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A compra da AmBev pelo grupo belga Interbrew foi o maior negócio de compra e venda de empresas no País, superando inclusive as privatizações das empresas do antigo grupo Telebrás ou da Companhia Vale do Rio Doce. Conforme cálculos de analistas que estudaram a operação, a cervejaria brasileira foi avaliada em US$ 11, 328 bilhões, considerando o valor pago pelas ações ordinárias dos acionistas controladores (441,60 ou o equivalente a US$ 552,66) e aos minoritários titulares de ações ordinárias (353,28 ou o equivalente a US$ 442,13). Os cálculos não computam as ações preferenciais já que, pela legislação brasileira, essas ações não têm direito a voto, o que as torna quase que títulos de dívida, sem prazo de resgate. Os donos de ações preferenciais ficaram fora do negócio, com grandes prejuízos a esses minoritários, como é o caso do fundo de pensão Previ, dos funcionários do Banco do Brasil. As preferenciais representam 59% do total de ações da AmBev. Com base nos documentos divulgados pela AmBev, os três acionistas que partilhavam o controle acionário da empresa (Jorge Paulo Lemann, Marcell Herman Telles e Carlos Alberto Sicupira), tiveram as suas posições avaliadas em US$ 4,561 bilhões, o que corresponde a cerca de US$ 1,5 bilhão para cada um.

Os três partilhavam o controle da AmBev por meio de duas empresas: a Empresa de Administração e Participações (ECAP), que tinha 4, 039 bilhões de ações ordinárias e a Braco Investimentos S.A. (4, 214 bilhões de ações ordinárias). Estes valores não foram pagos em dinheiro, mas resultaram em operações de complexa troca de ativos. A afirmação dos acionistas da AmBev na data do anúncio de transação, no dia 3 de março, de que a empresa continua sob controle brasileiro, perde o sentido ante os novos documentos referentes à operação. Isso fica explícito na nota de 27 de agosto divulgada pela empresa, quando a transação foi consumada. Segundo a nota, "como resultado dessas operações, a InBev tornou-se a detentora indireta de 27.463.411.153 ações da AmBev (sendo 16.065.229.834 ações ordinárias e 11.398.181.319 ações preferenciais), representando 68,4% do capital votante e 49,1% do capital total da AmBev". A nota diz ainda que, "de acordo com as leis do Reino da Bélgica", a sede da InBev fica em Vaarstraat 94, Leuven", embora a AmBev continue sediada em São Paulo.

A "mudança de endereço" da controladora da AmBev traz benefícios financeiros expressivos à companhia. Ao se tornar uma empresa "européia" a AmBev conseguirá reduzir os custos financeiros, por não carregar mais o "risco-Brasil". A conclusão da operação ainda depende da oferta pública de compra de ações dos acionistas minoritários titulares de ações ordinárias. Os titulares de ações preferenciais não foram contemplados na operação, já que a AmBev não oferecia o direito de tag along para esse tipo de ação. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) solicitou informações adicionais da empresa para autorizar a oferta pública de compra dos minoritários.

Fonte: O Estado de São Paulo - Economia

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