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bock chain

Rastreamento dos ingredientes vai ao encontro da preocupação do público de conhecer melhor a origem dos produtos

A princípio, parece apenas mais um trocadilho infame batizando uma cerveja, mas a recém-lançada canadense Bock Chain é mais do que isso: usando a tecnologia do Blockchain, maltaria e cervejaria rastrearam nos mínimos detalhes todo o caminho dos grãos de cevada do campo até o copo.

E o trajeto não foi curto. O caminho da cevada Newdale começou em uma área plantada da Hamill Farms, localizada em W½-29-36-27-W4, em Penhold, na província canadense de Alberta. A safra foi de 23,245 alqueires colhidos em 6 de setembro de 2018. O governo canadense inspecionou os grãos em 4 de outubro, apontando umidade de 12,7% e 10,9% de conteúdo de proteína.

Os grãos foram levados por um caminhão (LPY 812) para a Canada Malting Company, em Calgary, descarregados no silo #50, maltados na casa D da companhia e levados de volta de caminhão (LPY 922) para a Red Shed Malting, perto de Penhold, onde uma porção deles foi transformada em malte chocolate.

Em seguida, foram embalados em 2 de dezembro, em sacas de 50 libras, levados de caminhão (LPY 834) para a Last Best Brewing and Distilling, em Calgary. Lá, finalmente, o malte foi usado na produção de 609 caixas de cerveja estilo Bock, batizada Bock Chain, em 11 de dezembro de 2018.

“Rastreamos todo o caminho do malte com a tecnologia blockchain”, conta Natasha Peiskar, mestre cervejeira da Last Best Brewing and Distilling.

A ideia por trás da ação é sanar uma preocupação crescente dos consumidores não apenas de cerveja, mas de diversos tipos de produtos: a origem do que se consome.

Seja por prestígio ao produtor local, seja por uma questão de saúde, cada vez mais consumidores se interessam por saber de onde vem e quem participou do processo de produção. “Há consumidores que querem apenas abrir uma cerveja e aproveitar, mas creio que o movimento ‘farm-to-table’ está ganhando cada vez mais força”, diz Peiskar.

A tecnologia Blockchain, usada no projeto, permite que a informação digital seja compartilhada, mas não copiada ou corrompida. “Há diversas coisas que se faz no campo que muitas vezes não são claras, e o Blockchain consegue deixar isso completamente transparente para os consumidores”, afirma Matt Hammil, da Red Shed Malting.

Em seu site, a cervejaria divulgou vídeos e fotos mostrando todo o percurso do malte. O material também está acessível pelo código QR das latas da Bock Chain.

Fonte: Guia da Cerveja – 25/02/2019

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