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por Alexandre Sampaio*

Alexandre Sampai

Em maio, a Reuters, agência britânica de notícias, informou que a cervejaria Willinger Brauhaus, localizada no oeste da Alemanha, distribuiu cerca de 2.600 litros de cervejas no país. Segundo o proprietário, a empresa não conseguiu vender os seus produtos para os hotéis e restaurantes, visto que os estabelecimentos foram fechados por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). O colapso das cervejarias não atingiu apenas o exterior. No Brasil, este segmento também sofre com a crise ocasionada pela doença.

De acordo com a pesquisa realizada pelo Guia da Cerveja, em abril, quase 50% das cervejarias do país tinham a possibilidade de falir em três meses. Mesmo com a chegada do Dia Internacional da Cerveja, comemorado nesta sexta-feira (7), a situação ainda é crítica.

A expectativa para o ano de 2020 era grande, visto que, segundo registros do Ministério da Agricultura, o número de cervejarias subiu de 100 para 1.209, nos últimos 12 anos. A informação foi passada pela Folha de Londrina que, por sua vez, analisou o faturamento do setor no Paraná. Na região, o prejuízo girava em torno de 80%.

Em determinadas localidades do país, estamos presenciando a reabertura de alguns hotéis, bares e restaurantes, mas sabemos que esse retorno será gradativo. Para comemorar a data de uma das bebidas mais consumidas no mundo, os empresários terão que contar com a criatividade para manter as atividades e, além disso, conseguir faturamentos extras. Muitos optam pelo sistema delivery, entretanto, não é uma opção factível para todos os empreendimentos.

Quando o coronavírus atingiu o Brasil, a Associação Brasileira de Cervejarias Artesanais (Abracerva) buscou orientar o segmento. Já era previsto um impacto socioeconômico em micro e pequenas empresas. Para driblar a crise que, na época, ainda era iminente, a entidade mapeou ações coletivas que pudessem ser aplicadas para evitar a quebra dos estabelecimentos.

Apesar de todos os esforços, passamos por uma situação delicada. A pandemia ainda não acabou e, com isso, se torna complicado prever quais os possíveis desdobramentos no âmbito financeiro para as empresas – não apenas as que trabalham com cervejas, mas sim todas que dependem de uma movimentação intensa para manter as suas atividades.

Grandes eventos já foram cancelados em virtude da Covid-19. Dentro do mundo cervejeiro, por exemplo, a Oktoberfest, em Blumenau, não poderá ser realizada. O festival é tradição local desde 1984 e este será o primeiro ano sem a celebração.

O turismo brasileiro respira por aparelhos e perder grandes festas é extremamente preocupante para o nosso setor. A cidade catarinense consegue atrair inúmeros turistas do Brasil e, inclusive, do exterior, o que não ocorrerá este ano. Já contabilizamos grandes perdas na época de São João e, infelizmente, a deterioração tende a ser maior com o passar dos meses.

Nossa recuperação será lenta quando a pandemia acabar e, por isso, peço a conscientização da população, neste momento, em vários aspectos. Não podemos subestimar a gravidade de tudo que está acontecendo. Portanto, devemos nos unir contra esta doença para que tenhamos forças durante estes momentos de adversidade. É fundamental que cuidemos da nossa saúde e que, além disso, ajudemos uns aos outros: tanto emocionalmente, quanto financeiramente. Precisamos ter esperança de que dias melhores virão!

*Presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA)

 

Fonte: Guia GPHR - 10/08/2020

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