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A Cervejarias Kaiser encerrou as atividades de sua unidade fabril em Queimados (RJ), que operava há 20 anos. O fechamento da fábrica põe fim à reestruturação iniciada em 2002, quando a cervejaria, controlada pela canadense Molson, se fundiu com a Bavária. Dos 35 milhões de hectolitros de capacidade de produção anual espalhados em 13 fábricas, na época, permanecerão em operação oito unidades, com capacidade produtiva total de 20 milhões de hectolitros. "Era um volume quase três vezes maior do que precisávamos. Conseguimos reduzir a ociosidade de nosso parque fabril", afirmou o gerente corporativo industrial da cervejaria, Edmundo Albers. Apenas 30% da capacidade da fábrica de Queimados (de 3 milhões de hectolitros) estava sendo aproveitada, disse o executivo. Com o encerramento, a utilização média sobe para cerca de 50%.

O processo de encerramento da unidade durou cerca de um ano. A linha, que abrigava a produção das cervejas Kaiser, Heineken e alguns itens para exportação, foi transferida para a fábrica de Jacareí (SP), que recebeu investimentos de R$ 10 milhões para adequar suas operações. "A unidade de Queimados ficava a apenas 315 quilômetros de distância de Jacareí (ambas são localizadas na mesma margem da Via Dutra, que liga São Paulo ao Rio), fazendo com que essas fábricas competissem entre si.

Agora, a fábrica paulista passará a atender praças que eram abastecidas anteriormente por Queimados", disse o executivo. A fábrica de Jacareí pode produzir até 7 milhões de hectolitros por ano, contra os 3 milhões da de Queimados. Cerca de 250 funcionários serão dispensados. Ainda não foi definido o destino da área de Queimados. "Esperamos alcançar uma ocupação média anual de nossas fábricas da ordem de 70% em breve", disse Albers. O patamar fica dentro do índice considerado ideal de ocupação das cervejarias no País (entre 50% a 70%), por conta da sazonalidade do mercado - que alcança seu pico no final do ano e tem as vendas reduzidas no inverno.

Os volumes de venda desse ano, entretanto, deverão empatar com os do ano passado (não revelados). De acordo com a empresa, os produtos Kaiser detêm 10,3% de participação de mercado (com a linha de bebidas Kaiser e as marcas Bavária, Heineken, Xingu e Santa Cerva). A Molson anunciou que obteve prejuízo de 117,9 milhões de dólares canadenses (o equivalente a US$ 96,6 milhões) em seu segundo trimestre fiscal, ante um lucro de 96 milhões de dólares canadenses no mesmo período do ano passado. A empresa afirmou que o resultado foi prejudicado pelas vendas fracas no Brasil e no Canadá. Ainda segundo nota divulgada pela empresa, cerca de US$ 41 milhões serão gastos no encerramento das atividades em Queimados. Albers, entretanto, disse que o fechamento da unidade não foi determinado pela matriz. As vendas mundiais foram de US$ 539 milhões no período. A Molson anunciou que planeja refinanciar uma parte de sua dívida brasileira (US$ 173 milhões) com uma injeção de capital.

Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria & Serviços - Outubro/2004

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