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Maior demanda por alumínio também deve impactar no preço do produto

cerveja16 09

Getty Images

O preço da cerveja comercializada por marcas como Ambev e Petrópolis deve subir em média 5% no mês de setembro em comparação com agosto, seguindo o movimento da Heineken, de acordo com relatório do Credit Suisse divulgado hoje. Além do maior consumo de bebidas alcoólicas com a reabertura econômica, os reajustes devem equilibrar também a maior demanda por latinhas de alumínio ante garrafas retornáveis e a alta dolarização da produção.

A analista Marcella Recchia aponta que, com o aumento da demanda atrelada à retomada de bares e restaurantes, as marcas devem reajustar os preços como forma de equilibrar o mercado. Além disso, o maior consumo doméstico durante o período de quarentena acarretou uma demanda por latas de alumínio superior à produção da matéria-prima.

O volume de garrafas de vidro retornáveis segue em baixa nos estoques, considerando que a gradual reabertura do comércio ainda é um movimento lento. “A falta de latas de alumínio no mercado se tornou um risco para a oferta de cerveja daqui para frente”, afirma a analista.

No caso da Ambev, a companhia deve adotar aumento de preços de forma não-generalizada, focando nos produtos enlatados. A empresa registrou tendência de alta nos volumes de cerveja nos meses de julho e agosto, “beneficiando-se do ambiente competitivo mais favorável”. Outra vantagem seria o uso de tecnologia na execução de vendas.

Outro ponto no radar das cervejarias é a escalada do dólar comercial, que reflete nos custos de produção devido à dolarização de parte dos insumos. O reajuste de 5%, porém, ainda estaria “longe de compensar o impacto dos custos mais elevados”. A estimativa do Credit é de que a alta neste mês equilibre o mercado até o final de 2020.

A Heineken foi a primeira a anunciar reajuste nos preços para compensar a alta do dólar e deve “disparar”, após o “forte desempenho” no volume de vendas em julho e agosto. Já a Petrópolis apresenta cenário mais nebuloso, apesar da melhoria financeira com corte de 10% na força de trabalho e conclusão das obras da usina de Uberaba (MG). “Acreditamos que a recuperação da participação de mercado não tem sido o principal foco atual da Petrópolis”, aponta Marcella Recchia.

(Conteúdo publicado originalmente pelo Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor)

 

Fonte: Valor Investe – 08/09/2020

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