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Algumas engarrafadoras do país fizeram ou estão fazendo ajustes em seus procedimentos internos e nas operações de distribuição seguindo as orientações das autoridades de saúde. Os procedimentos de Boas Práticas de Fabricação estão sendo adequados e melhorados para prevenção de problemas aos clientes.

Outras bebidas como iogurtes, leites fermentados, leite fluido e sucos conseguem, também, manter as vendas já que as pessoas buscam produtos saudáveis. Nesse período esses produtos têm apresentado boa receptividade junto aos consumidores. Para garantir o abastecimento de seus produtos, a PepsiCo, um dos principais players da indústria de bebidas e alimentos no mundo, tem reforçado as medidas de segurança e amparo aos seus funcionários, consumidores e clientes. No Brasil, a empresa anunciou a abertura de 500 vagas temporárias, para operações, vendas e finanças. O objetivo é ampliar as equipes para garantir o abastecimento de seus produtos à população. “A nossa prioridade é garantir o bem-estar, a segurança e a saúde de todas as nossas pessoas. Por isso, estamos tomando uma série de medidas para protegê-las. Somos muito gratos aos nossos funcionários, que são um exemplo ao assegurar o abastecimento de alimentos e bebidas para todos os brasileiros, com muito cuidado e da forma correta”, afirma João Campos, CEO da PepsiCo Alimentos no Brasil. “A abertura de novas vagas colabora para continuarmos com a nossa missão. Certamente este é um momento de adaptações, aprendizados e resiliência e temos a certeza de que, juntos, ultrapassaremos todas as barreiras”, completa o executivo.

A Companhia Brasileira de Cerveja Artesanal (CBCA), responsável pelas marcas Leuven e Schornstein, investiu na aquisição da distribuidora de bebidas Fábrica 75 com o objetivo de expandir sua capacidade de distribuição no maior mercado consumidor de cervejas especiais do Brasil, aumentando a capilaridade de suas marcas. O acordo contempla investimentos na F75, tornando a distribuição ainda mais eficiente e com ganhos de escala. De acordo com Gustavo Barreira, CEO da CBCA, diante de um cenário extremamente desafiador e frente às medidas de contenção do coronavírus, a empresa vem tomando ações severas de contingência para redução dos impactos da quarentena, mas sem perder de vista a retomada, que espera que aconteça no segundo semestre. “Nossa atenção hoje está em proteger os colaboradores e contribuir com a sociedade, mas já desenhando ações estruturantes para o fim da quarentena, seja quando for”, diz. “Acreditamos que quanto mais rápido as empresas se recuperarem, melhor será para a economia como um todo”, complementa Gustavo.

Por outro lado, cerca de 90% das mais de 1.100 cervejarias artesanais instaladas no Brasil estão paradas. Mais ou menos 1 pedido a cada 3 dias é o que conseguem registrar as cervejarias que ainda estão abertas. Nas cervejarias de grande porte a produção foi afetada em cerca de 50%. Essas empresas têm estoque nos armazéns e algumas já estão preferindo reduzir a produção e deixar cerveja no tanque só para manter as leveduras. Colaboradores que podem já estão em home office, permanecendo nas fábricas somente o pessoal de produção e serviços essenciais. Profissionais de logística, distribuição e trade em geral tentam abastecer os pontos de vendas, principalmente supermercados, sem interrupções. As empresas estão passando por um novo cenário, estão mais vulneráveis e necessitam, portanto, de novas formas para se reinventarem. Nesse período de restrições determinado pelo governo, o delivery e as vendas online despontam como principais alternativas para algumas indústrias, em especial, as cervejarias artesanais. É preciso encontrar novas opções para possibilitar um mínimo de consumo nesse período.

 

Fonte: ABRE - 13/04/2020

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