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Com a reforma tributária a gente consegue ganhar mais racionalidade no setor, avalia Carlo Lapolli, presidente da Abracerva

Depois de ser surpreendido pela contaminação de cervejas da Backer em Belo Horizonte, o mercado cervejeiro volta suas atenções para os desafios que se apresentam em 2020. E, apesar dos problemas iniciais, as perspectivas são boas, segundo fontes consultadas pelo Guia. Especialmente pelas normas regulatórias e pela reforma tributária que podem impactar favoravelmente o mercado cervejeiro nacional.

A Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), por exemplo, encara a reforma tributária – anunciada para este ano – como primordial para o setor. “Hoje temos 27 legislações estaduais de ICMS que impactam diretamente na cerveja artesanal. Com a reforma tributária a gente consegue ganhar um pouco mais de racionalidade”, argumenta Carlo Lapolli, presidente da Abracerva.

“Temos que acompanhar muito de perto, pois os projetos no Congresso criam um imposto seletivo sobre a bebida alcoólica, e claro que temos a preocupação de que isso não impacte nas pequenas empresas, que tenha uma divisão do que realmente é artesanal do que é grande cervejaria”, acrescenta Lapolli.

A própria Abracerva está atuando em diferentes frentes para preparar as cervejarias para o novo cenário. Algumas iniciativas para a melhoria de processos, eficiência e aumento da qualidade das cervejas foram lançadas recentemente pela associação. Manuais e cursos foram estruturados para conscientizar e até ensinar as cervejarias sobre as melhores práticas.

E quatro desses cursos tratam da própria tributação brasileira, especialmente no que tange bebidas alcoólicas e especificidades regionais. Eles ocorrerão em Florianópolis, no dia 30 de março, em Fortaleza, em 13 de abril, no Rio de Janeiro, em 25 de maio, e em Vitória, no dia 8 de junho. O treinamento terá duração de oito horas e será ministrado pela advogada tributarista Elizabeth Bronzeri.

Política local
A preocupação com o cenário tributário também está relacionada a outra tendência importante do mercado para 2020: a de consumir cervejas localmente. Pequenas cervejarias e brewpubs estão nascendo por todo o país, aumentando a capilaridade da cerveja artesanal.

“Em 2020 haverá um filtro em relação ao custo-benefício. Será o ano do ‘beba local’, pois a carga tributária e a pulverização das microcervejarias pelo país privilegiam o consumo local”, analisa Sady Homrich, sommelier de cerveja que também é jurado do concurso Eisenbahn Mestre Cervejeiro, além de baterista do Nenhum de Nós.

Outro fator que pode impulsionar favoravelmente o mercado cervejeiro em 2020 é o aumento da participação política do setor. No momento em que o número de cervejarias no Brasil passou de mil, o setor de artesanais viu sua importância crescer com o surgimento da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Cerveja no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 “Criamos a Câmara Setorial da Cerveja no Ministério da Agricultura e conseguimos uma representação forte através da Frente Parlamentar Mista da Indústria Brasileira da Bebida”, cita Carlo Lapolli, presidente da Abracerva e também da Câmara Setorial, para depois concluir.

“A política é o único instrumento legítimo que temos para melhorar a situação para o pequeno empreendedor. E nós consolidamos essa posição e iremos colher frutos em 2020”, conclui Lapolli.

 

Fonte: Guia da Cerveja – 13/02/2020

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