Acessar Registrar

Acesse sua conta de usuário

Nome de usuário *
Senha *
Lembrar de mim

Criar uma conta

Todos os campos marcados com asterisco (*) são obrigatórios.
Nome *
Nome de usuário *
Senha *
Verificar senha *
Email *
Verifar email *
Captcha *

jon parry C8eSYwQkwHw unsplash 1 e1613612461351

Referências do setor cervejeiro avaliam que dificuldades de 2020 não serão superadas antes do segundo semestre

As cervejarias artesanais precisam encarar uma série de desafios em 2021 no Brasil. Os casos de contaminação pelo coronavírus estão distantes de uma regressão, o que reforça as crises econômica e sanitária. Além disso, há um cenário de aumento no preço das cervejas e uma dificuldade de acesso às matérias-primas. Um contexto que demandará união e ação das entidades representativas para que o segmento expanda a partir da conquista de novos consumidores em meio a um primeiro semestre de muita incerteza.

“O preço da cerveja deve subir e teremos que lidar com os reflexos disso. Mais uma pressão para encontrar novos consumidores, criar ambientes, educar mais pessoas, conscientizar mais paladares. Continuamos em busca da evolução, empurrada por um momento difícil e um país complicado. Devemos cobrar das nossas associações e nos unir em prol do mercado, da cultura e das pessoas que estão imersas na cerveja artesanal”, alerta a sommelière Bia Amorim.

É uma preocupação parecida com a de Fabiana Arreguy. A jornalista e sommelière lembra que os desafios financeiros advindos de 2020 permanecem e o cenário econômico continua sendo bastante complicado para as cervejarias. Assim, avalia que será preciso rever projeções e margens de lucro para seguir tendo o consumidor ao lado.

“O mercado cervejeiro em 2021 tem a difícil tarefa de juntar os cacos, de pagar as dívidas feitas durante a pandemia, de mostrar ao seu consumidor que esteve e está ao lado dele nesse período louco que a humanidade ainda vive, inclusive revendo seus preços e margens de lucro, já que a população empobreceu, perdeu poder aquisitivo e a cerveja, infelizmente, entra na lista de produtos não essenciais”, comenta Fabiana Arreguy.

Presidente do Conselho da Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva), Marcelo Paixão reconhece que o ano não será fácil, repetindo os desafios que as marcas precisaram encarar em 2020. Mas aponta que a solução pode estar, em parte, na resiliência. E crê em um fim de 2021 melhor.

“Para 2021, a gente acredita que o primeiro semestre ainda vai ser muito complicado e a pandemia ainda vai estar aí, com aberturas e fechamentos. E a própria questão das matérias-primas não deverá ser resolvida antes do primeiro semestre. Mas depois que a coisa passar, talvez no último trimestre, quando as coisas já estiverem melhores, as cervejarias que passarem por essa maratona de crise, elas vão colher os frutos”, avalia o executivo da Abracerva.

Além disso, Paixão acredita que, ao fim da crise, as cervejarias poderão estar mais completas, com diversas operações – algumas não existentes antes da pandemia – e mais próximas do consumidor. “Terão novos canais de vendas e vão ter aprendido muito, o consumidor também vem com uma pegada de apoio local e eu acho que nós vamos sair mais fortes. Mas ainda temos um caminho muito grande para percorrer”, conclui.

 

Fonte: Guia da Cerveja – 23/02/2021

guia fornecedores