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O mercado brasileiro de cerveja encolheu neste ano, voltando aos níveis de 2013. Mas as empresas que reforçaram linhas de cervejas especiais (premium) e lançaram outras bebidas à base de malte conseguiram manter o crescimento, apesar da recessão no país. São os casos de Ambev e Heineken.

A Ambev teve aumento de 13,8% na receita líquida no Brasil, para R$ 4,99 bilhões, com avanço de 3,5% no volume de vendas e reajuste nos preços. A participação de mercado da empresa chegou a 67,8% - há um ano era de 63,9%.

A Heineken, que em 2014 detinha participação de 6,7%, segundo a Euromonitor, também relatou no balanço do terceiro trimestre um crescimento de "dois dígitos" em comparação ao terceiro trimestre do ano passado. O crescimento indica que a companhia ganhou mercado, considerando que a produção de cerveja no país teve queda de 2,7% no acumulado de janeiro a outubro, segundo a CervBrasil, associação do setor. De fato, ela tem agora 9,4% do mercado.

Ambev e Heineken reforçaram neste ano a oferta de cervejas especiais. A Ambev relançou a Adriática, comprou as cervejarias artesanais Wäls e Colorado, e ampliou a oferta das premium Stella Artois, Budweiser, Original. Também desenvolveu novas linhas de bebidas à base de malte, como Ultra e Brahma Extra. A Ambev informou que essas linhas especiais representaram 9% da sua receita total neste ano, ante 6% no ano passado.

A Heineken informou que ampliou as vendas no Brasil com marcas premium, como Heineken, Desperados e Sol.

A Brasil Kirin, controlada pela japonesa Kirin, apresentou no terceiro trimestre uma queda de 28,9% na receita, para 98,4 bilhões de ienes (R$ 3,1 bilhões). A companhia, que vinha perdendo mercado, investiu na marca Schin, com o desenvolvimento de novos tipos de embalagens, e procurou ampliar a distribuição para recuperar as vendas no país. Dona de marcas de cervejas especiais como Baden Baden e Eisenbahn, a Brasil Kirin realizou ações para ampliar as vendas de bebidas de maior valor agregado no país. Para o ano, ainda projeta uma queda de 22,9% em receita no Brasil em ienes, para 138,7 bilhões de ienes (R$ 4,43 bilhões). Em reais, o crescimento será de 11%. No ano passado, a Brasil Kirin respondeu por 13,3% do mercado, segundo a Euromonitor. Neste ano, perdeu o posto de terceira maior cervejaria do país para a Heineken, que está com 9,4%.

A fatia da Cervejaria Petrópolis ano passado era de 11,5% - neste ano, deve ter perdido mercado, mas não divulgou ainda dados sobre o terceiro trimestre. No segmento de cervejas especiais, o Grupo Petrópolis possui a Black Princess e Weltenburger. A companhia também vinha produzindo e distribuindo no país a cerveja Miller, da SABMiller, em um acordo de parceria com a anglo sul africana. A companhia não informa como ficará o acordo após a fusão, em negociação, entre SABMiller e AB InBev, controladora da Ambev. Mas, a perspectiva é que a parceria seja desfeita e a Ambev passe a representar a SABMiller no Brasil. A participação da SABMiller não chega a 1% no país.

Fonte: Valor Econômico – 09/11/2015

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