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Em um cenário ainda desafiador para o setor de bebidas, a fabricante de cervejas Ambev segue com um alcance de distribuição 'incomparável', escreve o banco

Em um cenário ainda desafiador para o setor de bebidas, a fabricante de cervejas Ambev segue com um alcance de distribuição “incomparável”, escreve o Credit Suisse em seu mais recente relatório sobre o mercado cervejeiro. A capacidade de distribuição da empresa é uma vantagem competitiva em relação a seus principais concorrentes, Heineken e Grupo Petrópolis.

Essa foi a terceira edição do relatório do banco. Desta vez, 302 bares foram visitados em São Paulo, Rio de Janeiro e no município baiano de Vitória da Conquista. Foi uma ampliação geográfica e de número de bares — 187 a mais — em relação aos outros dois relatórios publicados.

A pesquisa foi feita entre 1 a 23 de dezembro e o banco argumenta que a amostra de 302 bares é representativa em um país com aproximadamente 500 mil bares, mas admite que há limitações já que a dinâmica de mercado e sortimento de produtos nas regiões Norte e Nordeste são muito diferentes das do Sudeste, principal fatia da pesquisa.

A equipe do Credit Suisse diz que as cervejas da AmBev estavam disponíveis em 98% dos bares visitados. Um ganho de até 2 pontos percentuais em relação às pesquisas anteriores. Houve melhora na cobertura de bares de classes elevadas e de média-renda e um leve recuo em bares de renda mais baixa, para 97%.

A concorrente Heineken segue ainda com problemas de abastecimento que deterioraram seu alcance de distribuição. “Independentemente da dinâmica de fornecimento (seja fornecido diretamente pelas engarrafadoras da Coca-Cola ou não), observamos que a cobertura da Heineken diminuiu em bares de todos os níveis de receita e execução. Encontramos cerveja Heineken em apenas 78% dos bares visitados (de 85% antes).”

Mas o Grupo Petrópolis, dona da marca Itaipava, foi um dos mais afetados. O banco diz que há um enfraquecimento material da penetração da Itaipava, que passou de 68% dos bares para apenas 49%. A queda é atribuída aos impactos da covid-19 na companhia, dizem os analistas do Credit Suisse.

Porém o levantamento aponta também uma outra dificuldade para o mercado: a taxa de sobrevivência dos bares à covid-19. Os pesquisadores do banco revisitaram 90 de 115 bares visitados ainda em 2019 e cerca de 20% não conseguiram sobreviver à crise, provavelmente devido à insolvência. “Destaca-se que mais de 70% desses bares estavam em bairros de baixa renda e tinham baixo nível de execução.”

Sobre os produtos, o banco diz que a cerveja Brahma Duplo Malte foi o “hit da temporada” e já tem a sétima maior penetração da amostra, à frente de marcas mais maduras da Ambev, como Stella Artois, Antarctica e Serramalte, bem como seu principal concorrente Amstel, do grupo Heineken. A cerveja Skol continua sendo a marca mais vendida, seguida pela Heineken, mas os analistas dizem que sua percepção como uma das três marcas mais vendidas é menor do que nas pesquisas anteriores.

A equipe do banco suíço diz, no entanto, que a Ambev é quem tem conseguido manter a consistência de preços. A Heineken conseguiu uma melhora, “mas ainda não chegou lá”. Segundo eles, agora a arquitetura de preços da cerveja Heineken, uma das principais marcas da empresa de mesmo nome, aparentemente compete apenas com as marcas premium da Ambev, independentemente do formato da embalagem.

“Para o portfólio completo do grupo Heineken, no entanto, ainda observamos alguma inconsistência em relação à estratégia de preços da empresa para cada categoria de cerveja. Para a AmBev, a arquitetura de preço em seu portfólio permanece consistente e inalterada em relação à pesquisa anterior, com exceção da marca premium recém-lançada Becks.”

Este conteúdo foi publicado originalmente no Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor.

ambev 12 01 21

— Foto: Valor

 

Fonte: Valor Investe – 12/01/2021

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