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Segundo cervejaria, 100% do valor pago pelas cervejas da linha Amazônica será destinado às comunidades da região Terra do Meio, no Pará

cerveja colorado amazonica

Cerveja Colorado Amazônica: preço atrelado ao desmatamento da floresta (Foto: Reprodução/Facebook)

A Cervejaria Colorado anunciou uma nova forma de precificação de um de seus produtos, a Amazônica, que usa ingredientes Amazônia em sua composição, como o babaçu e o pacová. A partir de um índice desenvolvido pelo engenheiro florestal e coordenador do MapBiomas Tasso Azevedo, o preço da cerveja vai variar conforme a variação do desmatamento da floresta.

O Índice de Reajuste de Preços da Amazônia (IRPA) muda de acordo com a evolução da taxa de desmatamento semanal na Amazônia do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (DETER), publicado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) no portal Terrabrasilis.

O índice é calculado pela variação da taxa média de desmatamento nas últimas quatro semanas comparadas com a média das taxas de desmatamento nas mesmas quatro semanas nos últimos dois anos. Então, para calcular o IRPA da semana 36 (2ª semana de setembro) será considerada a média semanal de desmatamento entre as semanas 32 e 35 de 2020 e comparada com a média semanal de desmatamento entre as semanas 32 e 35 de 2018 e 2019.

A porcentagem obtida de aumento ou redução do desmatamento corresponderá ao ajuste a ser aplicado no preço da cerveja Colorado Amazônia. O aumento máximo do preço será de 100%. O índice será calculado semanalmente e publicado sempre às quintas-feiras. Nesta semana (03 a 09 de setembro) o valor anunciado da cerveja é de R$ 5,49.

De acordo com a cervejaria, que pertence à Ambev, todo o dinheiro arrecadado com a venda da Amazônica será direcionado à Rede de Cantinas da Terra do Meio, rede que reúne um conjunto de 14 associações de comunidades ribeirinhas e indígenas na região do Xingu, no entorno do município de Altamira (PA).

A ação foi intermediada pela rede Origens Brasil, que promove negócios sustentáveis na Amazônia em áreas prioritárias de conservação, com garantia de origem, transparência, rastreabilidade da cadeia produtiva e a estruturação de cadeias de valor que reconhecem as contribuições dos povos e comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas e tradicionais na conservação e proteção de seus territórios e florestas.

De acordo com a Colorado, a rede Origens Brasil viabilizou a comercialização direta entre a cervejaria e a Rede de Cantinas da Terra do Meio, o que possibilitou que a farinha do coco babaçu produzida pelas comunidades tradicionais faça parte da Colorado Amazônica.

 

Fonte: Época Negócios – 04/09/2020

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