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A AmBev formalizou em 27 de agosto sua fusão com a belga Interbrew. A nova gigante mundial da cerveja vai se chamar InBev, com sede na cidade belga de Louven, e com participação de 53% a 55% na brasileira AmBev. Numa assembléia de acionistas que não chegou a durar uma hora, por um placar de 84% de votos favoráveis, 11% contrários - capitaneados pela Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) - e 5% de abstenção, a AmBev vai incorporar a Labatt. O braço da Interbrew no Canadá e na América do Norte e última etapa para a conclusão da fusão anunciada em março.

A Previ, no entanto, promete entrar com recurso na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), espécie de xerife do mercado de capitais, para impedir o negócio. As chances, porém, são mínimas, uma vez que numa primeira tentativa a CVM alegou não ter motivos para condenar o negócio. "Queremos saber como ficará o controle da AmBev e questionamos o preço da operação", afirmou Sérgio Rosa, presidente da Previ. "As explicações dadas não recuperaram nossa confiança no negócio. Queremos saber se a marca continuará a ocupar espaço relevante no mercado." O voto contrário da Previ foi acompanhado por acionistas minoritários representados pelo Bank of New York e por seis fundos minoritários preferencialistas, todos estrangeiros. A AmBev, independentemente da ameaça da Previ de entrar com recurso na CVM, anuncia segunda-feira sua nova estrutura administrativa. Nos corredores da empresa, é dado como certo que o atual presidente da AmBev, Carlos Brito, deve assumir o comando dos negócios nas Américas. O acordo põe fim ao discurso costurado pelo publicitário Mauro Salles em 1999, quando foi anunciada a fusão de Brahma e Antarctica, de que essa seria a primeira etapa de uma multinacional verde-amarela gigante, que levaria para o exterior marcas nacionais como o Guaraná Antarctica. Pelos cálculos da própria AmBev, a InBev deve controlar a AmBev com uma participação que vai de 53% a 55%. Um acordo de acionistas, porém, prevê uma gestão compartilhada da InBev entre brasileiros e belgas. Já a AmBev continua a ter como sócios, além da InBev, os minoritários e a Fundação Antonio e Helena Zerrenner (dos funcionários da Antarctica). A participação da Braco (que reúne a participação de Jorge Paulo Lehmann, Carlos Alberto Sicupira e Marcell Telles, todos do Garantia) passa ao poder dos belgas. Para Victório De Marchi, co-presidente do Conselho da AmBev, o acordo é "um importante passo para a expansão da companhia para as três Américas e a entrada da cerveja Brahma e do Guaraná Antarctica em novos e importantes mercados". A AmBev espera capturar US$ 190 milhões ao ano em sinergias com a incorporação da Labatt, que também resultará em 40% da atual geração de caixa em dólar.

Fonte: O Estado de São Paulo - Economia

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