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Segundo presidente da cervejaria, companhia protegeu caixa do impacto da pandemia

marcas de bebidas da ambev

Divulgação

A Ambev precisou reforçar a produção de latas no Brasil no segundo trimestre do ano, para atender a demanda de cerveja nessa embalagem. Os consumidores confinados em casa substituíram a compra de cerveja em garrafa retornável nos bares e restaurantes pela cerveja em lata nos supermercados, hipermercados e atacarejo.

Jean Jereissati Neto, presidente da Ambev, disse que as vendas nesse tipo de varejo representou 70% do total vendido pela companhia no segundo trimestre. Há um ano atrás, esse percentual era de 40%.

Lucas Lira, diretor financeiro e de relações com investidores da Ambev, observou que a cerveja em lata tem custo mais alto do que a cerveja de garrafa, o que ajudou a pressionar a margem bruta da empresa no trimestre.

O custo da cerveja vendida no Brasil cresceu 14,3% no segundo trimestre, enquanto a receita caiu 6,7%. A margem bruta de lucro caiu 9,3 pontos percentuais, para 49,1%.

Jereissati estima que as vendas de cerveja em garrafas retornáveis, que são mais rentáveis para a companhia do que outras embalagens, voltarão a crescer à medida que os consumidores voltarem a frequentar bares e restaurantes.

Reajuste

Jereissati Neto disse ainda que avalia se fará reajuste nos preços das bebidas da empresa no Brasil no terceiro trimestre. Historicamente, a Ambev costuma reajustar os preços em julho, em uma taxa equivalente à inflação de 12 meses anteriores mais variação de carga tributária. Nos anos de crise, a empresa fez o reajuste em agosto ou setembro.

No ano passado, a empresa voltou a reajustar os preços em julho, esperando que os concorrentes seguiriam a mesma tendência, como de costume. Mas, não foi o que aconteceu e a Ambev acabou perdendo participação de mercado no terceiro trimestre de 2019. A empresa teve que conceder descontos no varejo e nos bares para recuperar mercado nos meses seguintes.

“No ano passado a companhia não foi bem sucedida ao fazer o reajuste de preços. Foi algo para olhar e aprender. Estamos no meio de uma pandemia e o mercado ainda está muito instável. É preferível adotar uma estratégia mais flexível ou postergar o reajuste de preços neste momento, até termos certeza de que o mercado melhorou”, afirmou Jereissati.

Caixa protegido

A Ambev informou que no começo da pandemia decidiu recorrer ao mercado e captar recursos para reforçar a sua posição de caixa. O objetivo foi proteger a empresa de possíveis perdas relacionadas à pandemia.

A conta de caixa e equivalentes de caixa atingiu R$ 16,75 bilhões no segundo trimestre, ante R$ 11,90 bilhões em dezembro de 2019.

Questionado sobre a possibilidade de usar esse caixa para fusões e aquisições, o presidente da Ambev disse que a companhia continua tendo como foco reinvestir seus recursos em crescimento orgânico.

“A companhia ainda avalia oportunidades de fusão e aquisição em cerveja ou em outras bebidas alcoólicas e em bebidas não alcoólicas. Mas o foco agora é o crescimento orgânico”, afirmou Jereissati.

O executivo disse que ainda que o cenário de consumo continua muito instável. “No fim do ano, quando a situação estiver mais estável, quando tivermos mais visibilidade sobre a demanda em 2021, vamos tomar uma decisão relacionada ao uso do caixa”, afirmou.

(Esta reportagem foi publicada originalmente no Valor PRO, serviço de informações e notícias em tempo real do Valor Econômico)

 

Fonte: Valor Investe – 30/07/2020

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