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A Brasil Kirin, subsidiária brasileira da japonesa Kirin, anunciou nesta segunda-feira mudanças na estratégia de negócios da Schin, principal marca de cerveja da companhia. Além de alterações nas embalagens e adoção de uma nova assinatura para a campanha de marketing, a empresa também informou que vai manter os preços da cerveja, como estratégia para atrair mais consumidores.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil), a inflação da cerveja foi de 4,5% no acumulado de janeiro a agosto deste ano. Os preços da cerveja fora dos domicílios subiram 7,1% no ano, enquanto o preço do produto vendido para consumo em domicílio apresenta retração de 0,2%. A manutenção dos preços pode tornar mais atrativa a cerveja em relação a rivais produzidas pela Ambev e pelo Grupo Petrópolis, mas pode ter como efeito redução nas margens de ganhos da companhia.

A Brasil Kirin também anunciou o lançamento da assinatura “do jeito que o povo gosta” como parte da estratégia para aproximar a marca Schin dos consumidores. Segundo Marcio Avolio, gerente de marketing de Schin, a mudança foi feita com base em estudos de mercado, que apontaram um grande interesse do consumidor por uma comunicação que respeite suas particularidades. “Schin é uma cerveja que nasceu do jeito que o povo gosta. É leve, saborosa e acessível. Também é democrática e por isso conversa com o povo de diferentes maneiras do norte ao sul do país”, disse. Além do slogan novo, a empresa mudou as embalagens da Schin, que voltam a ser brancas. Os produtos com a nova embalagem estão previstos para chegar ao varejo em outubro, segundo a companhia.

A Brasil Kirin tem feito uma série de ajustes na operação para melhorar o desempenho no país. A empresa demitiu aproximadamente 250 funcionários, ou 2% da sua mão de obra total (de 11 mil pessoas) no primeiro semestre e reformulou a linha de refrigerantes Schin Refri, que agora levará a marca Viva Schin. Neste mês, empresa também terceirizou a área de tecnologia da informação para a empresa Sonda, como parte dos esforços para reduzir custos.

A Brasil Kirin apresentou resultados abaixo da média do mercado no primeiro semestre. De janeiro a junho, registrou queda de 18,7% nas vendas no Brasil, para 71,8 bilhões de ienes (R$ 1,78 bilhão), de acordo com o balanço do grupo Kirin. O prejuízo operacional da empresa brasileira foi de R$ 109,3 milhões, perda 12,8% maior do que a registrada no primeiro semestre de 2014.

Por conta do resultado no semestre, a Kirin reduziu a projeção para o desempenho no Brasil em 2015. O grupo espera uma queda de 17,7% em receita no ano. A previsão anterior era de uma retração de 9,9%. O grupo prevê lucro operacional zero no Brasil no ano. A previsão anterior era de um lucro de R$ 35,9 milhões.

Fonte: Valor Econômico – 22/09/2015

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