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Cervejarias produzem rótulos exclusivos para estabelecimentos interessados
 
chef alain poletto bistrot de paris

Cerveja da linha Jeffrey Concept, criada pela cervejaria do Rio em parceria com o Olympe, de Thomas Troisgros  - Emi Parente/Divulgação
 

Uma cerveja com rótulo vermelho decorado com um mago barbudo enfeitiçando uma pizza. O nome? Bráz Elettrica.

Produzida pela Blondine, sediada em Itupeva, no interior de São Paulo, a lager levinha de 300 mililitros é a mais vendida da rede de pizzarias. A cada dez pedidos, oito têm o rótulo da casa (r. dos Pinheiros, 220). Dado o sucesso, foi encomendado outro rótulo: uma session IPA.

Restaurantes e bares de São Paulo e do Rio têm cada vez mais apostado em rótulos exclusivos para seus estabelecimentos. Só a Blondine, cuja fábrica entrou em operação em 2014, tem dez outras cervejas sob demanda no portfólio.

Para A Casa do Porco (r. Araújo, 124), de Jefferson Rueda, criou a session IPA Incríveis Porcos Alegres. Com a chef Janaína Rueda, do Dona Onça (av. Ipiranga, 200), lançou uma IPA homônima.

Da lista também fazem parte duas criações para os botecos Salve Jorge (barsalvejorge.com.br), duas para a rede Cabana Burger (cabanaburger.com.br) e duas para a cadeia Ici Brasserie (icibrasserie.com.br), entre outras.

"Nosso objetivo sempre foi se associar à gastronomia", diz Mariana Marques, coordenadora de marketing da cervejaria. "A cerveja da casa é sempre a mais vendida, e motiva boa parte da clientela a fotografá-la para as redes sociais."

chef alain poletto bistrot de paris

O chef Alain Poletto, do Bistrot de Paris, para quem a IPA do restaurante é "uma ótima substituta para o champanhe". Leo Martins/Folhapress/

chef alain poletto bistrot de paris

O chef Oscar Bosch, do restaurante Tanit, mostra a IPA que leva o nome do estabelecimento. Leo Martins/Folhapress/

Na mesma tendência, a novata Smart Hops —em atividade desde março de 2017— já nasceu com rótulos personalizados. O primeiro deles, uma IPA, leva o nome do restaurante Tanit (r. Oscar Freire, 145). Para o Bistrot de Paris (r. Augusta, 2.542), outra IPA, mais leve. "Uma ótima substituta para o champanhe", diz o chef francês Alain Poletto, 61.

Em alguns casos, o próprio cozinheiro mete a colher na hora de elaborar sua cerveja. É o caso de Henrique Fogaça, 44, que bateu na porta da Dortmund, com sede em Serra Negra, para criar as suas, vendidas tanto no Sal Gastronomia como na rede Cão Véio (caoveio.com.br).

"Só sosseguei quando a pale ale ficou com o amargor acentuado que queria. Já a witbier eu quis bem frutada, com notas de limão-siciliano, para ficar bem gastronômica", conta.

Especializado em comida orgânica e funcional, o Le Manjue (r. Domingos Fernandes, 608) criou a sua por conta própria. Contratou um mestre-cervejeiro, Rodrigo Louro, e fez duas exigências para ficar mais à feição do restaurante: capim-limão e nada de glúten, para não segregar os celíacos. Depois de seis idas e vindas, nasceu a blond ale Uma, produzida nas instalações da Dádiva.

No Rio de Janeiro, a tendência inundou um número considerável de endereços. A artesanal Jeffrey (r. Tubira, 8, Leblon) lançou a linha Jeffrey Concept, com rótulos criados em parceria com o Olympe, de Thomas Troisgros.

As receitas são desenvolvidas por meio de um processo apelidado de "beerstorming": o convidado é colocado diante de uma mesa com vários ingredientes e, escudado por um mestre-cervejeiro, dá asas à imaginação.

As personalizadas também caíram no gosto da AmBev. Incorporada ao grupo em 2015, a mineira Wäls lançou a CT Wäls, pilsen puro malte que presta tributo às casas do chef Claude Troisgros. Também do grupo, a Colorado criou uma rye light american wheat com a rede Outback (outback.com.br), enquanto a Bohemia lançou a pilsen puro malte B.R.U 39, vendida apenas no bar Urca (r. Cândido Gaffrée, 205), fundado em 1939.

A lista de casas badaladas que não têm uma cerveja para chamar de sua é cada vez mais enxuta. O chef Rafael Costa e Silva, do premiado Lasai (r. Conde de Irajá, 191), em Botafogo, fez a sua com a Hocus Pocus. O bar MeGusta, nos Jardins, da chef Renata Vanzetto, serve uma IPA com seu nome, da Oak Haus.

E vem mais por aí, a exemplo da blond ale com cajá que o Sofitel Ipanema promete lançar nas próximas semanas em parceria com a artesanal Trópica.

Glossário ​

India Pale Ale (IPA)

caracteriza-se pela quantidade maior de lúpulo, o que lhe confere aroma e amargor

Session IPA

diferencia-se das IPAs pela concentração menor de álcool 

Cerveja de trigo  

a planta que serve de base garante baixo amargor e alta carbonatação

Witbier

é a cerveja de trigo típica da Bélgica, e costuma ganhar casca de laranja e sementes de coentro 

Blond Ale

leve, tem coloração quase dourada e aroma de lúpulo e de malte

Pilsen

mais popular de todas, é clara, pouco amarga e de baixo teor alcoólico



Toque do chef

O que eles gostam de acrescentar

Frutas

Na IPA Tanit, do chef Oscar Bosch, há raspas de laranja

A blond ale do Sofitel Ipanema leva cajá

Temperos e especiarias

Pimenta do reino é um dos ingredientes da Jeffrey do Aconchego Carioca

A Jeffrey do chef Checho Gonzales leva semente de mostarda e semente de coentro

Ervas, plantas e hortaliças

Uma, a cerveja blond ale do Le Manjue, é feita com capim-limão

Em sua Jeffrey, o chef Thomas Troisgros acrescentou jiló e cenoura

 

Fonte: Folha - 25/07/2018

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