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As cervejarias Carlsberg e Heineken anunciaram ontem a aquisição, por £ 7,8 bilhões (US$ 15,3 bilhões) em dinheiro, da Scottish & Newcastle (S&N), a maior fabricante de cervejas da Grã-Bretanha e a sexta maior do mundo. A dinamarquesa Carlsberg e a holandesa Heineken vão separar os ativos da cervejeira britânica, o que lhes permitirá aumentar sua presença na Rússia e nos outros países do leste europeu. Pelo acordo anunciado ontem, a Carlsberg ficará com os 50% de participação da S&N na cervejeira BBH, que atende aos mercados da antiga União Soviética - os outros 50% já eram da própria Carlsberg.

Além disso, o grupo dinamarquês ficará com os ativos da S&N na França, Grécia, China e Vietnã. A Heineken, por sua vez, ficará com os negócios da S&N na Grã-Bretanha e operações em outros mercados europeus, como Bélgica, Portugal e Irlanda. Também ficará com os negócios da empresa nos Estados Unidos e na Índia. Carlsberg e Heineken vão pagar 800 pence por ação da S&N. Esse valor representa um prêmio de 50,7% em relação ao fechamento da ação da cervejeira britânica em 28 de março, de 531 pence - um dia antes do surgimento das primeiras especulações sobre uma possível oferta pela empresa.

Esse prêmio diminui para 25,7% se for levado em conta o preço de fechamento das ações da S&N em 16 de outubro, de 637 pence - pregão que precedeu a confirmação da Carlsberg e da Heineken de que estavam em discussões sobre a formação de um consórcio para lançar uma oferta pelo grupo britânico. Segundo analistas, o acordo, que era amplamente esperado, trará benefícios para os dois compradores. Além disso, pressionará grupos rivais, como Molson Coors e Foster’s, a melhorarem seu desempenho e buscarem acordos similares.

A compra da Scottish & Newcastle chega a um momento em que as empresas do setor enfrentam o desafio de reduzir custos, por causa da alta nos preços dos cereais e das latas de alumínio. “Por causa dos ganhos estratégicos, vemos o acordo como muito positivo, principalmente para a Carlsberg”, disse Matthew Webb, analista do Cazenove.

Segundo ele, no médio prazo, o acordo também será positivo para a receita da Heineken. S&N e Carlsberg devem revelar em breve seus planos para a BBH no período 2008-2010 - o destino dessa aliança foi um dos pontos mais difíceis na longa negociação entre as empresas.

“Com apenas um passo criamos a cervejeira de maior crescimento do mundo”, disse, em comunicado, o presidente-executivo da Carlsberg, Jorgen Buhl Rasmussen. “Temos agora o controle do nosso destino na Rússia e em outros territórios da BBH.” As previsões de economia com as aquisições informadas pelas duas empresas foram maiores que o esperado. A Heineken espera ganhar £ 120 milhões por ano com as sinergias a partir do quarto ano do negócio, enquanto a Carlsberg prevê ganhos de £ 126 milhões por ano a partir do terceiro ano. O acordo precisa ainda ser aprovado pela Comissão Européia (órgão executivo da União Européia) e por outras entidades que regulam a concorrência entre empresas.

Fonte: O Estado de São Paulo - Economia – 28/01/2008

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