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A fabricante de bebidas Brasil Kirin vem investindo constantemente para tornar sua produção mais sustentável. A estratégia, além de fortalecer a imagem da empresa, tem ajudado a reduzir a exposição a riscos ambientais nos últimos anos.

"Por trabalharmos com esse cenário de antecipação de risco relacionado a sustentabilidade, reduzimos nossa exposição a problemas como a escassez de água", avalia a vice-presidente de assuntos corporativos e sustentabilidade da empresa, Juliana Nunes.

Ela conta que todas as ações da fabricante levam em consideração o impacto ambiental e buscam sempre ser alternativas mais sustentáveis.

O principal exemplo dessa mudança apareceu no ano passado. Em meio a crise hídrica que afetou o estado de São Paulo, a Brasil Kirin não precisou interromper suas atividades no parque fabril de Itu (SP) e ainda conseguiu disponibilizar o excedente de água para o município.

A ação foi resultado do investimento na recuperação de nascentes naquela região. A executiva cita que além de projetos de recuperação, a Brasil Kirin mantém iniciativas para reduzir o consumo de água.

Na unidade de Campos do Jordão (SP) a redução no uso de água chegou a 30% e em Horizonte (CE) ficou em cerca de 23%. Juliana lembra que os percentuais de consumo de água nas fábricas dependem muito do mix de produto que compõe cada linha. "Mas de maneira geral as práticas sustentáveis são replicadas em todas as unidades", explica.

Na fábrica de Manaus (AM), onde são produzidos os concentrados de refrigerantes, ela destaca o retorno das ações de captação de água da chuva. "Essa água é usada nas descargas dos sanitários e na lavagem das áreas externas da fábrica, o que gera uma economia de 10% no volume consumido todo mês", diz ela.

A economia com a ação depende ainda da quantidade de chuva na região. Juliana afirma que, mesmo na Amazônia, a empresa não deixa de trabalhar com um possível cenário de escassez hídrica, preocupação que vem aumentando nos últimos anos.

"A tendência é que nossas ações de sustentabilidade aumentem por necessidade, como no ano passado durante a crise hídrica e pela percepção de que esse engajamento é extremamente relevante para os negócios", destaca a executiva.

Energia
Juliana cita a busca por fontes alternativas de geração de energia como outro ponto importante na estratégia de sustentabilidade da empresa. "Temos visto o resultado dessas ações no aumento da participação de combustíveis renováveis na produção, o que se traduz em uma matriz energética mais limpa", afirma.

Entre 2008 e 2014, a Brasil Kirin conseguiu reduzir o uso de combustíveis em 20% e o consumo de energia em 8%. Parte dessa redução é resultado da substituição do uso de gás natural nas caldeiras por aquecimento solar no parque fabril de Manaus.

"Foram instalados módulos de aquecimento solar nessa unidade, gerando uma economia de 50% no consumo de gás para aquecer as caldeiras."

Por ter duas estações bem definidas, com prevalência de chuva e sol na maior parte do tempo, o clima em Manaus favorece as ações implantadas pela empresa, reconhece a executiva.

Ela relata que mesmo durante o Inverno e em dias chuvosos ainda é possível economizar 15% do gás consumido nas caldeiras em Manaus.

"O uso de biomassa também tem contribuído para o avanço do consumo de combustíveis renováveis na nossa matriz energética", detalha Juliana. A biomassa usada pela empresa é gerada no tratamento de efluentes e na queima nas caldeiras em diferentes fábricas.

Segundo ela, por se tratar de um subproduto do processo de fabricação, a biomassa representa também a economia de recursos para a empresa.

Atualmente, a Brasil Kirin faz uso de biomassa nas unidades de Alagoinhas (BA), Cachoeiras de Macacu (RJ), Horizonte (CE), Igrejinha (RS), Itu (SP) e Recife (PE).

Para Juliana, apesar do retorno positivo das ações, ainda é possível avançar na gestão sustentável. "Investimos nessa área há alguns anos e sem dúvida poderemos ver mais projetos de sustentabilidade em breve", garante a executiva.

Fonte: DCI – 16.06.2015

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