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As revendas Ambev e distribuidoras exclusivas de bebidas da companhia apresentaram uma queda de 1% no volume de entregas de cervejas no acumulado de janeiro a maio, ante igual intervalo do ano passado. No segmento de refrigerantes, as revendas aumentaram em 8% o volume de entregas na mesma base de comparação.

As informações são da Confederação Nacional das Revendas da Ambev e das Empresas de Logística da Distribuição (Confenar), entidade que reúne 120 das 140 revendas afiliadas da Ambev no Brasil. Além das revendas filiadas, a Ambev opera com 110 centros de distribuição direta. Atualmente, menos de um terço da distribuição é feita pelas revendas afiliadas.

"Até maio, as revendas tiveram uma distribuição de cerveja um pouco abaixo da meta, mas é possível recuperar esse volume no segundo semestre. No caso do refrigerante, o crescimento foi até acima do esperado", afirmou Victor Simas, presidente da Confenar. Na avaliação do executivo, o desempenho de distribuição no primeiro semestre ficou praticamente em linha com a meta estabelecida pelas revendas para este ano, que é repetir o desempenho registrado em 2014.

No ano passado, as revendas registraram crescimento de 4,7% no faturamento, chegando a R$ 14,4 bilhões. Para este ano, a previsão é apresentar um incremento similar ao de 2014. A Confenar não divulga outros dados financeiros das distribuidoras.

A Ambev apresentou no ano passado um crescimento na receita líquida de 10,6%, para R$ 24,4 bilhões. O lucro ajustado antes de juros, impostos, depreciação e amortização no Brasil foi de R$ 11,72 bilhões, com alta de 5,3% no ano. O volume total de vendas da Ambev no Brasil cresceu 3,9%, totalizando 117,5 milhões de hectolitros de bebidas.

No primeiro trimestre de 2015, as vendas da Ambev no Brasil tiveram queda de 0,2% em volume, para 29,3 milhões de hectolitros. A receita avançou 10,7%, para R$ 6,52 bilhões. O Ebitda ajustado cresceu 17,2%, para R$ 2,96 bilhões. A companhia divulga os resultados do segundo trimestre no fim do mês.

A manutenção do ritmo de entregas das revendas da Confenar ao longo do semestre são um indicador positivo para a Ambev, se for considerado que os números do setor de bebidas ficaram negativos no primeiro semestre.

De acordo com dados do Sistema de Controle de Produção de Bebidas (Sicobe) da Receita Federal, a produção de cerveja no primeiro semestre totalizou 6,47 bilhões de litros, o que representa uma queda de 6,8% em comparação ao mesmo intervalo de 2014. No caso de refrigerantes, a produção no semestre recuou 5,7%, para 7,1 bilhões de litros.

"No início do ano o setor já tinha em vista que o cenário não seria bom, mas as revendas, como a Ambev, tomaram a decisão de não se deixar levar pelo pessimismo", afirmou Simas. O executivo informou que as revendas fizeram ajustes nos custos de logística e distribuição.

Além disso, as revendas têm procurado fazer ajustes de prazo para alguns pontos de venda, como forma de garantir o volume de entrega. Simas acrescentou ainda que, neste ano, as revendas ampliaram a distribuição de bebidas para empresas de autosserviço e supermercados, aproveitando a tendência dos consumidores de substituir parte do consumo de cerveja fora de casa pelos eventos realizados no lar.

As revendas da Confenar são responsáveis pela distribuição de produtos da Ambev em 1 milhão de pontos de vendas no país. Juntas, as revendas possuem uma frota de 8,2 mil caminhões, 2 mil motos, 2,6 mil automóveis e utilitários e 630 empilhadeiras.

As revendas investem em média R$ 15 milhões por ano. Os gastos somam R$ 259 milhões por ano com distribuição. Desse valor, R$ 210 milhões são gastos com diesel, R$ 12 milhões com troca de pneus, R$ 30 milhões com seguros, R$ 4 milhões com uniformes e R$ 3 milhões com treinamento.

Para este ano, a previsão da Confenar é que as revendas manterão esse mesmo nível de gastos e de investimentos. Simas disse que a manutenção dos gastos em linha com o ano passado deve-se a um esforço das revendas para melhorar o uso dos espaços livres nos caminhões e para melhorar a definição das rotas para economizar combustível.

Fonte: Valor Econômico – 10.07.2015

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