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Faturamento líquido da Heineken caiu para 19,71 bilhões de euros em 2020, uma retração de 17,7% no comparativo a 2019

A Heineken foi duramente afetada pela pandemia do coronavírus. A cervejaria apresentou o seu balanço anual e revelou um prejuízo de 204 milhões de euros em 2020. A perda levará a multinacional a cortar 8 mil empregos no mundo, uma medida que atingirá quase 10% dos seus 85 mil funcionários.

Em outubro, ao apresentar o balanço do terceiro trimestre de 2020, a Heineken havia indicado seu plano de reduzir custos com pessoal em cerca de 20%, o que começaria a ser implementado no primeiro trimestre de 2021. Um cenário que agora se torna mais claro com o comunicado de que precisará fechar vagas, além de buscar uma economia de 2 bilhões de euros até 2023.

O resultado negativo do balanço de 2020 da Heineken se contrapõe ao relatório de 2019, quando a cervejaria teve lucro de 2,2 bilhões de euros. E isso se deu após uma queda considerável no faturamento líquido da companhia, que caiu de 23,97 bilhões de euros para 19,71 bilhões de euros no último ano, uma retração de 17,7% no comparativo.

 O volume de venda de cerveja diminuiu 8,1%, uma perda que corresponde a 20 milhões de hectolitros. O volume da marca Heineken teve retração de 0,4% em 2020, apontou o balanço da segunda maior cervejaria do mundo.

 “Nosso volume de cerveja premium superou o desempenho do portfólio mais amplo na maioria de nossos mercados, com uma queda geral de meio dígito. O quarto trimestre reflete o impacto da renovação das restrições em todas as regiões, principalmente na Europa”, aponta o CEO da Heineken, Dolf van den Brink.

O portfólio de produtos sem álcool cresceu em torno de um dígito, impulsionado pela Heineken 0.0 globalmente e pela Maltina na Nigéria. A 0.0, inclusive, cresceu ao menos 10% em todas as regiões, com destaque para o excelente desempenho no México, Estados Unidos e Brasil, o terceiro maior mercado do rótulo sem álcool no mundo.

Já o portfólio de marcas internacionais teve desempenho discrepante, a depender do mercado. A Amstel, por exemplo, teve queda, impulsionada pelas perdas na Europa e na África do Sul. Mas apresentou crescimento superior a 10% no Brasil e no México. “O impacto da pandemia em nossos negócios foi ampliado por nossa exposição local e geográfica”, analisa Van den Brink no relatório anual da Heineken.

“Tomamos ações de mitigação de custos em equilíbrio com o investimento contínuo em nossas plataformas de crescimento. Ganhamos participação na maioria de nossas principais operações, um testemunho de nossa capacidade de nos adaptar e ficar perto de nossos clientes e consumidores nestes tempos turbulentos”, conclui o CEO da Heineken, que não espera uma recuperação do nível de 2019 antes de 2022.

 

Fonte: Guia da Cerveja – 16/02/2021

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