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Uma das mais tradicionais vinícolas brasileiras, a Valduga, de Bento Gonçalves (RS), decidiu diversificar o portfólio com a produção de cervejas artesanais. A nova linha entrou em operação em maio e tem capacidade para 40 mil litros por mês, mas a meta é ampliar para 300 mil litros mensais em dois anos, informou o diretor geral do grupo, Eduardo Valduga.

Enólogo, Eduardo propôs aos demais diretores o ingresso no crescente segmento das cervejas artesanais há dois anos, mas sem deixar de lado o foco principal na produção de vinhos finos e espumantes, que deve chegar a 3 milhões de garrafas em 2015. Sem revelar valores absolutos, ele disse que em dois anos o ramo cervejeiro poderá representar cerca de 15% do faturamento do grupo.

"É uma oportunidade de expansão dos negócios", afirmou o diretor. Conforme um estudo concluído em junho pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), as cervejarias artesanais produziram 188 mil litros no país em 2013, um volume ínfimo diante dos 13,5 bilhões de litros fabricados por todo o setor cervejeiro no período, mas a estimativa é que em dez anos esta participação chegará a 2%.

A cervejaria foi instalada na Domno, empresa do grupo especializada na produção de espumantes e importação de vinhos finos, no município vizinho de Garibaldi. Sob comando do mestre cervejeiro Rodrigo Veronese, a produção efetiva atual está em 5 mil litros mensais e para chegar à capacidade projetada de 300 mil litros por mês o investimento será da ordem de R$ 3,5 milhões, informou Eduardo.

A marca escolhida para a nova cerveja foi "Leopoldina", numa referência à Linha Leopoldina, localidade no interior de Bento Gonçalves onde fica a sede do grupo. A coleção começou com cinco tipos da bebida, uma pilsner, uma witbier com especiarias, uma weissbier, uma IPA (India Pale Ale) e uma old strong ale, mas deve ser ampliada no futuro. Segundo Eduardo, a ideia também é produzir lotes personalizados para clientes em uma minicervejaria que servirá ainda como ponto de comercialização e atração turística.

Disponíveis na loja virtual do grupo por preços que variam de R$ 15,90, no caso da witbier em garrafas de 300 ml, até R$ 129 pela old strong ale de 750 ml, as cervejas são vendidas em lojas especializadas, restaurantes e bares no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro. Segundo o diretor, a margem gerada pelo produto é semelhante à dos vinhos finos, mas com um giro mais rápido dos estoques. Nos próximos meses ele pretende estender a rede de distribuição para outros Estados e se houver oportunidade, também iniciar as exportações, ainda que em pequenos volumes.

Fonte: Valor Econômico - 09/12/2015

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