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Depois de ampliar a oferta de versões especiais, as maiores cervejarias que operam no País - Ambev, Grupo Petrópolis e Brasil Kirin - agora se voltam para o segmento "low premium". São cervejas mais sofisticadas que as marcas populares, com ingredientes como trigo ou puro malte, mas que apresentam preços menores que os rótulos especiais. Diante do cenário recessivo, as companhias pretendem atender a demanda do consumidor por novos sabores, sem exigir grandes desembolsos.

A Ambev reforçou a linha Brahma com as versões Extra Lager, Extra Red Lager (de puro malte) e Extra Weiss (de trigo). O Grupo Petrópolis reformulou a linha Itaipava Premium e desenvolve um projeto de reposicionamento das marcas Petra e Black Princess, de cervejas especiais. A Brasil Kirin, por sua vez, fez mudanças na Devassa para transformar a marca popular em cerveja especial.

Marcelo Tucci, diretor de marketing de Brahma da Ambev, disse que essas novas linhas têm sabor e densidade mais suaves do que uma cerveja especial e preço mais baixo, o que favorece o avanço das vendas no País. "Uma cerveja long neck sai abaixo de R$ 3 a unidade. Dada a conjuntura econômica do Brasil, é bacana proporcionar uma opção que não tenha um custo tão alto para o consumidor. Basicamente essa é a nossa estratégia", afirmou Tucci. De acordo com o executivo, o sabor mais suave das novas linhas tem causado menos estranhamento para o consumidor já acostumado com a cerveja pilsen e com interesse em experimentar novos sabores.

Sem citar números, Tucci disse que o primeiro mês de lançamento das linhas novas de Brahma Extra teve um resultado de vendas bastante positivo. "A primeira leva foi muito rápido. Estou pressionando o time industrial para produzir cada vez mais", afirmou. Ainda segundo o executivo da Ambev, as marcas artesanais do grupo - Wäls e Colorado - têm operação complementar na categoria de cervejas especiais e não chegam a concorrer diretamente com a Brahma Extra. "Todas têm ocasiões diferentes de consumo e existe espaço para todas as marcas, sem canibalização", afirmou.

A Brasil Kirin reforçou a oferta da Eisenbahn no varejo e em bares, com as variações pilsen, "weiss" e "pale ale" a preços mais acessíveis (abaixo de R$ 4 por garrafa long neck). Dessa forma, passou a concorrer diretamente com marcas como Heineken (da Heineken) e Stella Artois (da Ambev). Na linha Devassa, deixou de fabricar a versão popular "Bem Loura" e concentrou a produção nas linhas premium, feitas com puro malte e sem adição de cereais como milho e arroz. A meta da companhia é colocar a marca em um segmento intermediário entre as cervejas especiais e as marcas populares.

Para fazer frente a essa movimentação das concorrentes, o Grupo Petrópolis criou uma unidade de negócios para desenvolver um plano de ataque na área de cervejas especiais. Eliana Cassandre, gerente de propaganda do Grupo Petrópolis, disse que o grupo avalia mudanças no posicionamento das marcas Petra e Black Princess, com lançamentos previstos para o segundo semestre. "Para Black Princess, o projeto envolve mudanças na identidade visual da marca e das embalagens. Também deve haver mudanças na distribuição das marcas. O objetivo a princípio é intensificar a presença em mercados já maduros do Sudeste e depois expandir para outras regiões", afirmou Eliana.

Procurada, a Heineken informou não dispor de porta-voz disponível para falar sobre o assunto.

Fonte: Valor Econômico – 22/06/2016

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