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A InBev, maior cervejaria do mundo, deve ter papel decisivo para qualquer nova grande fusão ou aquisição na indústria de cerveja, com ligações à Anheuser-Busch e SABMiller sugeridas com freqüência depois que a Scottish & Newcastle (S&N) sucumbiu a uma aquisição.

A InBev cresceu rapidamente com a compra da brasileira AmBev em 2004 e analistas acreditam que a companhia seja central em um potencial meganegócio, depois que a S&N concordou em ser repartida por Carlsberg e Heineken na semana passada.

Todas as três maiores cervejarias do mundo - InBev, SABMiller e Anheuser-Busch - estão sofrendo com a alta dos custos de matérias-primas como cevada e latas de alumínio, e poderiam analisar uma união para ganhar economia de escala e ampliar as vendas de cervejas com alta rentabilidade como Stella Artois, Peroni e Budweiser, afirmam analistas. Mas com a maioria das dez maiores cervejarias do mundo controladas por famílias ou grupos de acionistas, acordos são imprevisíveis.

Analistas dizem que a norte-americana Anheuser, dona da cerveja Budweiser, ficará sob pressão se as duas maiores concorrentes nos Estados Unidos - SABMiller e MolsonCoors - caminharem para uma joint-venture. Em um cenário como esse, a Anheuser poderia buscar uma aliança com a InBev.

Especialistas afirmam que um acordo entre InBev e SABMiller, que reuniria as duas maiores cervejarias do mundo, é mais difícil de ocorrer, mas uma iniciativa como essa não pode ser descartada, já que ambas são resultado de fusões e têm crescido rapidamente na última década.

Ambas as alternativas significariam pouca sobreposição de negócios e deveriam enfrentar poucos obstáculos regulatórios. Ao mesmo tempo, haveria pouca sinergia a ser capturada, reduzindo o apelo financeiro de uma união.

"Uma ligação entre a InBev e a Anheuser é uma opção realista à medida que aumenta a pressão sobre a cervejaria dos EUA vinda de SABMiller e MolsonCoors", disse um analista do setor.

Um vácuo de dois anos sem grandes fusões e aquisições envolvendo cervejarias terminou no final de outubro, primeiro com a SABMiller anunciando uma planejada joint-venture com a MolsonCoors nos EUA. Então a Carlsberg e a Heineken se uniram para comprar a S&N.

Analistas afirmam que a Anheuser - com seus principais mercados nos EUA, México e China - precisa diversificar sua base geográfica de lucro, mas alguns questionam se esses países maduros seriam interessantes para a InBev, que tem dois terços do lucro em mercados emergentes.

Há quase um ano surgiram notícias na imprensa brasileira de uma união InBev-Anheuser para dar presença global ao grupo, devido aos ativos complementares.

Alguns destacaram que embora a família Busch controle apenas cerca de 4 por cento das ações da Anheuser, ela ainda detém uma tremenda influência na companhia. E a InBev teria que chegar a um acordo de consenso com os controladores da Anheuser, já que o setor não tem tradição de ofertas hostis.

Outros notaram que a Anheuser já distribui as cervejas européias da InBev nos Estados Unidos e a canadense Labatt, unidade da AmBev, tem licença para a cerveja Bud Light no Canadá. Assim, haveria poucos ganhos com uma fusão completa entre elas.

Um possível acordo InBev-SABMiller é mais intrigante, por combinar escala regional e reduzir a competição.

Essa união hipotética daria à empresa combinada o controle virtual da América do Sul, além de expressiva fatia nos mercados da Rússia e da China.

Mas novamente a transação seria complicada do ponto de vista societário. A InBev é controlada por famílias belgas e por brasileiros, com 35 por cento de suas ações em circulação no mercado.

A SABMiller, por sua vez, ainda é controlada em 28,6 por cento pela Altria e em 15 por cento pela família San Domingo.

Fonte: Reuters – 29/01/2008

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