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São Paulo - As gigantes do setor de bebidas, que cresceram embaladas pela expansão do consumo doméstico, começaram a perder espaço com o encolhimento da renda dos brasileiros.

A Ambev, líder no segmento de cervejas, encerrou 2016 com participação de 66,3% nesse mercado, segundo dados da consultoria Nielsen. Um ano antes, a companhia detinha fatia de 67,5%.
"De tempos em tempos sobe ou desce [o percentual de market share da companhia] e eu acho que nós temos que colocar nosso desconforto em estar atrás [do registrado antes]", comentou o diretor geral da Ambev, Bernardo Paiva, em teleconferência.

Embora continue investindo na expansão do segmento premium, a Ambev não conseguiu escapar da queda e o volume de vendas e a receita líquida caíram 6,6% e 5,7%, respectivamente, em 2016.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção total de bebidas no País recuou 2,7% em igual período.
O fraco desempenho da companhia no mercado de cervejas foi destaque também no resultado da Anheuser-Busch InBev (Ab InBev).
"Várias iniciativas, incluindo o segmento premium e o crescimento em garrafas de vidro retornáveis foram bem recebidas, mas os volumes de cerveja no Brasil caíram, a receita sofreu e os custos de venda aumentaram em relação a 2015", observaram o diretor executivo da Ab InBev, Carlos Brito e o presidente do conselho de administração, Olivier Goudet, em relatório.

Apesar da perspectiva dos executivos ser positiva para o futuro do mercado de cervejas no Brasil, a analista de bebidas alcóolicas da consultoria Euromonitor International, Anna Ward, destacou que a concorrência no segmento "permanecerá intensa, particularmente no segmento premium", considerado crucial para o setor.

"A recente compra das operações da [Brasil] Kirin pela Heineken fortaleceu a presença [da companhia] no País e reduziu a diferença entre ela e a líder de mercado AB InBev", comentou. De acordo com ela, o Brasil é um mercado-chave para a expansão da Heineken.
"O foco da Heineken no Brasil é o valor, e não o volume, e o crescente foco premium de sua oferta está se mostrando bem sucedido até agora. A lager premium [intermediário] deverá ser o segmento de mais rápido crescimento entre 2015 e 2020 com uma taxa de crescimento anual de 3%, levando a um aumento de 212 milhões de litros no volume", citou ela.
A Heineken reportou alta de 3,7% no volume de vendas do segmento premium no ano passado, com crescimento de dois dígitos no Brasil.
Tributação

No entanto, na avaliação da analista da Euromonitor, os aumentos adicionais da tributação na categoria podem levar outras fabricantes, como a AB InBev a colocar mais ênfase na venda de produtos de maior valor agregado.

A AB InBev destacou que, no início de 2017, vem recuperando participação de mercado. "A AB [InBev] iniciou o ano fiscal confirmando a melhoria da participação e esperamos condições de mercado mais favoráveis", afirmaram os analistas do banco Credit Suisse, Sanjeet Aujla, Alexander Evans, Laurent Grandet, em relatório.
Nos rótulos de menor valor agregado, a Ambev manterá a estratégia de reformulação das marcas em 2017. Depois da Skol, este ano a Brahma deve passar por mudanças.
"Na Brahma, vamos reforçar a identidade da marca, do cervejeiro mais tradicional", disse o vice-presidente financeiro e de relações com investidores da Ambev, Ricardo Rittes, em teleconferência. Ele lembrou que os produtos Brahma Extra e os variantes da marca cresceram 250% no último ano.

As fabricantes devem enfrentar ainda a concorrência com as cervejarias artesanais, que embora tenham participação pequena no mercado, continuam crescendo.

Segundo os executivos ouvidos pelo DCI recentemente, apesar da pressão das grandes, os rótulos artesanais estão conseguindo manter ou ampliar a participação no País.
"Há dois anos eram 250 marcas artesanais no País e hoje são cerca de 450, então a concorrência aumentou muito. E as grandes estão tentando brigar com as artesanais com o esforço para vender rótulos de puro malte. Mas mesmo com essa pressão, continuamos crescendo e já estamos em 20 estados do Brasil", contou ao DCI o diretor da cervejaria Schornstein, Adilson Altrão.

Fonte: DCI - 07/03/2017

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