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A AmBev, dona de uma fatia de 64% do mercado brasileiro de cerveja e de 17% do mercado de refrigerantes por meio das marcas Brahma, Skol e Antarctica entre outras, anunciou um acordo de fusão com a belga Interbrew, dona de marcas como Stella Artois e Jupiter. O acordo prevê a troca de ações entre a AmBev e a Labatt Interbrew, braço da empresa belga no Canadá. Europa e Ásia devem ficar de fora e o acordo permitirá que a AmBev, já presente em toda a América do Sul, com exceção do México, ingresse via Labatt Interbrew nos Estados Unidos, Canadá e México, reforçando a presença nas Américas. Juntas, as duas empresas assumem a vice-liderança do mercado, bem próximas da americana Anheuser-Busch, com faturamento da ordem de US$ 12 bilhões.

A Anheuser-Busch chegou a informar à agência de notícias Reuters que teria interesse em comprar a AmBev.

Sobre a investigação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de um possível vazamento de informações, que teriam valorizado o valor das ações da companhia brasileira, Marchi disse que "já conversou" com os representantes da CVM sobre o assunto. "Realmente algumas informações vazaram, umas com fundamento, outras usando muita criatividade, mas nós atendemos a todas as exigências da CVM, comunicando cada passo que estávamos dando a partir desse vazamento e, obviamente, comunicando a verdade dos fatos." Marchi acrescentou que nos próximos 15 dias úteis, de acordo com a lei, será feita a comunicação ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) da realização do negócio. "É uma aliança global entre uma empresa brasileira e uma belga. O que vai haver é uma complementaridade de empresas", afirmou ele. "A Ambev está muito bem posicionada em toda a América do Sul, está se posicionando no Caribe. A Interbrew é uma empresa forte nos mercados europeus, da América do Norte, principalmente Canadá e México e nos mercados da Ásia." Para ele, o conceito de se criar uma multinacional brasileira, destacado pela empresa quando foi formada a AmBev, não será prejudicado. "Ao contrário, esse conceito se amplia. A AmBev continua sendo uma grande multinacional brasileira, agora com as atividades expandidas para as três Américas, dando assim execução ao grande sonho de ser realmente uma multinacional brasileira. A fusão das cervejarias deverá passar pelo crivo do CADE, de acordo com análises preliminares, feitas ontem por dois conselheiros e um ex-conselheiro da autarquia. Como a Interbrew não tem nenhuma participação no País hoje, existia a dúvida se a operação dependerá da aprovação do órgão. A Lei Antitruste (8.884/94) prevê que atos de concentração que envolvam companhias brasileiras com faturamento anual bruto superior a R$ 400 milhões e participação de mercado acima de 20% sejam notificados ao CADE. A AmBev se enquadra nas duas premissas. O ex-conselheiro Celso Fernandes Campilongo afirmou ontem que, como a AmBev atende aos requisitos da lei, terá de notificar a operação ao CADE. "Se se confirmar a fusão, o CADE é que dirá se haverá impacto no mercado brasileiro, se haverá prejuízos à concorrência", avaliou. A AmBev também enviou ontem comunicado à CVM e a Bolsa de Valores de São Paulo, e aos investidores. No texto, a empresa diz que "as partes estão negociando um conjunto de operações pelas quais a Interbrew S.A. passaria a deter, direta ou indiretamente, uma participação no capital de AmBev e uma eventual permuta de ações envolvendo AmBev, Interbrew S.A. e/ou suas subsidiárias". Diz ainda que "pretende-se, nas discussões em andamento, que AmBev seja mantida como uma companhia aberta, tendo suas ações negociadas no Brasil e no exterior. As partes estão em fase de negociação, que ainda não foi concluída".

Fonte: O Estado de São Paulo - Economia

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