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Budweiser adapta campanhas clássicas para os dias de hoje, retirando o cunho machista típico da época

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Campanha da Budweiser recria anúncios das décadas de 1950 e 1960, agora promovendo a igualdade de gênero Foto: Divulgação

RIO — A fabricante americana de cerveja Budweiser, que pertence à AB Inbev, decidiu fazer uma campanha especial para o Dia Internacional da Mulher, em 8 de março. A empresa usou anúncios clássicos, dos anos 1950 e 1960, que mostravam uma temática machista comum àquela época, repaginando-os para uma versão atual, que não desvaloriza nem objetifica as mulheres.

A campanha foi veiculada na última sexta-feira nos jornais The New York Times, Chicago Tribune e L.A. Times.

Hoje em dia, a fabricante de cervejas participa do movimento #SeeHer , da Associação Nacional de Anunciantes (ANA) dos Estados Unidos, cujo objetivo é promover a igualdade de gênero na publicidade americana. O #SeeHer pretende atingir 20% de exposição feminina adequada na mídia americana até 2020, em comemoração aos 100 anos da conquista do direito ao voto feminino no país.

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Campanha da Budweiser recria anúncios das décadas de 1950 e 1960 Foto: Divulgação / Divulgação

Em um dos anúncios, o original mostra um homem e sua mulher: "Que fome... o jantar está quase pronto e o cheiro está realmente bom. Afrouxe a gravata e desfrute sua Budweiser". A versão recriada traz: "Tempo de descontrair... É sexta-feira, a sua comida favorita acabou de ser entregue. Abra uma Budweiser bem gelada e curta esse momento", na qual uma mulher sorridente, com um cãozinho ao lado, desembala a comida chinesa que acabou de chegar, com uma garrafa de cerveja aberta.

— A campanha mostra dois momentos distintos. Nos anos 1950 e 1960, a representação social da mulher era diferente, ela era criada para casar e ter filhos. A publicidade trabalha com a representação, portanto ressalta o momento da época. Ao acompanharmos a história, vemos que a revolução industrial reposiciona a mulher, trazendo-a da esfera privada do limite da própria casa para a esfera pública, onde ela assume um espaço. Há um movimento de empoderamento feminino, os papéis sociais estão sendo repensados — explica Adriane Buarque de Holanda, doutora em Publicidade e Propaganda e professora da ESPM-Rio.

Na divulgação da campanha, a vice-presidente da Budweiser, Monica Rustgi, informou que fazia parte da responsabilidade da marca recriar os anúncios. Ela contou ainda que a empresa estabeleceu uma longa parceria com o movimento #SeeHer.

No entanto, embora campanhas e iniciativas como essa anunciem novos tempos no ramo da publicidade, ainda há muitos desafios pela frente.

— Ainda vemos diversas campanhas machistas, inclusive em marcas do Rio de Janeiro. Depende muito da equipe que faz o processo criativo, pois é ela que dá o tom de voz para a campanha. Até recentemente, havia muito mais homens do que mulheres na criação das campanhas publicitárias, o que interfere nisso. Havia muito preconceito dentro da agências — ressalta Adriane.

Fonte: O GLOBO – 12/03/2019

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