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varejoA indústria voltou a investir em ampliação de portfólio de bens de consumo com a perspectiva de retomada econômica. Porém, investimentos em aumento de capacidade só devem ocorrer no longo prazo.

O Índice GS1 Brasil de Atividade Industrial de fevereiro, calculado pela Associação Brasileira de Automação (GS1 Brasil), apresentou crescimento de 10,2% em relação ao mesmo período no ano passado. O indicador é baseado nos pedidos de registro de código de barras para bens de consumo. “Observamos a movimentação das empresas para renovar seus portfólios, é um índice de inovação”, afirma a gerente de pesquisa e desenvolvimento da entidade, Marina Pereira. “De maneira geral, percebemos uma reação nos últimos meses.”

Comparado ao mês anterior no dado dessazonalizado, que exclui efeitos típicos de meses específicos, o índice apresentou crescimento de 0,2%; o indicador original teve aumento de 4,6%. São mensurados os setores de alimentos, bebidas, têxtil, vestuário e acessórios e produtos diversos, categoria que inclui brinquedos, instrumentos musicais e jóias.

O único segmento que apresentou queda foi o de bebidas. Conforme Marina, isso ocorreu devido ao resultado muito positivo em janeiro. “Todos os setores tiveram uma retomada e isso estimula a confiança do empresariado do País em lançar novos produtos”. O coordenador do Centro de Macroeconomia Aplicada da Fundação Getulio Vargas, Emerson Marçal, aponta que a recuperação ocorre mais rapidamente entre os bens de consumo duráveis, por ter sido a categoria que mais sofreu com a crise.

Não duráveis e semiduráveis apresentaram melhora mais modesta diante da base de comparação mais forte. “Contribui para esse aumento do consumo uma certa retomada do crédito e a queda da inflação, que trazem avanço da renda familiar. O poder de compra está melhorando lentamente, as famílias estão sanando dívidas e liberando renda real.” Marçal aponta que o setor automotivo é o principal responsável pela expansão em bens de consumo. “Os índices de confiança do consumidor estão subindo e isso é um bom sinal. O brasileiro está mais otimista, mas cauteloso”, completa. Para o analista, apesar dos sinais positivos, ainda há ociosidade na indústria e investimentos em aumento de capacidade só devem ocorrer após dois ou três anos de melhora contínua da economia. “As empresas estão recuperando suas perdas. O mercado de bens de capital caiu bastante e ainda não subiu. Há também a incerteza com a eleição e a situação fiscal, que é muito ruim no Brasil. Isso pode atrapalhar o cenário de juros.”

Fonte: DCI - 02/03/2018

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