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O Grupo Petrópolis, dono das cervejas Itaipava e Petra, anuncia que fará uma segunda ampliação em sua fábrica de Uberaba, em Minas Gerais, inaugurada no fim de agosto a partir de um investimento de 1,2 bilhão de reais. Desta vez, o Grupo protocolou junto a Secretaria de Fazenda um investimento de R$135 milhões na fábrica e, além desse valor, também planeja investir no estado, em 2021, mais R$ 95 milhões em frota, revendas, trade, marketing e novos negócios, somando assim um total de R$ 230 milhões.

“Investir nessa fábrica é muito importante para ampliar a participação em Minas Gerais e também crescer em todo o país. No Nordeste, por exemplo, onde temos fábricas operando com 100% da capacidade, saímos de 0.3% de share em 2013 e hoje estamos com 25%. Esperamos repetir ou até melhorar esse resultado”, diz Marcelo de Sá, diretor de controladoria do Grupo Petrópolis, em entrevista exclusiva à EXAME.

Na fábrica será desenvolvida uma quinta linha de produção que vai aumentar a capacidade da unidade de 8,5 milhões de hectolitros/ano para 11,4 milhões de hectolitros/ano.
Todos os projetos para expansão da empresa já foram protocolados junto a Secretaria Municipal de Planejamento de Uberaba e até esta sexta-feira, 11, o alvará para a construção deve ser expedido.

A unidade atualmente conta com duas linhas de produção em funcionamento. A terceira linha entra em operação já nesta sexta-feira, e a quarta linha no início de 2021. A ampliação vai adicionar 9,4 mil m² no terreno da fábrica, que hoje funciona em uma área de mais de 108 mil m². A quinta linha está prevista para começar a funcionar em setembro de 2021. Os equipamentos para essa nova linha de produção foram adquiridos na Alemanha e, segundo a companhia, são os mais modernos do mundo, da marca Krones.

A ampliação também vai gerar 30 novos empregos diretos na fábrica e diversos outros indiretos, a partir da possibilidade de inaugurações de revendas e centros de distribuição na região. Atualmente, o Grupo Petrópolis é responsável por 3.700 empregos diretos e indiretos em Minas Gerais.
“Percebemos um potencial de crescimento ainda maior para 2021 e vamos fazer esse investimento desde já. A infraestrutura para a ampliação já existe, a região de Uberaba tem água de qualidade e a fábrica já possui uma logística muito avançada. Teremos a maior fábrica do Grupo Petrópolis em Uberaba”, afirma Sá.

Apesar da pandemia, as vendas da companhia se mantiveram e, na expectativa do executivo haverá um crescimento de 3,5% quando comparado com o ano passado. Na pandemia as vendas de bebidas em lata chegaram a 92% do total, e agora está próximo de 80%. Entre as marcas de cervejas mais vendidas do Grupo, Itaipava segue na liderança com 60% das vendas, enquanto a cerveja de puro malte Petra, lançada há cerca de dois anos, já corresponde a 20% das vendas.
“Nossos fornecedores nos atenderam normalmente e não tivemos problemas com o abastecimento de bebidas em lata. Além disso, fomos fortalecidos pelo puro malte, que caiu no gosto do consumidor brasileiro de vez. Esta fábrica de Uberaba nasce tecnológica e com os aparatos necessários para a produção desse tipo de cerveja”, afirma.

Esse investimento reforça o potencial de crescimento da empresa em Minas Gerais. Atualmente, o estado consome 16% de toda cerveja produzida no país e representa um importante mercado para o setor cervejeiro. As cervejas da fábrica de Uberaba são distribuídas para as cidades de Minas Gerais, com suporte também para as regiões norte e noroeste de São Paulo, além de Goiás, Distrito Federal e Sul do País. “Estamos em 55 mil dos cerca de 150 mil pontos de venda de Minas Gerais, estamos crescendo, mas há potencial para muito mais. O que torna esse novo investimento bastante estratégico”, afirma Sá.

Para conquistar novos territórios, a empresa investe em marketing, comunicação, vendas e distribuição própria. Atualmente, o Grupo tem quase 200 revendas espalhadas pelo Brasil que atendem os cerca de 600 mil pontos de vendas, além do e-commerce Bom de Beer.

O investimento na fábrica também foi pensado para atender as diferentes demandas do próximo ano — seja em lata ou garrafa. “Ainda há incertezas em relação ao auxílio emergencial, vacina e outros fatores importantes para a economia, mas estamos preparados para remanejar investimentos e com expectativa de crescimento em torno de 10%”, afirma Sá.

 

Fonte: Exame - 11/12/2020

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