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Depois de prorrogar por três vezes o prazo para os acionistas da argentina Quilmes Industrial (Quinsa) aderirem à oferta de compra de ações e aumentar o valor oferecido, a AmBev finalmente conseguiu ficar com praticamente 100% da companhia.

A AmBev, informou ontem em comunicado que "com a liquidação da oferta, que ocorrerá no dia 15 de fevereiro, a participação votante de AmBev na Quinsa será de 99,56% e a participação econômica de 99,26%."

Embora cerca de metade da geração de caixa da AmBev seja proveniente das vendas de cerveja no mercado brasileiro, a expansão na América do Sul é considerada estratégica. "Trata-se de um mercado em ascensão, com baixo consumo per capita e bom potencial de crescimento", afirma Renato Prado, analista da corretora Fator.

A Quinsa é a maior cervejaria da Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai e também detém participação no mercado chileno. Fabrica a cerveja Quilmes e, assim como a AmBev, engarrafa os produtos da Pepsi na Argentina.

A subsidiária argentina tem uma participação maior da operação de refrigerantes do que a AmBev - 40,6% nos nove primeiros de 2007, ante 27,9% no consolidado da AmBev no mesmo período. "Apesar da maior participação do segmento refrigerantes no volume consolidado da Quinsa (considerando a relação de preços entre cerveja e refrigerantes bastante similar), acreditamos que a operação agregará valor às operações da AmBev", afirmou último relatório da corretora Fator sobre a oferta de ações.

A AmBev comprou 36,09% de participação na Quinsa em 2002 e gradativamente foi aumentando a sua fatia na companhia até 91,18%. Depois, encontrou dificuldades para atrair os minoritários. No início de 2007, fez uma oferta de compra, mas as condições oferecidas na época não foram suficientes para conquistar todos os investidores. O valor em dólar da última oferta foi cerca de 20% maior do que o proposto no início de 2007. Antes dessa última oferta de compra, a AmBev detinha cerca de 97% do capital votante e 91% do capital total da Quinsa.

Em seu último relatório, a AmBev disse que a Quinsa entregou bons resultados, mesmo com o impacto negativo da inflação nos custos, dos maiores salários e da crise energética. A cervejaria conseguiu aumentar a receita líquida por hectolitro em 9,1% na região, por conta de um reajuste de preços e maior participação do segmento premium no mix de marcas.

As operações na Quinsa contribuíram com R$ 212,3 milhões para o lajida (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) da AmBev no terceiro trimestre de 2007, resultado de um crescimento orgânico de 3,3% no volume de cerveja e 13,3% em refrigerantes.

Fonte: Jornal Valor Econômico – 13/02/2008

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