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A América Latina será a maior fonte de receitas e ganhos operacionais da companhia resultante da aquisição da SABMiller pela Anheuser-Busch InBev (AB InBev). Ontem a dona da brasileira Ambev fez sua proposta formal de compra da rival.

A nova companhia terá 29% de participação no mercado global de cerveja, receita anual de US$ 63,6 bilhões e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 24,2 bilhões. O mercado latino-americano responderá por 33% da receita global e por 40% do Ebitda.

A estrutura que a operação terá na região ainda não foi acertada pelas duas empresas. Em teleconferências realizadas para investidores, analistas de mercado e jornalistas, o presidente da AB InBev, Carlos Brito, apenas deixou claro que a compra da SABMiller será financiada sem recursos da Ambev. O pagamento será feito com empréstimos bancários no total de US$ 75 bilhões, mais emissão de bônus e emissão de ações.

"Ainda é cedo para especular como ficará a operação em cada país", afirmou o executivo. O anúncio oficial responde às dúvidas de analistas, que consideravam possível a participação da Ambev no financiamento da fusão.

Ainda assim, a expectativa é que a companhia brasileira tenha alguma alteração na sua estrutura nos próximos meses, considerando que a AB InBev não tem outra operação na América Latina a não ser a Ambev. "A fusão vai trazer alterações para a Ambev, no sentido de que os ativos da SABMiller serão incorporados à nova estrutura formada com a fusão", avalia Jeremy Cunnington, analista sênior da Euromonitor International.

Trevor Stirling, analista da Bernstein Research, também considera que, ao longo do processo de fusão, a estrutura da Ambev possa ser usada de alguma forma. Um exemplo seria a revenda dos ativos da SABMiller na América Latina para a Ambev.

Brito afirmou que espera uma economia anual de US$ 1,4 bilhão nos próximos quatros anos com a fusão e ganhos recorrentes de sinergia nos anos seguintes. De acordo com o executivo, 20% desses ganhos serão obtidos com mudanças na estrutura de produção e embalagem; outros 25% serão obtidos na área de distribuição das cervejarias.

A companhia também prevê que 20% das sinergias serão obtidas com uma melhoria na gestão das operações e 35% virão com o realinhamento de custos administrativos e cortes com sobreposições na parte administrativa em todo o mundo. "Por enquanto, ainda não calculamos como vai ser em cada país. A reformulação das áreas ainda está sendo construída pelas duas empresas", afirmou Brito. Na visão dos analistas, não faria muito sentido para um grupo, que trabalha constantemente para reduzir custos, manter duas operações distintas na América Latina.

A junção das operações na América Latina não traria muita mudança para a Ambev no Brasil e na Argentina, países nos quais já é líder com mais de 60% das vendas e onde a SABMiller detém participação muito baixa. Mas abriria portas em outros mercados. De acordo com a consultoria Euromonitor, a SABMiller detém 98% do mercado de cerveja na Colômbia e 95,1% das vendas no Peru.

Brito disse que a AB InBev vê no mercado da África o maior potencial de crescimento para a nova companhia no futuro. Enquanto as vendas de cerveja no mundo vão crescer 16% nos próximos dez anos, na África, o avanço será de 44%. A AB InBev também pode encontrar alguma dificuldade em incrementar as vendas de marcas da SABMiller nos países da América Latina onde a empresa já tem uma operação madura. Em 2014, as vendas da SABMiller na região cresceram 5,9%, enquanto as vendas da AB InBev aumentaram 17,9%.

Fonte: Valor Econômico – 12/11/2015

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