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Especialistas do setor demonstram otimismo para 2019 e, segundo Carlo Lapolli, artesanal aumentará em breve seu market share

A cerveja artesanal brasileira enfrentou algumas barreiras em 2018, como a crise econômica e a retração do consumo, a matriz tributária pouco efetiva e a dificuldade em baratear o preço para democratizar seu acesso. Tudo, porém, deve ser diferente para o novo ano.

Confiantes na recuperação conjuntural e em um melhor ambiente de negócios às artesanais, especialistas apontam que o ano tende a ser positivo para o setor. É o caso de Carlo Giovanni Lapolli, presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva). Para ele, em breve espaço de tempo, o mercado de artesanais pode saltar do market share atual – entre 1% e 2% – para expressivos 10%.

“Iremos trabalhar por uma reforma tributária, por melhores condições às pequenas empresas, às pequenas cervejarias e, assim, ajudar a baratear o custo da cerveja artesanal e torná-la mais popular. Com certeza ganharemos mais mercado. Nossa meta é chegar a 10% em um breve espaço de tempo”, revela o presidente da Abracerva ao Guia.

Seu otimismo é compartilhado por José Bento Valias Vargas, sócio da Lamas Brew Shop de BH, da Dunk Bier e um dos fundadores da Acerva Mineira. A melhora do ambiente econômico do país, segundo ele, deve impactar diretamente no nicho de artesanais, que deve “ter um aquecimento de mercado como um todo”.

José Bento cita ainda um exemplo específico – a nova lei de ocupação de solos em Belo Horizonte – para redobrar a aposta no crescimento de brewpubs. Ainda assim, ele pondera: a artesanal brasileira precisa de um melhor equilíbrio conjuntural para crescer sustentavelmente.

“Creio que vá ter um surgimento grande desse tipo de negócio [brewpubs], mas ainda desproporcional ao consumo. Nem todos obviamente vingarão, mas vai trazer visibilidade”, avalia José Bento.

“O amadurecimento do mercado de cerveja está sendo visto a passos largos, mas ainda é um setor muito novo e com problemas fundamentais, como a regulação incorreta, a alta carga de impostos, a disparidade cruel entre grandes e pequenas indústrias”, acrescenta o sócio da Dunk Bier.

Já Patrícia Sanches, fundadora da Confraria Maria Bonita Beer, sócia da cervejaria Patt Lou e do Instituto Ceres de Educação Cervejeira, aponta que ainda é difícil fazer previsões sobre 2019, mas pondera ser possível vislumbrar uma “antecipação de um futuro próximo no cenário cervejeiro nacional”, uma vez que especialistas já especulam uma melhora na economia para 2019.

E, partindo dessa premissa, ela avalia que o mercado precisará ser criativo para ganhar novos consumidores. “Sendo bem otimistas, podemos pensar em um crescimento tímido, impulsionado principalmente pelas cervejas mais leves, refrescantes e que inovam na criatividade fazendo uso de produtos brasileiros (com frutas, especiarias e madeiras locais)”, conclui Patrícia.

Fonte: Guia da Cerveja – 10/01/2019

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