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Pandemia de coronavírus trouxe também um isolamento que obrigou as empresas a repensarem seus canais de venda

Decretada em boa parte do Brasil para tentar conter a pandemia de Covid-19, a quarentena está atingindo em cheio o varejo nacional. A maior parte dos pontos de venda de diferentes segmentos foi obrigada a interromper o atendimento presencial ao público, podendo apenas operar por canais remotos.

No caso do varejo cervejeiro, está liberada a venda presencial em supermercados, lojas de conveniência e padarias. Mas os bares, restaurantes e lanchonetes só podem vender pelo telefone ou pela internet.

Nas maiores cidades do Brasil, a venda de artesanais já enfrenta mais de 10 dias de queda brusca, sem precedentes. Tanto as cervejarias quantos os pontos de venda precisaram migrar rapidamente o foco para as vendas remotas e o delivery, mas nem de longe conseguem manter o nível comercial de antes da pandemia de Covid-19.

Patrícia Cotti, professora de varejo da Fundação Instituto de Administração (FIA) e também diretora-geral do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo (Ibevar), diz que o comportamento do varejo em mercados internacionais permite visualizar algumas tendências do que pode ocorrer com os pontos de venda no Brasil.

“Em um primeiro momento, por exemplo, a busca pela reposição com alimentos e bebidas básicas em crescente. Com o ajuste das operações, pouco a pouco, os produtos de higiene pessoal, alimentação e bebidas mais premium, começam a voltar a seu fluxo normal”, destaca a professora, salientando que a retomada só deve acontecer com o aumento das vendas remotas.

“É importante atentar para o redirecionamento do fluxo físico para o online para que este crescimento ocorra. Em supermercados internacionais este fluxo online chega a ser 50% maior”, acrescenta a professora da FIA.

Com base nos depoimentos de especialistas e orientações de entidades, o Guia reuniu 7 dicas valiosas para os empresários e trabalhadores do varejo se prepararem durante a pandemia de Covid-19. Confira.

1- Adaptar os canais de venda
“Neste momento é imprescindível ajustar as operações de maneira a continuar as vendas, mesmo sem o fluxo físico. Ir para o mundo digital também se torna primordial, para ter acesso aos consumidores e manter o fluxo de vendas”, orienta Patrícia Cotti. “Aqueles varejistas que não possuem este tipo de operação podem se valer das plataformas de vendas de produtos e serviços, bem como de entrega, para uma rápida inserção. Para aqueles que já possuem operações online, o momento é de pensar no abastecimento e reajuste logístico de last mile (momento em que o cliente recebe o produto), tendo em vista a demanda crescente.”

2- Exercitar a criatividade e a fidelização
Se a concorrência já era grande antes, agora ficou maior ainda. “Todos os clientes possíveis, que estão procurando pelo mesmo produto que o seu, encontram agora a cidade toda online com ofertas”, argumenta Rodrigo Sena, sommelier de cervejas e responsável pelo canal Beersenses. “Por isso criar promoções e ofertas criativas faz toda a diferença para se destacar. A proximidade com o público que já era seu cliente antes da pandemia de Covid-19 também é muito importante”, reforça Rodrigo, que ainda orienta os pontos de venda a trabalharem a fidelização dos clientes como forma de manter as vendas.

3- Identificar custos desnecessários
“Atenção aos custos e, principalmente, ao caixa é fundamental”, aponta Patrícia Cotti. Já a Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva) orienta os empresários a aproveitarem o momento para avaliar mais de perto sua operação. “No afogamento das decisões de rotina, muitas vezes uma análise mais precisa de cada PDV e a sua rentabilidade, de fornecedores que podem ser negociados e de outras questões administrativas ficam de lado”, salienta nota da associação.

4- Se informar através de fontes confiáveis
A quantidade de fake news compartilhada pela internet é muito alta – e as falsas informações podem influenciar a tomada de decisão dos empresários. “Saber a origem das informações é fundamental para levá-las a sério”, reforça o sommelier Rodrigo Sena. “Veículos de comunicação estabelecidos, sites de associações, entidades e órgãos oficiais, são ótimas fontes de fatos verídicos”, completa.  

5- Ter cuidados especiais com os clientes  
Os clientes que estão comprando nesse momento também estão sofrendo com a Covid-19. Por isso é fundamental se preocupar com um atendimento cordial e entregar o que eles precisam com qualidade. “É preciso se preocupar com a forma como seu produto está chegando na casa das pessoas, fazer pesquisas de satisfação se necessário para identificar pontos de melhoria”, salienta Rodrigo Sena.

6- Trabalhar com inteligência emocional
Saber qual a melhor maneira de agir sob pressão, qual a decisão tomar em meio a uma crise sem precedentes, passa pelo equilíbrio emocional do empresário. Saber usar essa inteligência emocional fará toda a diferença na hora de definir os caminhos a seguir. Em entrevista ao Guia na última quinta-feira (26), o presidente-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, pede que os empresários não se precipitem nas suas decisões.

7- Praticar a solidariedade
Todas as pessoas estão vivendo essa crise, seja empresário, funcionário, fornecedor ou cliente. Então, tratar as interações com empatia e de forma solidária é uma boa medida para não piorar a situação. “É preciso cuidado para não frustrar o consumidor e também para não gerar uma maior crise no mercado. A revisão do quadro de funcionários, por exemplo, é tida como a última opção, para que não se estenda uma crise ainda maior”, reforça a professora Patrícia Cotti.

 

Fonte: Guia da Cerveja – 27/03/2020

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