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Sucesso na capital está ligado a crescimento de microcervejarias 

gustavo graça slow burger and beer

Gustavo Graça, da Slow Burger and Beer, investiu na cerveja pela demanda de clientes | Foto: Cristiane Mattos

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Macoud Rademacker criou um chope com goiabada cascão para turistas do Mercado Central | Foto: Moisés Silva

Polo cervejeiro, Belo Horizonte adotou as “growlerias”, casas que vendem chope em garrafas para ser bebido em casa. Produtor da cerveja artesanal Dünn, com uma loja no Mercado Central, Macoud Rademacker afirma que vender “cerveja a granel” aumentou em 40% seu faturamento com o líquido dourado. “Percebemos um forte crescimento nesse mercado, e investimos”, conta Rademacker. Ele tem a loja desde 2016 e investiu na venda de “growlers”, as garrafas para levar a bebida para casa, em outubro de 2017.

Atender os pedidos dos clientes foi a motivação do empresário Gustavo Graça para investir na venda de chopes artesanais em garrafas e transformar sua hamburgueria, que já existe há três anos, na Savassi, em Slow Burger and Beer. “A procura pelas cervejas artesanais e growlers é uma tendência crescente”, afirma. Ele reformou o espaço, incluiu oito torneiras de chope, ou seja, oito estilos de cervejas diferentes, e trabalha com cinco marcas: Küd, Verace, Falke, Läut e Capa Preta. Com a novidade, Gustavo Graça quer ampliar em 30% o faturamento. Outra aposta foram os preços mais acessíveis do chope, com a qualidade das marcas artesanais. O litro da bebida Pilsen sai a partir de R$ 19. 

Entre os fornecedores da Slow Burger and Beer está a cervejaria Verace, que hoje tem até 14 estilos de cervejas vendidas em garrafa e barril de chope. Segundo um dos sócios da Verace, Eduardo Petri, houve uma mudança no comportamento do consumidor, influenciada, entre outros motivos, pela popularização das growlerias. “Há cinco anos, a cerveja artesanal era vendida 70% em garrafa e 30% em chope. Hoje, essa porcentagem se inverteu: 70% das cervejas artesanais são consumidas no barril”, afirma. 

Para Rademacker, o custo do chope pode ser menor, mas quem procura as growlerias está mais preocupado com a diversidade. “O cliente busca diversidade de estilos, poder experimentar vários sabores”, avalia o empresário. Petri concorda com essa avaliação. “A cerveja em barril permite que o cliente experimente vários estilos em uma noite”, diz.

Diferencial. Para Rademacker, a possibilidade de usar frutas e produtos brasileiros, é o ponto forte da cerveja artesanal do país. “A Europa está a anos-luz em termos de cerveja. Mas temos algumas matérias-primas, frutas típicas, que fazem esse mercado promissor”, diz.

A Verace tem um estilo de cerveja sazonal chamado “Maracutaia”, que une os sabores do maracujá e da pitaia. “O Brasil não tem uma escola de cerveja como a Alemanha, Inglaterra, Bélgica e Estados Unidos. Mas tem alguns produtos que só podem ser produzidos aqui”, concorda Petri.

Supermercados e Ambev também têm opções

As grandes cervejarias também estão conectadas no mercado de growlers. A Wäls, que foi adquirida pela Ambev em 2015, foi a primeira cervejaria artesanal a apostar no formato. “A gente percebeu a tendência em outros países e trouxemos para cá. Deu muito certo”, afirma o diretor da cervejaria Wäls, Hugo Rodrigues. 

Atualmente, a Wäls trabalha com 21 estilos de cervejas e dez rótulos de chope. Cerca de 20% da produção da cervejaria é não pasteurizada, o chope, segundo Rodrigues. No Ateliê Wäls, no bairro Olhos D’Água, é possível experimentar sabores novos. “Como temos um laboratório no ateliê, disponibilizamos líquidos diferentes”, explica Rodrigues. 

O Verdemar foi o primeiro parceiro da Wäls e inaugurou uma “growler station” em 2016. O Super Nosso também tem sua estação, em parceria com a cervejaria Backer.

Formato atende nicho e permite a empresário inovar 

O investimento nas garrafas retornáveis, que podem ser de vidro, louça ou plástico, acompanha as tendências de pesquisas do Sebrae, que mostram a atividades de bares e restaurante como uma das mais promissoras em 2018, e também tendências como atuação em nichos e preços menores. “Lojas especializadas atendem nichos e criam identificação com o público alvo. É uma tendência, assim como o delivery”, afirma a analista do Sebrae-MG Luciana Lessa.

Gustavo Graça, da Slow Burger and Beer, pensou nisso e adotou o delivery de “growlers”. “Já tinha o know how do delivery por causa dos hambúrgueres e resolvi inovar. Além do growler convencional, ofereço o descartável. E acho que sou o único que entrega”, diz. A inovação e a agilidade também devem ser priorizados, segundo a analista do Sebrae-MG. “É preciso planejar, mas também rever constantemente, sem receio de mudar o rumo se precisar”, avalia Luciana.

Macoud Rademacker, da cervejaria Dünn, também aposta em inovação. “Os turistas chegam ao Mercado Central e pedem sempre produtos com sabores mineiros. Por isso desenvolvi um chope com goiabada cascão, que é o chope do Mercado Central”, conta. O empresário adota tamanhos de garrafas diferentes para permitir a degustação da bebida pelo cliente.

Fonte: O Tempo – 13/05/2018

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