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As indústrias de cerveja no país encerraram 2015 com produção de 13,86 bilhões de litros, volume 1,99% inferior ao registrado no ano de 2014. Os dados são do Sistema de Controle de Produção de Bebidas (Sicobe) da Receita Federal.

c049017f 8cdd 49bb 8132 c8d9cabc925b cervAnalistas do setor esperavam para o ano uma queda em vendas também de 2%. O desempenho foi afetado pelo ambiente macroeconômico, com inflação alta, aumento no nível de desemprego e redução da renda real das famílias.

Outro fator que contribuiu para a queda foi a base de comparação alta de 2014, quando foi realizada a Copa do Mundo da Fifa no Brasil. O evento, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil), representou um aumento no consumo equivalente a um mês de vendas. Em comparação a 2013, a produção de cerveja no país cresceu 2,86% em 2015.

No mês de dezembro, a produção atingiu 1,48 bilhão de litros, o que representou uma queda de 0,93% em comparação ao mesmo mês de 2014. Em relação a novembro, houve aumento de 11,8%. As indústrias de cerveja previam uma melhora em produção e vendas em dezembro, por conta do verão e das festas de fim de ano.

No quarto trimestre do ano, a produção apresentou crescimento de 1,32% em comparação ao mesmo intervalo de 2014. Este resultado é pior que o desempenho do terceiro trimestre, quando houve aumento de 4,2% na produção. A piora no último trimestre indica que o setor ainda vai demorar mais tempo para voltar a se recuperar.

Um dos fatores que dificulta a retomada do crescimento no setor é o aumento realizado por dez Estados na cobrança do ICMS sobre cerveja, que acarretará em elevação nos preços ao consumidor. Em São Paulo, por exemplo, a alíquota subiu de 18% para 20%. No Rio Grande do Sul, a alíquota de ICMS foi elevada de 25% para 27%. O único Estado que reduziu o ICMS sobre a cerveja foi Pernambuco, que baixou o imposto para empresas que produzem bebida no Estado de 25% para 18%. A decisão favorece as fabricantes Ambev, Cervejaria Petrópolis e Brasil Kirin, que possuem fábricas em Pernambuco.

Já a produção de refrigerantes fechou dezembro com queda de 3,8% sobre o mesmo mês de 2014, somando 1,57 bilhão de litros. Em relação a novembro, houve avanço de 17,9% no volume produzido.

No acumulado do ano, a produção de refrigerantes teve queda de 5,9%, para 14,89 bilhões de litros. No quarto trimestre, a produção da bebida também registrou retração de 5,9%. A queda no mercado de refrigerantes era esperada, devido à tendência do consumidor de substituir o refrigerante por bebidas consideradas mais saudáveis.

Fonte: Valor Econômico - 04/01/2016

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