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Em relatório do Bradesco BBI, o analista Leandro Fontanesi aponta que a venda de cervejas em bares, que hoje representa 62% das vendas no Brasil, tem perdido espaço para a venda em supermercados

SÃO PAULO – A mudança na maneira como brasileiros consomem cerveja não se dá apenas na preferência por rótulos artesanais e de maior “qualidade”, como apontou um relatório da Mintel em novembro – que você pode conferir aqui –, mas também de uma forma estrutural.

Em relatório do Bradesco BBI, o analista Leandro Fontanesi aponta que o consumo de cervejas em bares, que hoje representa 62% das vendas no Brasil, tem perdido espaço para a venda em supermercados.

Isso deve se intensificar nos próximos anos: a expectativa é de que a venda de cervejas em bares cresça a uma taxa anual de 1% entre 2018 e 2023, enquanto a venda nos supermercados cresça a 4%.

Não é, claro, uma mudança que vem à toa. O principal fator que leva a essa mudança é a expansão de lojas atacadistas no Brasil, como o Atacadão, do Carrefour, e o Assaí, do GPA, que passaram a oferecer maiores opções de cerveja a preços mais baixos. Nos últimos cinco anos, as duas bandeiras abriram mais de 140 novas lojas. Esse é o segmento que, hoje, apresenta o maior crescimento de vendas da bebida.

O segundo fator que levou a essa mudança é uma consequência dessa expansão de atacarejos: os preços mais baixos da bebida praticados nas lojas. O banco estima que eles são 20% mais baixos que o praticado por supermercados e entre 30% e 60% mais baixos que o visto em bares.

“A recessão levou a uma mudança no consumo para essas opções mais baratas, mas não é provável que uma recuperação cíclica leve a uma reversão deste cenário”, escreveu o analista. Isso porque os consumidores “agora já sabem como gastar menos dinheiro”.

As varejistas também estão começando a expandir sua oferta de cervejas, com novos rótulos premium e artesanais, antes eram só encontradas em lojas especializadas e bares. É um reflexo da maior busca por essas cervejas, como apontou a Mintel no relatório de novembro.

Outro estudo da consultoria reforça uma mudança no perfil do consumidor de cervejas: 28% dos consumidores millennials, hoje com idade entre 24 e 31 anos, preferem beber em casa pois acreditam que exige “muito esforço sair”; somente 15% dos respondentes da geração baby boomer, de 54 a 72 anos, concordaram.

“Em adição ao amplo acesso aos preços baixos através das atacadistas, a mudança no comportamento do consumidor também deve levar a um crescimento nas vendas da bebida fora dos bares”, escreveu o analista. 

Fonte: Infomoney – 17/12/2018

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