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Crescimento abaixo da expectativa para o mercado brasileiro pode significar um respiro para uma Ambev pressionada  

heineken 09 05

(Matthew Lee/Reuters)

SÃO PAULO – Sob pressão graças aos novos hábitos de consumo de cerveja, a Ambev pode ver como um pequeno alento os resultados divulgados pela Heineken na última terça-feira (12). Aparentemente, os maiores problemas da holandesa no Brasil ainda não foram resolvidos, o que pode significar certo respiro para os resultados trimestrais, de acordo com o Bradesco BBI.

O recorte ‘Brasil’ dos resultados da Heineken, controladora da Brasil Kirin, mostra um crescimento de apenas um dígito no último trimestre, apesar do crescimento de dois dígitos em 2018 como um todo no mercado nacional.

A empresa viu decréscimo de 17 pontos-base na margem operacional graças à “consolidação [das operações] no Brasil, custos crescentes de insumos e evolução desfavorável da moeda”, diz o balanço financeiro.

O analista Leandro Fontanesi, do Bradesco BBI, destaca os problemas que a empresa enfrentou em logística e tecnologia.

Durante o período de pico nas vendas (dezembro, por exemplo), não havia caminhões suficientes para as entregas. Além disso, a transição para o sistema SAP da Brasil Kirin em meados de 2018 “gerou problemas de produção que a companhia também vê como parte da integração (não-recorrentes)”.

Contornáveis, esses problemas podem ser resolvidos ainda em 2019, acreditam os analistas. Para este ano, a Heineken irá investir mais no mercado nacional por enxergar potencial principalmente nas marcas premium, como a própria Heineken e a Eisenbahn.

E a Ambev com isso?

Desde a compra da Brasil Kirin, a Heineken é vista como uma das maiores ameaças ao crescimento da Ambev. Com o resultado abaixo do esperado para a holandesa, analistas começam a enxergar um céu um pouco mais azul para a dona da Skol.

Para o balanço referente ao ano passado, a ser divulgado no próximo dia 28 antes da abertura do mercado, as previsões começam a suavizar. O BBI, por exemplo, diminuiu o pessimismo para sua perspectiva sobre o volume de vendas: antes, previa queda de 3%; agora, baixou para 1%, “assumindo que a Ambev tenha capturado todo o volume que a Heineken não conseguiu suprir em 2018”.  

Ainda assim, como explanado, o problema da concorrente parece sazonal. “Continuamos com visão conservadora sobre o potencial crescimento para Ambev em 2019”, escreve Fontanesi.

A ação da Ambev tem baixa nesta quarta-feira, apesar da notícia aparentemente positiva. O papel era negociado a -0,80% às 15h29, ante alta de 0,17% do Ibovespa. 

Fonte: Infomoney – 13/02/2019

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