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As três maiores cervejarias do País - AmBev, Schincariol e Kaiser - põem em campo, a partir de meados de julho, novas estratégias para abocanhar ou no mínimo manter, no segundo semestre, as fatias que têm do bolo de R$ 10 bilhões que o mercado de cerveja movimenta por ano no País. O Grupo Schincariol inaugura a rodada anunciando vendas de R$ 1,1 bilhão no primeiro semestre, o que representa um crescimento de 113,67% em relação ao mesmo período de 2003.

A empresa está investindo R$ 180 milhões em marketing em 2004.

A fábrica de Igrejinha, no Rio Grande do Sul, deverá entrar em operação em outubro deste ano, com capacidade anual de 150 milhões de litros e um investimento de R$ 160 milhões, dos quais R$ 100 milhões do BNDES. Essa unidade vai se somar às de Itu (SP), Alagoinhas (BA), Macacu (RJ), Caxias (MA), Alexânia (GO) e Recife (PE). Hoje, a capacidade de produção anual da Schincariol é de 2,1 bilhões de litros. Pelos dados do Instituto ACNielsen, o Grupo Schincariol (Nova Schin, Glacial e Primus), que tinha 15,2% de mercado em novembro de 2003, registrou fatia de 14% em janeiro deste ano, que caiu para 13,1% em maio.

Já o novo presidente da Kaiser, Fernando Tigre, começou a visitar as unidades da empresa fora do Estado de São Paulo e os principais franqueados da Coca-Cola. A meta é clara: estreitar os laços com o sistema Coca-Cola para garantir uma distribuição mais eficaz das marcas Kaiser e Bavaria. Ex-presidente da São Paulo Alpargatas, onde foi responsável pelo fortalecimento da marca Havaianas, Tigre assumiu no início do mês o desafio de reposicionar os produtos da Molson no País. A Molson comprou a Kaiser dos engarrafadores Coca-Cola em março de 2002, por US$ 765 milhões. A marca tinha então 14% de mercado, hoje tem 8%. A Bavaria, comprada da AmBev em 2000, tinha 8% de mercado na época da aquisição; hoje essa participação gira em torno de 3%. No total, a Kaiser exibia em maio uma fatia de 11,1% do mercado de cerveja, em janeiro tinha 12,8% e em novembro de 2003, quando o ingresso da Nova Schin começou a afetar os resultados, tinha 12,5%. A Molson está convencida de que é preciso melhorar a estrutura de distribuição no Brasil para obter melhores resultados, pois comprou uma base instalada para 25% de mercado e hoje não chega a ter 12%.

Líder de mercado, a AmBev promete neste segundo semestre seguir firme na política de recuperar o terreno perdido com o lançamento de Nova Schin. O presidente da AmBev, Carlos Brito, está otimista com a recuperação da economia no segundo semestre. Na avaliação da empresa, “o aumento da utilização da capacidade instalada e a capacidade do governo em controlar a inflação sinalizam para a retomada de crescimento”. A AmBev, com previsão de investir R$ 370 milhões em marketing este ano, comemora a recuperação de mercado pelos dados do Nielsen. A cervejaria, que já respondeu por 70% das vendas, viu sua participação cair para 62,5% em novembro de 2003, sob o efeito da Nova Schin. Em janeiro, essa participação chegou a 64,3% e em maio a 66%, estimulando os planos da empresa de fortalecer as suas principais marcas, Skol, Brahma e Antarctica, além da Bohemia, com a qual compete no segmento das pequenas cervejarias.

Um fator, porém, preocupa o mercado cervejeiro: a estagnação no volume de consumo. Em 1994, quando o real foi lançado, o consumo per capita passou de 38 litros anuais, em média, para os atuais 47 litros, mas não cresceu mais. Esse consumo é baixo quando comparado com o de países como Alemanha (115 litros), Reino Unido (97), Austrália (92) e Estados Unidos (84). Essa situação acaba, por sua vez, por dar mais pressão à disputa. Afinal, para ganhar participação uma empresa tem de tomar terreno da outra ou empurrar para "traço" a participação que cervejarias como Cintra, Itaipava, Malta e Crystal já conquistaram. A outra alternativa é procurar, com novos produtos, diluir ainda mais a fatia das outras, onde começam a figurar as vendas de microcervejarias como a Baden-Baden e a Eisenbahn. As 3 cervejarias têm atacado nessas 3 frentes. Nem a queda de 2,6% no consumo, entre janeiro e maio deste ano, parece afetar o ânimo dessas empresas.

Fonte: O Estado de São Paulo - Economia

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