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20170531 ambev materia

Companhia apresentou lucro líquido de R$ 6,89 bilhões no quarto trimestre de 2020, uma expansão de 63,3% em relação a 2019

Ainda que com um quarto trimestre de resultados positivos, a Ambev fechou 2020 com lucro inferior ao obtido em 2019. Nesta quinta-feira, a multinacional cervejeira divulgou o seu balanço financeiro e apontou um lucro líquido de R$ 11,7 bilhões no ano passado. O valor representa uma queda de 3,7% em relação ao mesmo período de 2019, quando havia sido de R$ 12,1 bilhões.

O resultado financeiro também apontou que a companhia apresentou lucro líquido de R$ 6,89 bilhões no quarto trimestre de 2020. Teve, assim, uma expansão de 63,3% em relação aos R$ 4,21 bilhões dos últimos três meses de 2019.

A Ambev, porém, aumentou a sua receita líquida no ano passado. Ela foi de R$ 58,3 bilhões em 2020, um avanço de 12,3% no comparativo a 2019. Apenas no quarto trimestre, o crescimento foi de 19,9%, para R$ 18,5 bilhões.

Já o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da Ambev alcançou os R$ 21,5 bilhões em 2020, de acordo com os dados divulgados no balanço. O valor representa um crescimento de 2,1% em relação a 2019. E no quarto trimestre foi de R$ 8,93 bilhões, uma elevação de 29,1% no comparativo ao mesmo período do ano anterior.

Nos comentários do seu balanço, a Ambev destacou que uma decisão judicial sobre uma questão tributária teve influência positiva nos resultados financeiros da companhia no quarto trimestre de 2020.

“Nossos resultados do 4T20 foram impactados positivamente por R$ 4,3 bilhões de créditos tributários extemporâneos decorrentes da decisão do Supremo Tribunal Federal de 2017 pela inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da Cofins”, disse.  

A empresa também ressaltou a recuperação da receita após os duros efeitos iniciais da pandemia do coronavírus nos diversos mercados. “A maioria dos países apresentou recuperação sustentada de volume desde o segundo trimestre, à medida que as restrições impostas para o controle da pandemia da Covid-19 começaram a ser gradualmente flexibilizadas nos mercados onde atuamos, com sete dos nossos dez principais mercados apresentando crescimento de volume no ano.”

A Ambev ainda apontou em seu balanço o sucesso alcançado pela Brahma Duplo Malte em 2020, além de destacar o lançamento de mais uma marca regional, agora em Goiás.

“Em Cerveja Brasil, a Brahma Duplo Malte foi o destaque do ano, assumindo a liderança e impulsionando o crescimento do segmento core plus. Ela foi produto da escuta ativa das demandas dos consumidores”, disse. “Em dezembro, no estado de Goiás, lançamos a Esmera, nossa quinta marca regional produzida com mandioca cultivada pelas comunidades locais, para continuar capturando oportunidades inteligentes de acessibilidade.”

A expansão do aplicativo Zé Delivery também foi avaliado pela Ambev como outro destaque em 2020. “No Brasil, nossa plataforma de entrega direta ao consumidor (D2C), Zé Delivery, continuou crescendo exponencialmente no trimestre, estando presente em mais de 200 cidades em todos os 27 estados brasileiros e atingindo quase 50% da população total do país. O Zé entregou mais de 27 milhões de pedidos em 2020.”

Futuro incerto
Para 2021, porém, a Ambev reconheceu um desafio: lidar com o maior custo para a produção da cerveja, provocado pela alta do dólar. De acordo com a companhia, o custo dos produtos vendidos crescerá entre 20 e 23%. Isso deverá pressionar pelo aumento do preço da bebida ao consumidor. No ano passado, a companhia evitou repassar a alta dos insumos ao preço do produto final.

“Em 2021, enfrentaremos impactos significativos de câmbio, assim como de commodities, que irão pressionar nossa margem Ebitda”, explicou. “Como resultado, esperamos que nosso CPV excluindo depreciação e amortização por hectolitro aumente entre 20% e 23% em Cerveja Brasil”, acrescentou a Ambev em seu balanço.

Mas a companhia destacou que, mesmo sem o carnaval, os resultados do começo de 2021 têm sido positivos, com aumento de 10% nas vendas. “Por outro lado, iniciamos o ano com o forte momentum em termos de receita, liderado por um crescimento maior que 10% no volume de Cerveja Brasil, mesmo sem as habituais festividades de carnaval. O crescimento do volume, juntamente com o melhor desempenho da ROL/hl, graças à implementação de nossa estratégia comercial e melhor mix, serão dois dos principais drivers para compensarmos parcialmente as pressões sobre o custo”, concluiu.

 

Fonte: Guia da Cerveja – 25/02/2021

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