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Para especialista da Agrária, contratos de longo prazo junto a fornecedores confiáveis podem ser ferramenta para minimizar risco de desabastecimento

Planejamento e realização de parcerias com fornecedores são ações necessárias para minimizar os efeitos do risco de escassez de cevada e, consequentemente, de malte, evitando o desabastecimento de uma cervejaria. Essa é a avaliação da Cooperativa Agrária Agroindustrial, especializada em grãos, para um problema que preocupa especialistas.

Recente estudo publicado no jornal Nature Plants mostrou que o aquecimento global pode afetar as principais regiões produtoras de cevada. De acordo com o trabalho, fenômenos como secas e ondas de calor poderiam diminuir colheitas e provocar aumento de preços.

 “O grande vetor que rege atualmente o mercado é a capacidade mundial de produção de malte, que não evoluiu nos últimos tempos com o crescimento da demanda. Desta forma, o planejamento de consumo e a consolidação de parceria com os fornecedores da cadeia é imprescindível. Contratos de longo prazo junto a fornecedores confiáveis podem ser uma ferramenta para minimizar algum risco de desabastecimento”, analisa Jeferson Caus, gerente comercial da Agrária.

O especialista, contudo, minimiza os efeitos do aquecimento global previstos pelo estudo divulgado pelo Nature Plants. Para ele, é possível até que a produção de cevada no hemisfério sul seja impulsionada pela elevação das temperaturas.

“Existem inúmeras teorias e modelos climáticos que apontam inclusive um benefício ao sistema de produção de cevada no hemisfério sul caso este eventual aquecimento ocorra ou esteja ocorrendo. Ou seja, neste momento, o aquecimento ou resfriamento do nosso planeta não é o principal driver da oferta e demanda de cevada e malte mundial”, diz Jeferson.

Nesse momento, portanto, a preocupação do especialista da Agrária está voltada mais para o risco de a demanda crescer mais do que a produção de cevada. Ainda assim, ele não vê isso como um cenário preocupante para o restante do ano e mesmo aos primeiros meses de 2020.

“Temos uma alta demanda, o que força a alta dos preços, porém ainda longe de um desabastecimento ou ruptura de estoques. Em um futuro próximo, 6 meses a 1 ano, penso que o cenário não se alterará muito”, comenta o gerente da Agrária.

Na sua avaliação, o cenário econômico brasileiro poderá ser determinante para que a produção de cevada aumente, evitando o risco de escassez no mercado. “Para os próximos anos, muito dependerá de como a economia brasileira se comportará. Temos um espaço enorme para desenvolver no Brasil, o potencial nacional é magnífico e atrativo, porém diretamente dependente das condições econômicas as quais estamos expostos”, conclui.

Fonte: Guia da Cerveja – 29/07/2019

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