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Fabricantes de menor porte investem na diversificação de produtos, em embalagens mais sofisticadas e ampliam publicidade. Com o foco na produção de cervejas premium e diferenciadas voltadas para um público de alto poder aquisitivo, ou reforçando suas características regionais para atingir mais de perto os consumidores fora dos grandes centros, cervejarias brasileiras de pequeno e médio porte estão ampliando sua produção e distribuição em todo o País.

Segundo dados da ACNielsen, estas cervejarias fora dos grandes grupos foram responsáveis, em junho, por 3,7% do market share do segmento. E trata-se de um segmento respeitável. Em 2003, segundo dados do SINDICERV (Sindicato da Indústria da Cerveja), o consumo de cervejas no Brasil atingiu 82,2 milhões de hectolitros, numa média de 46,8 litros per capita.

Estas cervejarias acreditam que podem melhorar mais o seu share e, para isso, estão investindo na diversificação de suas linhas de produto, em embalagens mais sofisticadas, o que inclui do rótulo ao sistema de vedação, e ampliando sua publicidade, antes presente apenas nos pontos-de-venda, para a mídia tradicional.

A Cervejaria Petrópolis, fundada em 1994 e fabricante das cervejas Itaipava e Crystal, por exemplo, usou pela primeira vez a mídia nacional para o lançamento de sua nova cerveja escura premium, a Petra, nas versões long neck e lata. A Petra complementa o crescente portfólio da cervejaria que, até maio último, era composto apenas pelas cervejas Crystal e Itaipava Pilsen nas versões lata e garrafa 600 ml. Hoje produz também cervejas dos tipos malzbier e escura e iniciou o envasamento de garrafas long neck das cervejas Itaipava, Malzbier, Premium e Pilsen. A empresa lançou também o chope Crystal, claro e escuro. A empresa conta com dois parques fabris: um instalado em Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, onde são produzidas as cervejas Itaipava e Petra, e outro em Boituva, interior de São Paulo, onde é produzida a cerveja Crystal. A cervejaria foi pioneira no lançamento do selo protetor no bocal das latas de cerveja e também inovou no desenvolvimento de uma garrafa long neck com design exclusivo e diferenciado das existentes no mercado. O resultado de todo esse investimento é refletido nos 3,6% de participação no mercado nacional de cerveja, apontados pela ACNielsen.

A pernambucana Frevo Brasil Indústria de Bebidas, de Recife, que segundo dados Nielsen detém 26,8% no mercado local em refrigerantes, investiu R$ 20 milhões para iniciar a produção de sua cerveja, a Frevo, que chegou ao mercado no segundo semestre do ano passado.

A Cervejaria Sul Brasileira produz em Toledo, no Paraná, a cerveja Colônia, que se tornou nacionalmente conhecida depois da parceria da empresa com o apresentador do SBT, Ratinho.

A empresa produz a cerveja Colônia Pilsen e a Colônia Malzbier nas versões 600 ml, lata e long neck e a cerveja Colônia Extra Lager nas versões lata e long neck, além de chope claro e escuro. A cervejaria fabrica ainda a cerveja Sambadoro, long neck, voltada para exportação (Estados Unidos, Itália, Japão e México), além de uma linha de refrigerantes e sucos. A Colônia, hoje, chega a 11 estados brasileiros cobrindo o Sul, Sudeste, Centro-Oeste e uma parte do Nordeste. Hoje a Cervejaria Sul Brasileira possui quatro centros de produção, a matriz na cidade de Toledo (PR), Santa Maria (RS), e as parcerias em Goiânia (GO) e Recife (PE). A empresa produz no momento 600 mil caixas de 24 garrafas da cerveja Colônia. Inspirada nas tradicionais cervejas irlandesas e aliada a novas tecnologias, a cerveja Colônia Negra foi originalmente produzida com maltes importados, beneficiados artesanalmente, caramelizados, torrados e dourados, além de lúpulos especiais importados da América do Norte e Alemanha e um levedo especial. De acordo com o mestre cervejeiro Vicente Valério, a Colônia Negra deve ser servida gelada, ao contrário das "stouts" tradicionais que são servidas a 13ºC, porque ela é uma derivação elaborada em baixa fermentação, que realça melhor o "flavor", dando uma sensação mais suave que a das cervejas de alta fermentação e de sabor mais adstringente. "A combinação de grãos de malte com o amargo do lúpulo deu à Colônia Negra características exclusivas, tornando-a mais suave e adequada ao paladar do brasileiro, sem a sensação de seca característico das ‘stout’ tradicionais e, sim, com sabor ‘aveludado’ surpreendentemente leve, saborosa, espuma encorpada e cremosa", explica Valério.

Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria & Comércio

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