restaurantes e choperias para consumo local em meados de março ou início de abril, vender cerveja online logo se tornou uma questão de sobrevivência.

Não houve apenas a mudança da venda física para a plataforma digital, mas também do tipo de embalagem empregado. A maioria das cervejarias de pequeno porte vendia as suas cervejas envasadas em barris Keg retornáveis (aço inox) e poucas possuíam equipamentos e instalações para o envase em garrafas de vidro, latas ou mesmo growlers (de PET ou vidro).  

A mudança para embalagens como o growler PET foi mais rápida, pela facilidade em encher as embalagens e comercializar. Porém em muitos casos o processo de enchimento, consequentemente o prazo de validade, ficaram comprometidos. Isso devido à falta de equipamentos de enchimento adequados, como também a deficiências no processo de assepsia das embalagens. Também a falta da “cadeia fria” do envase até o consumo não são comuns no Brasil.

Estamos no início do comércio eletrônico de cerveja, um canal de vendas emergente em meio a uma pandemia crescente. Uma vez que há restrições de consumo em pontos de venda físicos, as pessoas estão presas em casa, ansiosas por consumir cervejas entregues em seu domicilio.

No entanto, o desemprego massivo e uma recessão iminente podem fazer as pessoas repensar as suas compras online.

Construir uma ferramenta de vendas não garante que as pessoas comprem, porque existe um componente de marketing. É importante divulgar os produtos nas redes sociais (Instagram, Facebook, Whatsapp), por exemplo.

As vendas de cerveja no comércio eletrônico podem ocorrer no presente e no futuro, e é muito cedo para relegar as lojas físicas ou o consumo em locais determinados ao passado. 

Ninguém sabe o que o futuro nos reserva, no próximo mês, na próxima semana, ou mesmo amanhã. Uma aposta certa é o e-commerce. As cervejarias devem aproveitar a oportunidade, oferecendo conveniência aos clientes que buscam beber cervejas no conforto de suas casas.

Crescimento do comércio eletrônico em 2021

Segundo expectativa da XP Investimentos, o comércio eletrônico deve continuar em alta (estima-se que 32%), após o aumento exponencial no ano passado devido à pandemia de Covid-19.

O levantamento mostra que o mercado ainda tem espaço para a expansão no Brasil. Em 2019, por exemplo, a taxa de penetração das vendas online ficou em 6%. No ano passado, esse índice fechou em 9%.

O relatório também ressalta que, diferente de outros países, como Estados Unidos e China, onde uma única companhia domina o e-commerce, no Brasil existe uma forte concorrência interna — com marcas fortes e consolidadas — além da concorrência externa, como Amazon e Alibaba.

Parte desse crescimento está ligado aos serviços financeiros oferecidos pelas empresas, como carteiras digitais e cashback, segundo o levantamento. Outra tendência que deve se fortalecer é a união dos canais de venda físico e digital.

 

Matthias R. Reinold – Mestre cervejeiro diplomado (Diplom - Braumeister – V.L.B – T.U.B.)

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