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Em relatório sobre mercado cervejeiro do Brasil, banco UBS afirma que lançamento das puro malte da Skol teve recepção morna

A mudança de gosto do consumidor brasileiro no momento de escolher a cerveja dificulta o crescimento da Ambev, detentora de 63,7% do mercado nacional. A avaliação é de relatório divulgado nesta semana pelo banco suíço UBS.

Baseando-se em dados do mercado de 2017, o relatório lembra a queda no consumo de cerveja per capita no país em quase 10% nos últimos cinco anos, para cerca de 61 litros. E, principalmente, aponta as alterações no padrão de consumo, com o brasileiro mais interessado em bebidas premium e puro malte.

“Essas mudanças parecem jogar contra a Ambev, que historicamente se concentrou em volumes mais altos para aumentar a alavancagem operacional. Isso ajuda a explicar por que suas operações de cerveja no Brasil geraram em 2018 um EBITDA 14% menor em reais do que o pico de 2015”, detalha o banco suíço.

A análise também aponta que a expansão do mercado de artesanais no Brasil ensinou um novo comportamento, embora este segmento ainda tenha um alcance pequeno. Assim, houve alterações no gosto e o surgimento da preocupação sobre os ingredientes que estão sendo consumidos. E a puro malte se tornou atributo de qualidade.

Em meio a esse cenário, a Ambev lançou dois rótulos nos últimos meses: a Skol Hops e, mais recentemente, a Skol Puro Malte. No entanto, de acordo com o relatório do banco, que contou com a contribuição de conversas com a direção do Grupo Petrópolis para sua elaboração, “a receptividade do consumidor foi morna”.

“Eles também percebem que a estratégia de seus concorrentes com a Skol Puro Malte pretende tirar um pouco da excelência da tendência de puro malte, baixando os preços. A Petrópolis mencionou que possivelmente isso poderia ser feito reduzindo os dias de produção, mas se perguntou como os consumidores vão perceber a qualidade desta cerveja puro malte”, afirma o relatório do UBS.

A análise aponta também para a impossibilidade, neste momento, de surtos de demanda e guerra de preços no setor cervejeiro brasileiro. Isso se dá, segundo o relatório e de acordo com as conversas com a Petrópolis, por conta da oferta limitada de alumínio e garrafas de vidro pelo setor de embalagens.

“Nós interpretamos que tudo isso significa que Petrópolis e Heineken provavelmente continuem seguindo os aumentos de preços da Ambev e fiquem longe de guerras de preços para proteger suas margens brutas. Nós já vimos isso no ano passado, quando a Petrópolis aumentou seus preços em 5% em setembro, o que está em linha com os 5,4% do aumento do preço médio da Ambev em 2018”, conclui o banco suíço.

Fonte: Guia da Cerveja – 11/04/2019

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