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Na expectativa que as vendas em dezembro ajudem a segurar parte da queda acumulada ao longo do ano, o setor de cervejas tenta manter o otimismo para 2016. Segundo André Salles, presidente da associação do setor (CervBrasil) e da Brasil Kirin, em novembro as vendas voltaram a recuar, depois de uma recuperação nos meses de agosto a outubro.

"Dezembro é, normalmente, um mês bom de vendas, o que pode segurar um pouco o ano", disse Salles. Até outubro, a produção de cerveja no Brasil acumula uma queda de 1,7%, com 11,05 bilhões de hectolitros. O mês de maior retração foi abril, com queda de 12,8%. Entre agosto, setembro e outubro, houve uma recuperação, com altas de 5%, a 13,9% e 4,1% na comparação com o mesmo período de 2014.

"Tem ambiente macro que não é bom, mas tem que achar alternativas pra entregar performance. O Brasil já passou por outras crises e vai passar por essa também", disse ontem Bernardo Paiva, presidente da Ambev, a líder do setor com quase 70% das vendas.

Paiva participou, junto com presidentes de outras cervejarias, de um evento da associação do setor (CervBrasil), em São Paulo. Ele disse que a Ambev está investindo R$ 3 bilhões neste ano e nos últimos cinco foram mais de R$ 12 bilhões, disse Paiva.

"Crise é pra quem não quer trabalhar. Quem quer trabalhar não tem crise", disse o presidente do grupo Petrópolis, Valter Lima. Para ele, os empresários precisam deixar a crise política de lado e se focar no que sabem fazer, produzir cerveja. "Nós não somos políticos", afirmou Lima.

Com relação a 2016, Salles destacou medidas tomadas pelos fabricantes para reduzir custos e tentar fazer com que o setor tenha um desempenho "menos pior" que o restante da economia, como aumentar a distribuição, diversificar as linhas de produtos e investir em novas embalagens. "Inovação é um ponto importante", disse.

Didier Debrosse, presidente da Heineken, disse não acreditar que o momento ruim da economia e do consumo vá impactar na venda de cervejas especiais, que é o foco da empresa. "Em momentos de crise na Europa, nós vimos o consumos das cervejas premium crescer", disse. Para ele, está difícil fazer prognósticos para 2016 por conta das incertezas que rondam o Brasil. Para ele, o próximo ano terá um desempenho parecido com o de 2015. "Vamos ver", disse.

Fonte: Valor Econômico - 24/11/2015

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