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São Paulo - A mudança no hábito do consumidor na crise, que sai menos para beber fora de casa, tem favorecido os empórios e quiosques de cervejas especiais. Para manter os produtos premium, mas ao mesmo tempo economizar na compra, os brasileiros têm migrado dos bares para o consumo dentro do lar.

"A ocasião de uso mudou. Antes o consumidor ia beber no bar com muito mais frequência, hoje ele prefere juntar os amigos e beber em casa. Mas não significa que ele tenha aberto mão dos produtos de qualidade", diz o sócio fundador da rede Mr. Beer, Fabiano Wohlers.

O sommelier de cerveja e fundador da rede de franquias Mestre-cervejeiro.com, Daniel Wolff, concorda. "Mesmo com o cenário ruim as pessoas não deixam de consumir nossos produtos. Elas podem deixar de trocar de carro, de apartamento, mas não deixam de lado esses pequenos prazeres", afirma.

O otimismo do empresário é justificável. Basta olhar os resultados financeiros da empresa para entender a confiança de Wolff em seus negócios. O Mestre-cervejeiro.com apresentou em 2015 crescimentos de 407% no faturamento, em comparação com o ano anterior, passando de pouco mais de R$ 1 milhão para quase R$ 7 milhões. Em março deste ano o faturamento cresceu 13%, em comparação com o mês de fevereiro, segundo Wolff.

Desafios

Apesar do cenário favorável, as lojas estão sendo obrigadas a adaptar alguns aspectos para a nova realidade dos consumidores. Consultores e empresários apontam o maior investimento em produtos nacionais como a principal mudança adotada. "Com a alta do dólar o preço dos importados subiu muito, por isso elas têm olhado mais para os nacionais", afirma o sócio da consultoria Francap, André Friedheim.

A cervejaria e escola de produção artesanal de cervejas Sinnatrah, localizada na capital de São Paulo, afirma ter diminuído o portfólio de produtos importados em decorrência da crise. "O próprio consumidor está procurando menos por esses itens. Temos uma long neck importada que com o aumento do dólar subiu de R$ 25 para R$ 45. Depois do acréscimo ela tem saído muito pouco", diz a sócia da Sinnatrah, Julia Reis.

As mudanças no portfólio e a maior procura dos brasileiros pelos cursos de produção caseira de cervejas garantiu que a loja tivesse um crescimento de mais de 20% na receita do ano passado, em comparação com 2014.

Para o fundador da Brand Beer, consultoria especializada no setor, Paulo Sacheta, a negociação mais forte com os fornecedores é outra necessidade que surgiu com a crise. "Para ter um preço mais atrativo e despertar o interesse do consumidor as lojas vão ter que negociar bastante com os fabricantes", afirma.

Internacionalização

Para as redes já consolidadas no Brasil outra saída é a expansão para o exterior, já que o câmbio atual favorece a estratégia. O Mestre-cervejeiro.com, que possui 70 unidades no País, está estruturando um plano nesse sentido. De acordo com Wolff até o final deste ano ela deve ter uma loja nos Estados Unidos e até meados de 2017 desembarcar na Bélgica.

Os dois mercados têm uma tradição muito grande no segmento de cervejas artesanais e devem trazer bons resultados para a companhia, afirma o empresário. "A maior concorrência não deve ser um empecilho, já que o modelo de empórios e quiosques com oferta ampla de cervejas ainda é novidade nos dois países", diz.

A Mr. Beer, que tem 50 lojas no Brasil, afirma que é um bom momento para internacionalizar, mas que não é o foco da empresa. E, ao contrário, das duas outras companhias, a rede apresentou em 2015 retração de 7% no faturamento.

Fonte: DCI - 04/05/2016

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