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John Brock, diretor-presidente da Inbev, a cervejaria de maior volume de produção do mundo, recebeu alguns conselhos úteis no início da sua carreira, quando trabalhava na Proctor & Gamble. Lá ouviu de um colega mais experiente: "O segredo no negócio é simples. Tudo o que você tem a fazer é vir aqui todas as semanas, dizer-me o que vai fazer, depois sair e fazer. Então, de quando em quando, você me apresenta uma pequena surpresa positiva. Se fizer isso, então um dia será o diretor-presidente."

O conselho funcionou para Brock, de 56 anos, pois depois da Proctor & Gamble, ingressou na Cadbury Schweppes onde se tornou diretor de Operação e era o candidato favorito para suceder John Sunderland como diretor-presidente. Perdeu para um rival interno e foi embora. Logo assumiu o cargo de diretor-presidente da Interbrew, a gigante belga da cerveja. Desde que ingressou na empresa, Brock a tem reformulado, transformando uma cervejaria de administração familiar numa empresa moderna e também encontrou meios de reduzir os custos do grupo em 200 milhões. Mas a grande medida de Brock foi engendrar a fusão, este ano, da Interbrew com a Ambev, para criar uma nova empresa denominada Inbev. Ao fazer isso, Brock, que estava na empresa havia apenas um ano, mudou o cenário mundial da indústria cervejeira.

Em termos de volume - mas não de lucratividade - a empresa ampliada tirou o 1.º lugar da Anheuser Busch dos Estados Unidos. Para os milhares de consumidores, as marcas são muito mais conhecidas do que a Inbev. Seu portfólio de 200 marcas inclui as campeãs Beck’s, Stella Artois, Bass, Leffe e Hoegaarden, assim como a cerveja Brahma da Ambev - que a Inbev pretende transformar em marca internacional.

As rivais menores da Inbev - SABMiller e Scottish & Newcastle - estão ponderando uma forma de reagir num ambiente em que o tamanho realmente conta numa escala global, mas também estão esperando para ver se os grupos que compõem a Inbev deslancham. A AmBev manteve suas ações listadas no Brasil e em Nova York, enquanto a Inbev tem suas ações listadas separadamente na Euronext, mas está consolidando as contas do grupo ampliado e considerando listar seus recibos de depósitos de ações também na Bolsa de Nova York. Há os que perguntam quem se tornará o investidor dominante a longo prazo, mas Brock é categórico em afirmar que os direitos de voto são iguais: "Esta empresa será gerida como uma só, e se não fizermos isso, nunca atingiremos o volume nem as sinergias de custo que dissemos que seria parte da transação." Se os dois lados se desentenderem, há um mecanismo para desfazer a fusão no decorrer "de alguns anos". Fora isso, as duas empresas estão efetivamente unidas, e Brock estabeleceu a meta não apenas de ser a maior cervejaria por volume como também a mais lucrativa.

Fonte: O Estado de São Paulo - Economia - Outubro/2004

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