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Sebrae e Abracerva produziram o 1º Censo das Cervejarias Independentes, um estudo inédito que mapeia o mercado nacional

Dentre as cervejarias independentes brasileiras, 28% estão tendo lucro neste ano, enquanto uma parcela significativa, de 22%, revelaram ter prejuízo. É o que informa o 1º Censo das Cervejarias Independentes Brasileiras, divulgado nesta quarta-feira pelo Sebrae e pela Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva).

A interessante pesquisa, que traça o primeiro grande mapa da cerveja brasileira independente, foi realizada entre 07/04/2019 e 12/05/2019. O estudo contou com 486 respondentes, entre representantes de fábricas, marcas ciganas (que terceirizam a produção) e brewpubs.

Se 28% dos entrevistados disseram estar tendo lucro e 22% prejuízo até maio deste ano, 50% garantiram estar “empatando”, ou seja, não têm superávit ou déficit significativos, conforme descrição do estudo. Mas uma análise global da pesquisa demonstra que o entusiasmo envolvendo o mercado de artesanais tem, sim, razão de existir.

Quando questionados sobre como foi o faturamento do seu negócio em 2018 na comparação com 2017, 61% dos entrevistados afirmaram que foi melhor. Já 30% declararam que “se mantiveram”, enquanto apenas 9% apontaram prejuízo.

O resultado parece ainda mais expressivo quando se coloca em perspectiva o difícil cenário conjuntural de 2018, emperrado por uma disputa eleitoral caótica e uma economia ainda morosa – o PIB teve crescimento de apenas 1,1% no ano passado e a produção industrial de bebidas alcoólicas recuou 1,4%.

Em 2019, por sua vez, a economia teve recessão de 0,1% no primeiro trimestre e crescimento de 0,4% no segundo. E a produção industrial de bebidas alcoólicas, depois de subir até maio, vem decaindo desde então.

“Esses resultados (do censo) também podem indicar um cenário mais difícil em 2019 (para as cervejas independentes)”, analisa o estudo do Sebrae e da Abracerva.

Projeções e empregos

Em relação às projeções para 2019, 34% das cervejarias pesquisadas calculam que vão faturar até R$ 180 mil, enquanto 17% esperam entre R$ 180 mil e R$ 360 mil. Ou seja, mais da metade – 51% – projetam até R$ 360 mil.

Já 14% calculam faturamento entre R$ 360 mil e R$ 720 mil, 13% entre R$ 720 mil e R$ 1,8 milhões, 6% entre R$ 1,8 milhões e R$ 3,6 milhões. Apenas 4%, por sua vez, esperam faturar acima de R$ 3,6 milhões, enquanto 11% preferiram não informar.

O censo da cerveja destaca, ainda, a quantidade de empregos gerados em cada fábrica: 19% trabalha sozinho, 57% possui entre 1 e 4 funcionários, 12% entre 5 e 9, 7% entre 10 e 19, 5% entre 20 e 49 e 1% acima de 50.

O estudo também informou que o enquadramento tributário que prevalece entre as cervejarias artesanais independentes é o Simples Nacional (82%). 

Outros itens
Além de levantar aspectos econômicos, o censo da cerveja traça um interessante mapa sobre o mercado de independentes. O estudo aponta, por exemplo, a dominância masculina no setor, com 89% dos cervejeiros sendo homens, contra 11% de mulheres. Já a idade média dos profissionais é de 39 anos, com alto grau de escolaridade.

Em relação aos estados, os que concentram o maior número de negócios são Rio Grande do Sul (20%), São Paulo (18%) e Minas Gerais (13%). Já 70% das marcas que fizeram parte da pesquisa têm de um a quatro anos de fundação, o que mostra um mercado bastante jovem.

Quanto à fabricação da bebida, o tipo mais comum ainda é a produção em fábrica própria (67%). Em segundo lugar estão as ciganas (25%) e, por último, os brewpubs (8%).

“Para nós, enquanto associação, é essencial entender e conhecer o segmento para podermos direcionar as ações e incentivos em prol da maioria. Somente desta forma é possível mantermos um crescimento saudável do setor”, afirma Carlo Lapolli, presidente da Abracerva.

 

Fonte: Guia da Cerveja – 16/10/2019

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