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Empresa quer participação minoritária em suas operações na Ásia para a criação de um negócio que poderia levar a fabricação de cerveja na região

Por Reuters

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AB INBEV: a empresa é um sucesso de rentabilidade, mas vem perdendo participação de mercado (Yves Herman/Reuters)

Bruxelas – A Anheuser-Busch InBev, maior cervejaria do mundo, está considerando listar uma participação minoritária em suas operações na Ásia para criar um negócio separado que poderia levar à consolidação da fabricação de cerveja na região

O anúncio nesta terça-feira, divulgado ao mesmo tempo que os resultados do primeiro trimestre, vem na sequência de notícias de que a empresa recrutou bancos para trabalhar em uma venda parcial dos negócios da região Ásia-Pacífico.

A cervejaria tem mais de 100 bilhões de dólares em dívidas após a compra da rival SABMiller em 2016 e, em última análise, quer reduzir proporção da dívida líquida em relação ao Ebitda para 2 ante e 4,6 no final de 2018.

A companhia com sede na Bélgica, cujas cervejas incluem Stella Artois, reconheceu que uma listagem de uma fatia minoritária aceleraria esse processo, mas disse que seu compromisso de reduzir o múltiplo para menos de 4 até o final de 2020 não dependia disso.

A companhia disse que o principal mérito de uma listagem em Hong Kong seria criar um campeão na Ásia-Pacífico, onde as vendas ainda estão crescendo.

O vice-presidente Financeiro da AB InBev, Felipe Dutra, disse à Reuters que um paralelo poderia ser feito com a subsidiária brasileira AmBev, da qual a AB InBev possui 61,9 por cento. Ela está agora presente em 16 países das Américas, incluindo Argentina e Canadá.

Analistas da Jefferies disseram que uma precificação de 40 bilhões a 50 bilhões de dólares seria razoável para os negócios da região Ásia-Pacífico, o que significa que a empresa pode reduzir a dívida em até20 bilhões de dólares.

Em relação ao balanço do primeiro trimestre, a AB InBev disse que o Ebitda ficou em 4,99 bilhões de dólares, com crescimento orgânico de 8,2 por cento.

O valor total ficou abaixo da previsão média de 5,06 bilhões de dólares em uma pesquisa da Reuters, mas acima do aumento consensual de 7,9 por cento em uma pesquisa compilada pela empresa.

A participação da empresa em seu maior mercado, os Estados Unidos, caiu 0,1 ponto percentual, mas as margens expandiram à medida que a cerveja de maior preço, como a Michelob Ultra, cresceu.

O volume de cerveja no Brasil, seu segundo maior mercado, aumentou em 11,3 por cento, ajudado pelo Carnaval.

Condições econômicas desafiadoras na Argentina e na África do Sul, porém, levaram a uma queda nas vendas de cerveja. O calendário tardio da Páscoa em 2019 também limitou os ganhos em alguns países.

Fonte: Exame – 07/05/2019

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