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O volume de cervejas aumentou em decorrência de um clima mais quente e carnaval tardio, mas tendência de alta é incerta

ambev 07 05

Funcionários colocam garrafas vazias em garrafeiras na fábrica da Ambev em Lages, Brasil. (Paulo Fridman/Bloomberg/Bloomberg)

O Brasil está tomando mais cerveja da Ambev, mas o mercado não está tão otimista com a companhia. Depois de cair 3,1% em 2018, o volume de cerveja vendido pela empresa no país cresceu 11,3% no primeiro trimestre do ano, conforme resultados apresentados nesta terça-feira.

A notícia seria ótima, se não fosse a dificuldade da companhia em recuperar suas margens. O volume de cerveja da indústria, de modo geral, cresceu 3%, de acordo com dados Nielsen 2.0, abaixo dos resultados apresentados pela Ambev, portanto. No entanto, a companhia sofre pressão de custos maiores e ainda não está claro se a tendência de aumento nas vendas deve se manter nos próximos trimestres.

Além de beber mais cerveja da fabricante, os consumidores estão atrás de marcas premium. “Os consumidores estão indo para produtos de maior valor, o que deve nos beneficiar. Quando eles voltam ao segmento core, percebem a inovação que fizemos nos últimos anos”, afirmou Bernardo Paiva, diretor geral da Ambev em teleconferência com analistas. A companhia ampliou a linha da Brahma e lançou a Skol Hops e Skol Puro Malte.

A empresa também está investindo no segmento premium, que lidera o crescimento e ganha participação de mercado, segundo a empresa. O portfólio de marcas globais, composto por Budweiser, Stella Artois e Corona, cresceu mais de 50% no trimestre.

As vendas de cerveja no país foram ainda impulsionadas pelo clima, com um verão mais quente, e pelo Carnaval tardio. A Ambev, que também engloba as operações na América Central, América Latina Sul, Caribe e Canadá, reportou lucro líquido ajustado de 2,6 bilhões de reais no primeiro trimestre, alta de 6,2%.

No entanto, o mercado não está empolgado com os números apresentados pela companhia. As ações caíram 2,3% no dia. As margens operacionais decepcionaram, negativamente impactadas pelo aumento dos preços das commodities como alumínio e pelas pressões inflacionárias na Argentina.

Apesar dos esforços da companhia em gerenciar custos e aumentar as vendas de marcas premium, a melhora nas margens pode estar distante. “Não podemos deixar de apontar que a receita por hectolitro cresceu apenas 3,7%, apesar dos contínuos esforços de impulsionar o segmento premium, sugerindo que o desempenho do volume pode, em certa medida, ser feito em detrimento das margens”, escreveu o banco BTG Pactual em relatório.

Como o volume de cervejas aumentou em decorrência do clima e do Carnaval, não ficou claro se a tendência de alta deve se manter nos próximos trimestres. “Continuamos preocupados com a sustentabilidade da recuperação do volume da companhia e uma potencial desaceleração no segundo trimestre do ano”, afirmou o banco Bradesco em relatório.

A preocupação com a continuidade da tendência também foi mencionada pelo Itaú BBA. “O crescimento da receita é um bom sinal, contanto que possa ser mantido nos próximos trimestres”, afirmou o banco em relatório.

Fonte: Exame – 07/05/2019

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