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A SABMiller fará mudanças na sua operação no Brasil, Chile, Paraguai, Uruguai e na Bolívia, como parte do processo de fusão do grupo sul-africano com a belgo-brasileira Anheuser-Busch InBev (AB InBev), operação de US$ 105,5 bilhões anunciada na semana passada.

Após a aprovação do negócio, prevista para ocorrer entre julho de 2016 e maio de 2017, a operação da SABMiller no Brasil será comandada pela americana Molson Coors Brewing Company - quinta maior companhia de cerveja do mundo, atrás de AB InBev, SABMiller, Heineken e Carlsberg.

No processo de fusão, a SABMiller concordou em vender à Molson Coors a participação de 58% que detinha na joint venture MillerCoors e o negócio da marca Miller fora dos Estados Unidos, em um acordo de US$ 12 bilhões. Com a marca Miller, a participação de mercado da Molson sobe de 3,2% para 4,4%, considerando dados da Euromonitor International.

A Molson tem como principais mercados EUA, Canadá e Reino Unido. Na América Latina, a operação da Molson está concentrada no México, Caribe, Panamá, Costa Rica e Paraguai. A incorporação da Miller permitirá à americana começar a competir no Brasil, Chile, Paraguai, Uruguai e na Bolívia. No Brasil, a participação da Miller no mercado total de cerveja é inferior a 1%; e na América Latina, de 0,1%.

A SABMiller fechou acordo em 2014 com o Grupo Petrópolis para produzir, distribuir e vender a cerveja Miller no Brasil. Em janeiro deste ano, a companhia instalou um escritório, na capital paulista, com 14 funcionários, para coordenar a estratégia de marketing e vendas da marca. Em maio, o Grupo Petrópolis começou a distribuir e vender a Miller no país. O contrato entre as duas companhias tem prazo de dez anos, podendo ser renovado por mais uma década.

"No curto prazo, nada muda. SABMiller, Molson Coors e AB InBev continuam sendo rivais no mercado brasileiro. Após a aprovação da fusão, a operação no Brasil passa a ser da Molson Coors", afirmou ao Valor Jean-Marc Thevenin, diretor-geral da SABMiller para Brasil e região Cone Sul.

O executivo acrescentou que a Molson Coors já demonstrou interesse em desenvolver a marca Miller no Brasil, bem como trazer outras marcas para o país.

Nos primeiros seis meses de operação direta da SABMiller no Brasil, a empresa - em parceria com o Grupo Petrópolis - levou a marca Miller para 50 mil estabelecimentos e alcançou 1,3% de participação no segmento de cervejas premium. Esse mercado movimentou 1,34 bilhão de litros no país em 2014, segundo a Euromonitor, e tem como marcas líderes a Budweiser (da Ambev) e a Heineken (da Heineken).

Thevenin considerou que a rápida expansão da marca no Brasil deve-se à qualidade da bebida, a campanhas bem sucedidas de marketing e ao próprio crescimento do consumo de cervejas premium no país. "O plano para o próximo ano é manter um forte ritmo de crescimento no Brasil. Passando a crise econômica atual, possivelmente teremos um crescimento mais acelerado do que em 2014", afirmou Thevenin.

Em relação a outras marcas da SABMiller, que hoje são importadas pelo Brasil, como Aguila, Balboa, Altas e Barena, o executivo disse que a vinda dessas marcas para o país no médio prazo ainda será definida pala AB InBev com os controladores da SABMiller, no processo de fusão.

Fonte: Valor Econômico – 18/12/2015

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